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Gente
Enormes, naturais e conferidos
Destacando com justificado orgulho os seios espetaculares
e naturais (uma conjuminância cada vez mais rara em Hollywood),
a atriz Scarlett Johnson, 22 anos, parou o trânsito
no tapete vermelho da entrega do Golden Globe, num insinuante Valentino.
Assim exuberante, caiu na rede do estilista Isaac Mizrahi, que em
sua estréia como entrevistador de celebridades deu um show
de perguntas engraçadas e gestos imprevistos. No meio da
conversa, Mizrahi estendeu a mão e, diante de uma Scarlett
escarlate e sem fala, apalpou o lado esquerdo. "Oohhh, adorei",
pronunciou. Como a admiração era meramente técnica,
ela acabou rindo.
Um processo de paz que ninguém esperava
Dá para imaginar uma israelense judia e um
líbio namorando? Ainda por cima se forem figuras conhecidas?
E ele filho do grão-ditador Muamar Kadafi? Pois o romance
secreto que agita o Oriente Médio une a atriz e apresentadora
Orly Weinerman, loira sedutora de 35 anos, e Saif Kadafi,
31, filho do próprio. Saif não é estranho ao
Brasil: passou a virada do ano em Angra dos Reis, aonde chegou com
três seguranças, um tradutor e nenhuma loira. "Ele
ficou uma semana. É extremamente simples", atesta o senador
Ney Suassuna, que o conheceu. Segundo o jornal israelense Maariv,
o namoro dura meses, os dois costumam se encontrar na Itália
e já se fala em coisa mais séria. Ele não se
manifestou; ela, através de assessores, "não confirma
nem desmente".
Da Sibéria para os raios fúlgidos
Enquanto seu país enfrentava uma onda de
frio recorde, com termômetros nos 30 graus negativos em Moscou,
a loira e branquíssima modelo russa Vlada Roslyakova
torrava ao sol da liberdade (e do meio-dia), num desfile nos jardins
do Museu do Ipiranga, em São Paulo. Antes, a siberiana de
Omsk, 1,79 metro de altura, 47 quilos e coxas da largura do braço
de muita gente, passou pelo Rio de Janeiro e molhou os pezinhos
no mar de Copacabana. "Foi um sonho", suspira. Entrar na água
mesmo, não entrou. "Não tenho biquíni. Nunca
precisei", disse, no intervalo de um dos sete desfiles de que participou
durante a São Paulo Fashion Week.
Nada de irônico e distorcido aqui
Haroldo Abrantes/O Globo
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| Padre Pinto: além de pregar, ele dança,
pinta e costura seus próprios paramentos |
Em retiro (obrigatório) na Ilha de Itaparica, o padre baiano
José Pinto, 58 anos, há trinta à frente
da paróquia de Nossa Senhora da Conceição da
Lapinha, em Salvador, espera baixar a poeira da repercussão
de suas "performances artísticas" na Festa de Reis, quando
rezou missa maquiado, fantasiado de índio e de trajes amarelos
e turbante em homenagem a Oxum tudo confecção
própria. Com planos para um programa de TV, 25 telas prontas
para a exposição Apocalipse na Festa de Reis da
Lapinha, convidado para comerciais, tema de comunidades no Orkut,
o padre Pinto prepara sua volta e expressa mágoa com o noticiário
"irônico e distorcido" a seu respeito. "As performances são
oriundas de uma vocação artística natural",
diz seu assessor de imprensa, Sérgio Bezerra. Claro, ele
tem assessor.
Editado por Lizia Bydlowski. Colaboraram Bel Moherdaui e Simone
Seara
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