|
|
Cartas
 |
"O
melhor modelo de educação é o exemplo
dos pais. Se baseado em bons princípios e valores,
basta para o jovem enfrentar os problemas da vida."
Ana
Marisa de Oliveira Costa
Dourados,
MS
|
Adolescentes
A
cada semana é uma agradável surpresa receber a revista
e encontrar matérias interessantes e esclarecedoras. Como
educadora e mãe, agradeço pela reportagem de capa
"A tirania adolescente" (18 de fevereiro), que aborda a questão
de limites para nossos filhos. Vejo que a linha que separa o autoritarismo
da permissividade está cada vez mais tênue, e nós,
pais, nos sentimos cada vez mais confusos. Por isso a importância
de matérias que nos ajudem, já que filhos (e alunos)
vêm sem manual de instruções.
Célia Meiri Wiczneski Júlio
Curitiba, PR
Oportuníssima
e sensacional a reportagem. É um alerta à grande maioria
dos pais, que parecem estar anestesiados diante dos próprios
rebentos. Saber dizer não não traumatiza nem tira
pedaço, mas significa amor e proteção daqueles
que querem o melhor para seus filhos. As associações
de pais e professores devem rever seu posicionamento, pois as escolas
vivem verdadeiros dramas com seus alunos. Tania Zagury e Içami
Tiba merecem aplausos pela coragem e clareza com que abordam o tema
educação. Tão antigo e polêmico quanto
a humanidade.
Margaret Pichler von Tennenberg
Joaçaba, SC
A
reportagem vem confirmar aquilo que há muito tempo os professores
experimentam na realidade do cotidiano. Bendita a hora em que estamos
saboreando essa matéria, bem no início do ano letivo.
Espero que ela sirva àqueles que impõem mil regras
ao professor e se esquecem dos deveres dos alunos.
Solange Prado
São Paulo, SP
Fui
criado com muito carinho e bons castigos físicos quando necessário.
Resultado: de engraxate me formei médico. Minhas filhas tiveram
a mesma criação. Resultado: a mais velha está
cursando Harvard e a outra encontra-se a caminho. Com a palavra,
os psicólogos liberais.
Solimar Moises
Goiânia, GO
Que
a reportagem seja um alerta a milhares de pais brasileiros, para
que reavaliem seu papel na educação dos filhos. A
única forma de termos uma sociedade mais evoluída
no futuro é ensinando aos adolescentes noções
de ética, respeito, hierarquia, educação e
outros conceitos que são pilares para a construção
de uma nação mais justa.
Daniela Emerick
Cotia, SP
Preocupa-me
um pouco a assunção de posturas do tipo "É
isso que se deve fazer", sendo o Brasil um país de contrastes
tão grandes e o ser humano tão diverso. Para ilustrar
meu pensamento, recorro a uma das famosas fábulas do grego
Esopo em que um pai que casou suas duas filhas se via dividido.
Uma delas casou-se com um hortelão e, para sua prosperidade,
pedia ao pai que rezasse por tempo chuvoso. A outra, casada com
um oleiro, pedia rezas por sol forte para que as louças secassem.
Os filhos são diferentes e têm necessidades diferentes,
por mais trabalhoso que isso possa resultar para a educação
doméstica.
Valentina Pigozzi
Psicóloga clínica e autora do livro Celebre a Autonomia
do Adolescente (Editora Gente, 2002)
São Paulo, SP
Fiquei
muito impressionada ao ver que a revista VEJA pôs imagens
de jovens com pulseiras de couro, roupas pretas e coturnos (normais
em tribos alternativas) como filhos tiranos. Faço parte dessas
tribos e, no entanto, mantenho uma relação extremamente
saudável com meus pais. Acredito que os filhos mimados, os
"filhinhos-de-papai-e-mamãe", agem de forma muito mais tirana
que aqueles que assumiram um estilo mais radical, como o gótico
ou o punk.
Maria Amélia Benincá de Farias
Caxias do Sul, RS
Em
minha casa encontro a solução para muitos lares: uma
mãe amiga, que estabelece regras sem ditadura, além
de aplicar doses extras de diálogo. O resultado são
três adolescentes prontos para o mundo.
Everaldo Nunes Santos Netto, 18 anos
Jaguaquara, BA
As
crianças pouco entendem, os adultos buscam estabilidade,
os idosos são conformados. Ainda bem que nós, jovens,
somos rebeldes, ousados e queremos mudar o mundo. A reportagem de
VEJA incentiva os pais a nos deixar sem festas, sem mesada nem internet.
