Edição 1842 . 25 de fevereiro de 2004

Índice
Brasil
Internacional
Economia e Negócios
Geral
Guia
Artes e Espetáculos
Claudio de Moura Castro
Sérgio Abranches
Diogo Mainardi
Roberto Pompeu de Toledo
Carta ao leitor
Entrevista
Cartas
Radar
Holofote
Contexto
VEJA on-line
Veja essa
Gente
Datas
VEJA Recomenda
Os livros mais vendidos
 
 

Cartas

 

"O melhor modelo de educação é o exemplo dos pais. Se baseado em bons princípios e valores, basta para o jovem enfrentar os problemas da vida."
Ana Marisa de Oliveira Costa
Dourados, MS

 

Adolescentes

A cada semana é uma agradável surpresa receber a revista e encontrar matérias interessantes e esclarecedoras. Como educadora e mãe, agradeço pela reportagem de capa "A tirania adolescente" (18 de fevereiro), que aborda a questão de limites para nossos filhos. Vejo que a linha que separa o autoritarismo da permissividade está cada vez mais tênue, e nós, pais, nos sentimos cada vez mais confusos. Por isso a importância de matérias que nos ajudem, já que filhos (e alunos) vêm sem manual de instruções.
Célia Meiri Wiczneski Júlio
Curitiba, PR

Oportuníssima e sensacional a reportagem. É um alerta à grande maioria dos pais, que parecem estar anestesiados diante dos próprios rebentos. Saber dizer não não traumatiza nem tira pedaço, mas significa amor e proteção daqueles que querem o melhor para seus filhos. As associações de pais e professores devem rever seu posicionamento, pois as escolas vivem verdadeiros dramas com seus alunos. Tania Zagury e Içami Tiba merecem aplausos pela coragem e clareza com que abordam o tema educação. Tão antigo e polêmico quanto a humanidade.
Margaret Pichler von Tennenberg
Joaçaba, SC

A reportagem vem confirmar aquilo que há muito tempo os professores experimentam na realidade do cotidiano. Bendita a hora em que estamos saboreando essa matéria, bem no início do ano letivo. Espero que ela sirva àqueles que impõem mil regras ao professor e se esquecem dos deveres dos alunos.
Solange Prado
São Paulo, SP

Fui criado com muito carinho e bons castigos físicos quando necessário. Resultado: de engraxate me formei médico. Minhas filhas tiveram a mesma criação. Resultado: a mais velha está cursando Harvard e a outra encontra-se a caminho. Com a palavra, os psicólogos liberais.
Solimar Moises
Goiânia, GO

Que a reportagem seja um alerta a milhares de pais brasileiros, para que reavaliem seu papel na educação dos filhos. A única forma de termos uma sociedade mais evoluída no futuro é ensinando aos adolescentes noções de ética, respeito, hierarquia, educação e outros conceitos que são pilares para a construção de uma nação mais justa.
Daniela Emerick
Cotia, SP

Preocupa-me um pouco a assunção de posturas do tipo "É isso que se deve fazer", sendo o Brasil um país de contrastes tão grandes e o ser humano tão diverso. Para ilustrar meu pensamento, recorro a uma das famosas fábulas do grego Esopo em que um pai que casou suas duas filhas se via dividido. Uma delas casou-se com um hortelão e, para sua prosperidade, pedia ao pai que rezasse por tempo chuvoso. A outra, casada com um oleiro, pedia rezas por sol forte para que as louças secassem. Os filhos são diferentes e têm necessidades diferentes, por mais trabalhoso que isso possa resultar para a educação doméstica.
Valentina Pigozzi
Psicóloga clínica e autora do livro Celebre a Autonomia do Adolescente (Editora Gente, 2002)
São Paulo, SP

Fiquei muito impressionada ao ver que a revista VEJA pôs imagens de jovens com pulseiras de couro, roupas pretas e coturnos (normais em tribos alternativas) como filhos tiranos. Faço parte dessas tribos e, no entanto, mantenho uma relação extremamente saudável com meus pais. Acredito que os filhos mimados, os "filhinhos-de-papai-e-mamãe", agem de forma muito mais tirana que aqueles que assumiram um estilo mais radical, como o gótico ou o punk.
Maria Amélia Benincá de Farias
Caxias do Sul, RS

