Edição 1940 . 25 de janeiro de 2006

Índice
Millôr
Lya Luft
Tales Alvarenga
Diogo Mainardi
Roberto Pompeu de Toledo
Carta ao leitor
Entrevista
Cartas
Radar
Holofote
Contexto
Datas
Veja essa
Gente
VEJA Recomenda
Os livros mais vendidos
 
 

Cartas

 
"A reportagem de VEJA cumpre seu papel ao mostrar de quem é a culpa pelo banditismo que se instalou no país."
José Mário Patto Guimarães
Lavras, MG

 

Duda Mendonça

Os fatos apontados por VEJA na reportagem "Marketing bandido" (18 de janeiro) são gravíssimos e devem ser investigados com o maior rigor. A realidade indica que os fortes sinais de riqueza e de enriquecimento rápido, independentemente do envolvimento político, já autorizariam, por si sós, a atividade fiscalizatória da Receita Federal. No mais, impressiona a fotografia do publicitário bebendo e brindando dentro da água, ao lado da sua mansão cinematográfica. Lembra até aquela famosa cena final da novela Vale Tudo, em que o vilão do folhetim dá uma "banana" para o país. Parece que a intenção e o escárnio são os mesmos.
Francisco Antonio Bianco Neto
São Paulo, SP  

Não diria que Duda seja um gênio da propaganda política. Ele é o gênio da bandidagem política, isso sim. Na CPI, Duda usou a mesma tática que sugeria a seus clientes na propaganda: chorar. Assim fez Lula; Marta tentou mas não conseguiu derrubar uma lágrima. Simular um choro na televisão, confesso que não é tarefa nada fácil, só atores mais experientes conseguem. Duda se mostrou um ótimo ator, mas ele está atuando bem mesmo é embolsando nosso suado dinheiro. Obrigada, VEJA, por ainda estar nessa incansável luta para desmascarar essa turma de bandidos.
Ana Luíza Rocha
Fortaleza, CE  

Mais uma vez, tenho de cumprimentar VEJA pelo excelente trabalho apropriadamente denominado "Marketing bandido". Espero que depois desse grande exemplo de VEJA (aliás, um grande serviço ao país) o governo finalmente saia da "toca" e tome as medidas legais cabíveis. A impressão que tenho é que o governo quer encobrir tudo o que diz respeito a Duda Mendonça.
José Tavares
Advogado e ex-deputado federal
Por e-mail  

Espetacular e esclarecedora a reportagem sobre a parceria bandida entre Duda e Lula. Parecem nomes de dupla de programa de TV (Armação Ilimitada). Esse verdadeiro furo de reportagem, certamente fruto do melhor espírito investigativo da imprensa brasileira, desnuda a parceria montada para assaltar os cofres públicos.
Sérgio Magnavita Sabino
Belo Horizonte, MG  

A reportagem de capa de VEJA cumpre seu papel ao mostrar, de forma magnífica e com total arte, de quem é a culpa pelo banditismo que se instalou no país. O layout das páginas 44 e 45 deveria ser transformado em outdoor e difundido em todas as cidades do país para manter na memória do sofrido povo brasileiro o causador do rombo nos cofres públicos brasileiros.
José Mário Patto Guimarães
Lavras, MG  

Há três anos, tive o prazer de ler a biografia de Duda Mendonça (Casos & Coisas). Nesse livro aprendi a admirar esse publicitário por sua inteligência e perspicácia. Mas hoje, com essa matéria, sinto-me enganado e profundamente decepcionado, assim como estou com o governo que ele ajudou a mascarar.
Marcelo Parizotto
Santo André, SP  

Com a descoberta de novas contas em paraísos fiscais, a teia de corrupção petista demonstra estar muito acima do esquema de um bom marqueteiro, pois trata-se de uma fabulosa engenharia econômica com captação de recursos e alocação em investimentos com retornos financeiros muito acima de qualquer aplicação lícita existente no mercado.
Ubiratan Coutinho
Araguari, MG  