Estamos na era da democracia, em que tudo deve ser debatido, e não
encerrado com "nãos" e cortes. Todavia, cumprimento VEJA
por enfatizar o tema, que ainda precisa de muita discussão.
Juliana G.P., 16 anos
Florianópolis, SC
Meus
pais leram a reportagem. Estou proibido de várias "regalias".
VEJA entrou em nossa família e mexeu em minha educação
após quinze anos.
Tulius Márcio Tsangaropulos Souza, 15 anos
Natal, RN
Antonio
Palocci
Excelente
a entrevista do ministro Antonio Palocci. Firme, consciente, amadurecido,
tolerante e experiente. Espero que as medidas que vêm sendo
adotadas impulsionem o crescimento e fortaleçam as micros
e pequenas empresas, que são as grandes geradoras de emprego.
Só com crescimento, haverá melhor distribuição
de renda no país (Amarelas, 18 de fevereiro).
Manuel da Lupa
São Paulo, SP
Na
área social, já é consenso que o governo Lula
não tem sido mais que um simples teatro do absurdo. Para
piorar, sua excelência muito mais viaja que governa. Felizmente,
porém, ainda há na Esplanada um certo Antonio Palocci,
que não deixa a peteca cair. O ministro da Fazenda é
sem dúvida o grande nome da equipe petista e vem dando um
show no cargo, trazendo de volta o investimento estrangeiro, baixando
o risco-país e conseguindo acalmar o mercado, indócil
após as eleições. Tudo sendo médico,
e não economista. Parabéns, ministro. Acorda, Lula!
Gustavo Henrique de Brito Alves Freire
Recife, PE
O
ministro Palocci deveria reconhecer que o modelo econômico
do governo FHC estava correto. Suas tentativas de traçar
diferenças entre sua política econômica e a
de seu antecessor são patéticas e lhe conferem um
tremendo descrédito.
Leonardo Michelena
Curitiba, PR
Principalmente
quando o doutor Palocci afirma que o Brasil está desajustado
há quase meio século, mostra que não conhece
nossa história. Aliás o mesmo se poderia dizer do
PT, que, em seus 24 anos de radicalismo, que hoje nos parece bravatas,
em muito contribuiu para esse desajuste.
Luciano César de Toledo
Cesário Lange, SP
Nosso
ministro não tem nem idéia do sofrimento do povo,
pois suas respostas são equivocadas e sem o mínimo
de conhecimento das necessidades de nossa população.
Minha expectativa é que os brasileiros se lembrem muito bem
desses nomes nas próximas eleições.
Paulo Bregantin
São Paulo, SP
Governo
Lula
Eleitor
frustrado, poucas vezes vi a imprensa abordar uma questão
político-administrativa com tanta competência. VEJA,
magistralmente, situou e definiu a essência do governo Lula
no título da matéria: "O governo do improviso" (18
de fevereiro).
Fernando Spanghero
Olinda, PE
Pelo
menos em três questões, o governo Lula já conseguiu
se sobrepor a seu antecessor: implantou, de forma sub-reptícia,
o parlamentarismo; aprovou as reformas que o próprio PT há
menos de dois anos alegava como absurdas e prejudiciais ao país;
e bateu com folga o recorde de viagens ao exterior de FHC. Como
diria o saudoso Cazuza: "PT, mostra a tua cara!".
Gustavo Monteiro Fagundes
Brasília, DF
Sensacional
a seqüência da torta na cara do ministro. Os idosos e
todos aqueles que sofreram com esse senhor quando passou pelo Ministério
da Previdência Social estão de alma lavada.
Arié Amitay
Rio de Janeiro, RJ
Caso
Waldomiro Diniz
As
declarações do PT em defesa do senhor José
Dirceu me fazem acreditar que, se ele não sabia de nada,
é ingênuo e, portanto, não merece ficar num
cargo tão importante. Se sabia, é conivente com a
corrupção, logo, não pode ficar. Por muito
menos, Vargas suicidou-se e Collor foi deposto ("No coração
do Planalto", 18 de fevereiro).
José Américo V. Valadão
Rio de Janeiro, RJ
A relação
espúria entre o ministro José Dirceu e o funcionário
Waldomiro Diniz precisa ser muito bem esclarecida. O PT passou 24
anos falando de ética, defendendo a probidade administrativa,
combatendo, radical e prontamente, qualquer indício de peculato,
principalmente quando se tratava de acusação contra
algum político de legenda à qual o PT fazia oposição.