Em minha casa encontro a solução para muitos lares: uma mãe amiga, que estabelece regras sem ditadura, além de aplicar doses extras de diálogo. O resultado são três adolescentes prontos para o mundo.
Everaldo Nunes Santos Netto, 18 anos
Jaguaquara, BA

As crianças pouco entendem, os adultos buscam estabilidade, os idosos são conformados. Ainda bem que nós, jovens, somos rebeldes, ousados e queremos mudar o mundo. A reportagem de VEJA incentiva os pais a nos deixar sem festas, sem mesada nem internet. Estamos na era da democracia, em que tudo deve ser debatido, e não encerrado com "nãos" e cortes. Todavia, cumprimento VEJA por enfatizar o tema, que ainda precisa de muita discussão.
Juliana G.P., 16 anos
Florianópolis, SC

Meus pais leram a reportagem. Estou proibido de várias "regalias". VEJA entrou em nossa família e mexeu em minha educação após quinze anos.
Tulius Márcio Tsangaropulos Souza, 15 anos
Natal, RN

 

Antonio Palocci

Excelente a entrevista do ministro Antonio Palocci. Firme, consciente, amadurecido, tolerante e experiente. Espero que as medidas que vêm sendo adotadas impulsionem o crescimento e fortaleçam as micros e pequenas empresas, que são as grandes geradoras de emprego. Só com crescimento, haverá melhor distribuição de renda no país (Amarelas, 18 de fevereiro).
Manuel da Lupa
São Paulo, SP

Na área social, já é consenso que o governo Lula não tem sido mais que um simples teatro do absurdo. Para piorar, sua excelência muito mais viaja que governa. Felizmente, porém, ainda há na Esplanada um certo Antonio Palocci, que não deixa a peteca cair. O ministro da Fazenda é sem dúvida o grande nome da equipe petista e vem dando um show no cargo, trazendo de volta o investimento estrangeiro, baixando o risco-país e conseguindo acalmar o mercado, indócil após as eleições. Tudo sendo médico, e não economista. Parabéns, ministro. Acorda, Lula!
Gustavo Henrique de Brito Alves Freire
Recife, PE

O ministro Palocci deveria reconhecer que o modelo econômico do governo FHC estava correto. Suas tentativas de traçar diferenças entre sua política econômica e a de seu antecessor são patéticas e lhe conferem um tremendo descrédito.
Leonardo Michelena
Curitiba, PR

Principalmente quando o doutor Palocci afirma que o Brasil está desajustado há quase meio século, mostra que não conhece nossa história. Aliás o mesmo se poderia dizer do PT, que, em seus 24 anos de radicalismo, que hoje nos parece bravatas, em muito contribuiu para esse desajuste.
Luciano César de Toledo
Cesário Lange, SP

Nosso ministro não tem nem idéia do sofrimento do povo, pois suas respostas são equivocadas e sem o mínimo de conhecimento das necessidades de nossa população. Minha expectativa é que os brasileiros se lembrem muito bem desses nomes nas próximas eleições.
Paulo Bregantin
São Paulo, SP

 

Governo Lula

Eleitor frustrado, poucas vezes vi a imprensa abordar uma questão político-administrativa com tanta competência. VEJA, magistralmente, situou e definiu a essência do governo Lula no título da matéria: "O governo do improviso" (18 de fevereiro).
Fernando Spanghero
Olinda, PE

Pelo menos em três questões, o governo Lula já conseguiu se sobrepor a seu antecessor: implantou, de forma sub-reptícia, o parlamentarismo; aprovou as reformas que o próprio PT há menos de dois anos alegava como absurdas e prejudiciais ao país; e bateu com folga o recorde de viagens ao exterior de FHC. Como diria o saudoso Cazuza: "PT, mostra a tua cara!".
Gustavo Monteiro Fagundes
Brasília, DF

Sensacional a seqüência da torta na cara do ministro. Os idosos e todos aqueles que sofreram com esse senhor quando passou pelo Ministério da Previdência Social estão de alma lavada.
Arié Amitay
Rio de Janeiro, RJ

 

Caso Waldomiro Diniz

As declarações do PT em defesa do senhor José Dirceu me fazem acreditar que, se ele não sabia de nada, é ingênuo e, portanto, não merece ficar num cargo tão importante. Se sabia, é conivente com a corrupção, logo, não pode ficar. Por muito menos, Vargas suicidou-se e Collor foi deposto ("No coração do Planalto", 18 de fevereiro).
José Américo V. Valadão
Rio de Janeiro, RJ

