Edição 1940 . 25 de janeiro de 2006

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Enormes, naturais e conferidos

Destacando com justificado orgulho os seios espetaculares e naturais (uma conjuminância cada vez mais rara em Hollywood), a atriz Scarlett Johnson, 22 anos, parou o trânsito no tapete vermelho da entrega do Golden Globe, num insinuante Valentino. Assim exuberante, caiu na rede do estilista Isaac Mizrahi, que em sua estréia como entrevistador de celebridades deu um show de perguntas engraçadas e gestos imprevistos. No meio da conversa, Mizrahi estendeu a mão e, diante de uma Scarlett escarlate e sem fala, apalpou o lado esquerdo. "Oohhh, adorei", pronunciou. Como a admiração era meramente técnica, ela acabou rindo.

 

Um processo de paz que ninguém esperava

Dá para imaginar uma israelense judia e um líbio namorando? Ainda por cima se forem figuras conhecidas? E ele filho do grão-ditador Muamar Kadafi? Pois o romance secreto que agita o Oriente Médio une a atriz e apresentadora Orly Weinerman, loira sedutora de 35 anos, e Saif Kadafi, 31, filho do próprio. Saif não é estranho ao Brasil: passou a virada do ano em Angra dos Reis, aonde chegou com três seguranças, um tradutor e nenhuma loira. "Ele ficou uma semana. É extremamente simples", atesta o senador Ney Suassuna, que o conheceu. Segundo o jornal israelense Maariv, o namoro dura meses, os dois costumam se encontrar na Itália e já se fala em coisa mais séria. Ele não se manifestou; ela, através de assessores, "não confirma nem desmente".

 

Da Sibéria para os raios fúlgidos

Enquanto seu país enfrentava uma onda de frio recorde, com termômetros nos 30 graus negativos em Moscou, a loira e branquíssima modelo russa Vlada Roslyakova torrava ao sol da liberdade (e do meio-dia), num desfile nos jardins do Museu do Ipiranga, em São Paulo. Antes, a siberiana de Omsk, 1,79 metro de altura, 47 quilos e coxas da largura do braço de muita gente, passou pelo Rio de Janeiro e molhou os pezinhos no mar de Copacabana. "Foi um sonho", suspira. Entrar na água mesmo, não entrou. "Não tenho biquíni. Nunca precisei", disse, no intervalo de um dos sete desfiles de que participou durante a São Paulo Fashion Week.

 

Nada de irônico e distorcido aqui

Haroldo Abrantes/O Globo
Padre Pinto: além de pregar, ele dança, pinta e costura seus próprios paramentos


Em retiro (obrigatório) na Ilha de Itaparica, o padre baiano José Pinto, 58 anos, há trinta à frente da paróquia de Nossa Senhora da Conceição da Lapinha, em Salvador, espera baixar a poeira da repercussão de suas "performances artísticas" na Festa de Reis, quando rezou missa maquiado, fantasiado de índio e de trajes amarelos e turbante em homenagem a Oxum – tudo confecção própria. Com planos para um programa de TV, 25 telas prontas para a exposição Apocalipse na Festa de Reis da Lapinha, convidado para comerciais, tema de comunidades no Orkut, o padre Pinto prepara sua volta e expressa mágoa com o noticiário "irônico e distorcido" a seu respeito. "As performances são oriundas de uma vocação artística natural", diz seu assessor de imprensa, Sérgio Bezerra. Claro, ele tem assessor.


Editado por Lizia Bydlowski. Colaboraram Bel Moherdaui e Simone Seara

 
 
 
 
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