Como vão agir os parlamentares e as lideranças do
PT após a velhacaria de Waldomiro Diniz, que ocupava o importante
cargo de subchefe de Assuntos Parlamentares da Secretaria de Coordenação
Política da Presidência da República?
Sinvaldo do Nascimento Souza
Rio de Janeiro, RJ
Radar
A matéria "Ministro nomeia doador de campanha" (Radar, 18
de fevereiro) expõe meu nome ao provocar dubiedade de sentido
pelo fato de não esclarecer o montante da doação
feita por mim, como pessoa física, à campanha política
de 2002 do deputado federal Eduardo Campos, hoje ministro da Ciência
e Tecnologia. Minha doação foi de 6.000
reais, cerca de 4,5% do total de meus rendimentos anuais, de 133.400,
declarados no imposto de renda no exercício de 2003, oriundos
de minha condição de auditor aposentado da Secretaria
da Fazenda de Pernambuco e de secretário parlamentar da Câmara
dos Deputados, valor, portanto, totalmente condizente com minha
condição financeira.
Djalmo de Oliveira Leão
Subsecretário de Planejamento, Orçamento e Administração
do Ministério da Ciência e Tecnologia
Recife, PE
Ambiente
Queremos cumprimentar VEJA e o repórter Leonardo Coutinho
pela reportagem "Tem gringo no mato" (11 de fevereiro). Gostaríamos,
no entanto, de retificar a informação quanto aos investimentos
da Conservação Internacional (CI) na Amazônia.
Os 300 milhões de reais mencionados na matéria representam
o orçamento anual da organização no mundo,
em mais de trinta países onde atua. O Programa da Amazônia
Brasileira recebe neste ano 4,8 milhões. E, se somarmos o
orçamento da CI em toda a Amazônia, incluindo os programas
da Bolívia, Peru, Colômbia, Equador, Suriname, Guiana
e Brasil, essa cifra chega a quase 10 milhões de reais.
José Maria Cardoso da Silva
Vice-presidente para Ciência Conservação Internacional
Por e-mail
Diogo
Mainardi
Diogo Mainardi me espanta às vezes, principalmente porque
tenho a impressão de que ele perdeu a fé no Brasil.
E com esse último artigo, sobre o projeto de lei do Garotinho,
sou eu que estou perdendo a esperança na possibilidade de
um dia termos um país com instituições sólidas
e de respeito ("Ópio de Garotinho", 18 de fevereiro).
Ernesto Batista Mane Junior
Manchester, Inglaterra
Acredito
que França e Brasil estejam errados em sua decisão
sobre religião. Não se pode proibir pessoas de usar
símbolos religiosos em escolas e muito menos obrigar alunos
a estudar religião. Esse tipo de "repressão" causa
discriminação e preconceito. Por exemplo, eu sou católica,
mas meu filho é muçulmano (herança do pai,
que também é muçulmano). Somos uma família
sem preconceito religioso porque nós nos respeitamos e aceitamos
nossas diferenças.
Claudia Gregori
Londres, Inglaterra
Roberto
Pompeu de Toledo
O artigo "Viva Teresa" (Ensaio, 18 de fevereiro) conseguiu esclarecer
uma dúvida que todos nós, brasileiros com mais de
45 anos e de bom gosto musical, tínhamos: com quem havia
ficado a Teresa da Praia, de Tom Jobim e Billy Blanco, imortalizada
na voz de Dick Farney e Lúcio Alves. Ela não ficou
nem com um nem com outro. Ficou com o senador John Kerry, e certamente
contribuirá muito para que a doutrina Bush seja enterrada
e a paz tenha uma nova chance sobre a guerra.
Mário Sá
Cuiabá, MT
Sims2
Na nota "Nova geração do The Sims" (18 de fevereiro),
há um pequeno erro a respeito da data de lançamento
do jogo de computador The Sims. A produtora Maxis anunciou
que ele sairá no mínimo a partir do meio do ano. Dizem
que estão "polindo o jogo". Para mais informações
a respeito do jogo é só entrar no site: http://thesims2.ea.com/index_flash.php.