A relação espúria entre o ministro José Dirceu e o funcionário Waldomiro Diniz precisa ser muito bem esclarecida. O PT passou 24 anos falando de ética, defendendo a probidade administrativa, combatendo, radical e prontamente, qualquer indício de peculato, principalmente quando se tratava de acusação contra algum político de legenda à qual o PT fazia oposição. Como vão agir os parlamentares e as lideranças do PT após a velhacaria de Waldomiro Diniz, que ocupava o importante cargo de subchefe de Assuntos Parlamentares da Secretaria de Coordenação Política da Presidência da República?
Sinvaldo do Nascimento Souza
Rio de Janeiro, RJ

 

Radar

A matéria "Ministro nomeia doador de campanha" (Radar, 18 de fevereiro) expõe meu nome ao provocar dubiedade de sentido pelo fato de não esclarecer o montante da doação feita por mim, como pessoa física, à campanha política de 2002 do deputado federal Eduardo Campos, hoje ministro da Ciência e Tecnologia. Minha doação foi de 6.000 reais, cerca de 4,5% do total de meus rendimentos anuais, de 133.400, declarados no imposto de renda no exercício de 2003, oriundos de minha condição de auditor aposentado da Secretaria da Fazenda de Pernambuco e de secretário parlamentar da Câmara dos Deputados, valor, portanto, totalmente condizente com minha condição financeira.
Djalmo de Oliveira Leão
Subsecretário de Planejamento, Orçamento e Administração do Ministério da Ciência e Tecnologia
Recife, PE

 

Ambiente

Queremos cumprimentar VEJA e o repórter Leonardo Coutinho pela reportagem "Tem gringo no mato" (11 de fevereiro). Gostaríamos, no entanto, de retificar a informação quanto aos investimentos da Conservação Internacional (CI) na Amazônia. Os 300 milhões de reais mencionados na matéria representam o orçamento anual da organização no mundo, em mais de trinta países onde atua. O Programa da Amazônia Brasileira recebe neste ano 4,8 milhões. E, se somarmos o orçamento da CI em toda a Amazônia, incluindo os programas da Bolívia, Peru, Colômbia, Equador, Suriname, Guiana e Brasil, essa cifra chega a quase 10 milhões de reais.
José Maria Cardoso da Silva
Vice-presidente para Ciência Conservação Internacional
Por e-mail

 

Diogo Mainardi

Diogo Mainardi me espanta às vezes, principalmente porque tenho a impressão de que ele perdeu a fé no Brasil. E com esse último artigo, sobre o projeto de lei do Garotinho, sou eu que estou perdendo a esperança na possibilidade de um dia termos um país com instituições sólidas e de respeito ("Ópio de Garotinho", 18 de fevereiro).
Ernesto Batista Mane Junior
Manchester, Inglaterra

Acredito que França e Brasil estejam errados em sua decisão sobre religião. Não se pode proibir pessoas de usar símbolos religiosos em escolas e muito menos obrigar alunos a estudar religião. Esse tipo de "repressão" causa discriminação e preconceito. Por exemplo, eu sou católica, mas meu filho é muçulmano (herança do pai, que também é muçulmano). Somos uma família sem preconceito religioso porque nós nos respeitamos e aceitamos nossas diferenças.
Claudia Gregori
Londres, Inglaterra

 

Roberto Pompeu de Toledo

O artigo "Viva Teresa" (Ensaio, 18 de fevereiro) conseguiu esclarecer uma dúvida que todos nós, brasileiros com mais de 45 anos e de bom gosto musical, tínhamos: com quem havia ficado a Teresa da Praia, de Tom Jobim e Billy Blanco, imortalizada na voz de Dick Farney e Lúcio Alves. Ela não ficou nem com um nem com outro. Ficou com o senador John Kerry, e certamente contribuirá muito para que a doutrina Bush seja enterrada e a paz tenha uma nova chance sobre a guerra.
Mário Sá
Cuiabá, MT

 

Sims2

Na nota "Nova geração do The Sims" (18 de fevereiro), há um pequeno erro a respeito da data de lançamento do jogo de computador The Sims. A produtora Maxis anunciou que ele sairá no mínimo a partir do meio do ano. Dizem que estão "polindo o jogo". Para mais informações a respeito do jogo é só entrar no site: http://thesims2.ea.com/index_flash.php.
Marina Benedetti
Por e-mail

 

CORREÇÕES: No Brasil há mais de 700 cursos de direito, e não 215, como foi publicado na reportagem "Estude direito" (Guia, 18 de fevereiro). Esse, na verdade, foi o número de cursos recentemente avaliados pela Ordem dos Advogados do Brasil.. A apreensão de documentos feita pela Polícia Federal durante investigação de um suposto esquema de compra de votos no Amapá não ocorreu na casa do deputado federal Antônio Nogueira (PT), cujo mandato foi cassado pelo TRE, e sim na casa de José Luiz Nogueira de Sousa, seu irmão (Datas, 11 de fevereiro).

