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Música
Um
Suplicy, um violão...
Mais
um filho de Marta e Eduardo se
arrisca na música. Esse tem o estilo do pai

Sérgio Martins
Claudio Rossi
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| João
Suplicy: bossa e letras que conquistaram a comediante Maria
Paula |
Por longos anos, o casal formado pelos políticos Marta e
Eduardo Suplicy exemplificou a máxima de que os opostos se
atraem. Marta era elétrica e exuberante. Eduardo era lento
e discreto. O casal teve três filhos. O do meio, André,
é um advogado que toca sua vida longe dos holofotes. Os dois
outros resolveram seguir a carreira artística e, curiosamente,
transplantaram para o mundo da música os estilos contrários
da mãe e do pai. Supla, o mais velho e o mais famoso, é
do time de Marta. Gosta de moda, preocupa-se com o penteado e não
tem medo de fazer barulho. Aos 37 anos, pratica um gênero
musical que batizou de "bossa furiosa". João, cuja carreira
começa a engrenar, prefere as maneiras zen de Eduardo Suplicy.
Ele fala como o senador petista, com frases intercaladas por loon...gas,
loon...guís...simas pausas de meditação. Aos
29 anos, prefere a bossa nova tradicional, sem fúria mesmo.
Ele já lançou dois discos, Musiqueiro (1998)
e Cafezinho (2002). Atualmente está envolvido numa
parceria com o cantor Jair Oliveira. Eles têm subido ao palco
num projeto que batizaram de Café com Leite
título também de uma música.
João
debutou nos palcos por obra do irmão mais velho. "Eu o fantasiava
de punk e o obrigava a subir ao palco para anunciar os shows da
minha banda, a Tokyo", conta Supla. Isso foi em 1985. Pouco mais
tarde, o caçula dos Suplicy mudou-se para a Califórnia,
para aprender guitarra. De volta ao Brasil, foi à luta. Como
músico, João ainda vive no regime de renda mínima.
Cafezinho foi gravado num estúdio cedido por amigos,
com instrumentistas que receberam um terço do cachê
a que estão acostumados. Para divulgar seus shows, pelos
quais recebe no máximo 5.000 reais,
o cantor conta com um assessor de imprensa entusiasmadíssimo:
o senador Eduardo, mais uma vez, que já se plantou na calçada
de uma casa noturna para pescar transeuntes. "Ele também
faz questão de agradecer às pessoas que compraram
ingresso", diz o dono de uma boate que já abrigou o músico.
Ainda bem que não são muitas.
João
Suplicy e seu paizão senador moram na mesma casa no bairro
do Jardim Paulistano, em São Paulo. Mas por pouco tempo.
Em dezembro do ano passado, o músico se casou com a comediante
Maria Paula. Os dois esperam um bebê para junho. Será
o segundo filho do rapaz: ele é pai de uma menina de 10 meses,
nascida de um relacionamento com uma modelo. A história de
João e Maria Paula vem de longe. Eles tiveram um romance
em meados da década passada. Terminaram, entre outros motivos,
porque João se sentia incomodado com o fato de ganhar menos
que a namorada. Mas essa preocupação faz parte do
passado. Após o Carnaval, ele se muda de mala, cuia e violão
para o apartamento da atriz, no Rio de Janeiro. A mudança,
aposta ele, vai acelerar seu processo criativo e dar embalo à
sua carreira. Só em janeiro deste ano João Suplicy
compôs oito músicas. "Maria... Paula... instiga...
o meu... pensamento", diz ele.
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