Marina Benedetti
Por e-mail
CORREÇÕES:
No Brasil há mais de 700 cursos de direito, e não
215, como foi publicado na reportagem "Estude
direito" (Guia, 18 de fevereiro). Esse, na verdade, foi
o número de cursos recentemente avaliados pela Ordem dos
Advogados do Brasil.. A
apreensão de documentos feita pela Polícia Federal
durante investigação de um suposto esquema de compra
de votos no Amapá não ocorreu na casa do deputado
federal Antônio Nogueira (PT), cujo mandato foi cassado pelo
TRE, e sim na casa de José Luiz Nogueira de Sousa, seu irmão
(Datas,
11 de fevereiro).
| A
CHALANA DE MARIO ZAN |
|
Em
mensagem enviada à redação de VEJA,
o leitor Moacir Teles Maracci escreveu sobre a reportagem
"A
balada dos companheiros" (18 de fevereiro):
"A reportagem menciona erradamente a música Chalana
(uma das preferidas do presidente Lula) como um clássico
de Almir Sater". O gaúcho Rui Gressler, de São
Leopoldo, completou: "Foram Mario Zan e Arlindo Pinto
os compositores da imortal canção. Almir
Sater foi apenas mais um dos inúmeros artistas
a interpretá-la". De Cuiabá, em Mato Grosso,
José Fernando Barros de Figueiredo conta a história
da composição: "A canção
foi feita por Mario Zan, quando ele se apresentava na
cidade de Corumbá, Mato Grosso do Sul, e se apaixonou
por uma morena da região. Fez a música
quando pela janela do hotel, às margens do Rio
Paraguai, viu a morena indo embora numa chalana, que
é um barco típico da região pantaneira".
|
|
| FOFOCA
NO MUNDO DOS BRINQUEDOS |
Fotos AP
 |
| Ken,
Barbie e Blaine: ele, ela e o outro |
A seção Datas
da edição passada de VEJA noticiou que
a Mattel, fabricante da boneca Barbie, anunciou o fim
de seu namoro com o boneco Ken. De agora em diante eles
serão apenas bons amigos, encerrando uma relação
de 43 anos. Entraria em cena, em seu lugar, o boneco
Blaine, um parafinado surfista australiano. Na mesma
edição de VEJA, a reportagem "Barbie para
teens" especula sobre a separação, mas
não dá como certa a união com o
outro. O leitor Fábio Alencar, de Manaus, no
Amazonas, ficou confuso: "A Barbie mandou o Ken passear
ou não?", pergunta. Na semana passada, a imprensa
noticiou o fato, mas o vice-presidente da Mattel, Russell
Arons, manteve o suspense, declarando que ela "mantém
suas opções em aberto". O presidente da
empresa, Matt Bousquette, apenas fofocou que ela tem
sido vista na praia em passeios de braço dado
com "um novo rapaz". "Dizem as más-línguas
que a moreníssima Susie está só
esperando a confirmação para cair matando
no ex da rival!", informa Alencar, o leitor manauara.
|
|
| SOBRE
AS ONDAS |
 |
A
reportagem "Prancha
na medida" (Guia, 11 de fevereiro) informou
que a bodyboard, por não ter bico pontudo nem
quilhas, e por não exigir que o praticante se
equilibre em pé para pegar onda, é a prancha
ideal para crianças. Os atletas acham que não
é bem assim. Evandro Kinosita, responsável
pela Oficina Paulista de Bodyboards (opbboards@uol.com.br),
explica: "A única semelhança do bodyboarding
com o surfe de quilhas é o ambiente onde ele
é praticado: o mar. Os bodyboarders preferem
ondas bem mais tubulares (ocas), em bancadas rasas (pedra,
coral ou mesmo areia). Porque a prancha não tem
uma hidrodinâmica favorável, o deslocamento
exige mais técnica e precisão de remadas,
tanto de pernas como de braços. É imprescindível
o uso de nadadeiras (pés-de-pato) específicas
para o bodyboarding. Uma criança terá
mais eficiência de remada utilizando uma prancha
com quilha, cuja hidrodinâmica é bem melhor,
motivando mais o iniciante". Ralfy Santos Bernardina
(kuesbow@yahoo.com.br),
de Curitiba, dá duas outras razões para
as crianças ficarem longe da pranchinha: "Não
é qualquer criança que vai pagar até
500 reais por uma prancha. E o bodyboarding é
um esporte extremamente radical", escreveu. O Brasil,
há um bom tempo, é uma potência
na modalidade. A reportagem "Feras sobre as ondas" (19
de junho de 1996) já destacava a consagração
de atletas brasileiros no mar entre os melhores
do mundo no surfe e no bodyboard.
|
|
|