 

 
A CHALANA DE MARIO ZAN


Em mensagem enviada à redação de VEJA, o leitor Moacir Teles Maracci escreveu sobre a reportagem "A balada dos companheiros" (18 de fevereiro): "A reportagem menciona erradamente a música Chalana (uma das preferidas do presidente Lula) como um clássico de Almir Sater". O gaúcho Rui Gressler, de São Leopoldo, completou: "Foram Mario Zan e Arlindo Pinto os compositores da imortal canção. Almir Sater foi apenas mais um dos inúmeros artistas a interpretá-la". De Cuiabá, em Mato Grosso, José Fernando Barros de Figueiredo conta a história da composição: "A canção foi feita por Mario Zan, quando ele se apresentava na cidade de Corumbá, Mato Grosso do Sul, e se apaixonou por uma morena da região. Fez a música quando pela janela do hotel, às margens do Rio Paraguai, viu a morena indo embora numa chalana, que é um barco típico da região pantaneira".

 
FOFOCA NO MUNDO DOS BRINQUEDOS

Fotos AP
Ken, Barbie e Blaine: ele, ela e o outro


A seção Datas da edição passada de VEJA noticiou que a Mattel, fabricante da boneca Barbie, anunciou o fim de seu namoro com o boneco Ken. De agora em diante eles serão apenas bons amigos, encerrando uma relação de 43 anos. Entraria em cena, em seu lugar, o boneco Blaine, um parafinado surfista australiano. Na mesma edição de VEJA, a reportagem "Barbie para teens" especula sobre a separação, mas não dá como certa a união com o outro. O leitor Fábio Alencar, de Manaus, no Amazonas, ficou confuso: "A Barbie mandou o Ken passear ou não?", pergunta. Na semana passada, a imprensa noticiou o fato, mas o vice-presidente da Mattel, Russell Arons, manteve o suspense, declarando que ela "mantém suas opções em aberto". O presidente da empresa, Matt Bousquette, apenas fofocou que ela tem sido vista na praia em passeios de braço dado com "um novo rapaz". "Dizem as más-línguas que a moreníssima Susie está só esperando a confirmação para cair matando no ex da rival!", informa Alencar, o leitor manauara.

 
SOBRE AS ONDAS

A reportagem "Prancha na medida" (Guia, 11 de fevereiro) informou que a bodyboard, por não ter bico pontudo nem quilhas, e por não exigir que o praticante se equilibre em pé para pegar onda, é a prancha ideal para crianças. Os atletas acham que não é bem assim. Evandro Kinosita, responsável pela Oficina Paulista de Bodyboards (opbboards@uol.com.br), explica: "A única semelhança do bodyboarding com o surfe de quilhas é o ambiente onde ele é praticado: o mar. Os bodyboarders preferem ondas bem mais tubulares (ocas), em bancadas rasas (pedra, coral ou mesmo areia). Porque a prancha não tem uma hidrodinâmica favorável, o deslocamento exige mais técnica e precisão de remadas, tanto de pernas como de braços. É imprescindível o uso de nadadeiras (pés-de-pato) específicas para o bodyboarding. Uma criança terá mais eficiência de remada utilizando uma prancha com quilha, cuja hidrodinâmica é bem melhor, motivando mais o iniciante". Ralfy Santos Bernardina (kuesbow@yahoo.com.br), de Curitiba, dá duas outras razões para as crianças ficarem longe da pranchinha: "Não é qualquer criança que vai pagar até 500 reais por uma prancha. E o bodyboarding é um esporte extremamente radical", escreveu. O Brasil, há um bom tempo, é uma potência na modalidade. A reportagem "Feras sobre as ondas" (19 de junho de 1996) já destacava a consagração de atletas brasileiros no mar – entre os melhores do mundo no surfe e no bodyboard.

 

 
 
 
 
topo voltar