Mais uma estrela perde seu brilho. Desta vez foi o senhor Duda Mendonça, outrora astro de primeira grandeza do marketing político, verdadeiro Midas, que elegia até poste. Foi só se encostar no PT para sair todo chamuscado. Só pode ser maldição da tragicômica república petista. A esta hora, o genial publicitário baiano deve estar confabulando com seus orixás e se perguntando: o que eu ganhei me metendo com essa gente? Era preferível ter ficado na companhia de Maluf e Pitta.
Luiz Thadeu Nunes e Silva
São Luís, MA  

Graças a VEJA, até que enfim decifrei a charada do significado atual da famosa melodia imortalizada na voz de Carmem Miranda O que É que a Baiana Tem: a baiana é o publicitário Duda Mendonça, outrora gênio dos gênios do marketing político. Depois de ser preso em flagrante numa rinha de galos, o homem responsável por quase trinta vitórias nas urnas revela ao país mais um talento que poucos conheciam, o de gerenciar caixa dois a partir de contas secretas no exterior. Com amizades desse tipo, como acreditar que Lula não sabia das armações do valerioduto? Que pena: é um triste fim para um governo que tinha tudo para acertar.
Gustavo Henrique de Brito Alves Freire
Recife, PE  

A bem da verdade, o tal do Duda Mendonça tem uma aparência de capuchinho. Talvez por causa da sua habilidade para o marketing pessoal. Agora, desmascarado, todo mundo viu que se trata de nababo com recursos do erário. Duda fez, Duda faz. Duda continuará fazendo, ilicitamente. Pelo menos enquanto imperar a impunidade em nosso Brasil tropical.
Marcos Pennha
Ilhéus, BA  

O nome da conta do senhor Duda, que alimenta as falcatruas do PT, não poderia ser mais apropriado. Düsseldorf deve ser claramente uma singela homenagem ao famoso vampiro. Afinal, chupar o sangue dos brasileiros tem sido a principal atividade do governo mais incompetente e corrupto da história republicana brasileira, que 53 milhões (eu incluído) ajudaram a eleger. O vampiro de Düsseldorf morreu na guilhotina em 1931. O povo brasileiro vai guilhotinar essa súcia em 2006. Assim esperamos.
Arnaldo Luiz Corrêa
Por e-mail  

Li a reportagem de VEJA sobre o matador de galos. Mais uma vez, como brasileiro, fiquei indignado e muito triste. Mas, por outro lado, se VEJA se personificasse como mulher, eu a encheria de beijos em meus quase 70 anos de vida.
Sergio Antonio Gomes
Curitiba, PR  

A pergunta que todo brasileiro deve estar se fazendo neste momento é: por que esse sujeito ainda não foi preso?
Jorge Luiz Baldasso
Dourados, MS

 

Paulo Guedes

Parabéns pela entrevista "Liberal sem medo" (Amarelas, 18 de janeiro), com o economista Paulo Guedes. Fico feliz por saber que ainda existem pessoas que expressam com lucidez e competência seu pensamento econômico.
Luiz Kleber Hollinger
Rio de Janeiro, RJ  

Os liberais finalmente estão conseguindo romper o bloqueio imposto pela imprensa. VEJA é uma exceção e beneficia seus leitores com uma linha editorial moderna, permitindo-lhes o acesso a pensadores que podem fazer a diferença.
Sergio Lewin
Presidente do Instituto Liberdade/RS
Porto Alegre, RS

Paulo Guedes mostrou de forma simples os desafios que temos pela frente e a forma de superá-los. Que o futuro presidente analise com bastante carinho suas colocações.
Carlos Alberto Ribeiro de Lima
Por e-mail  

Belas Amarelas essas com Paulo Guedes. Deveriam estar na capa pela importância do que tratam. Ninguém agüenta mais os escândalos políticos sem fim e sem a luz de alternativas. Uma delas é a própria mídia abrir mais espaço para as receitas da Grande Sociedade Aberta, tanto quanto abre para as denúncias do Grande Estado Fechado.
Jorge Maranhão
Rio de Janeiro, RJ  

Vivendo na Inglaterra, vejo cada vez mais claro quanto Margaret Thatcher (mencionada por Paulo Guedes) foi "revolucionária" para o Reino Unido. E, pensando nos governos que temos tido no Brasil, vale lembrar também o que Thatcher disse sobre democracia, que "...não é um sistema feito para garantir que os melhores sejam eleitos, mas para impedir que os ruins fiquem para sempre".
Alan Wilter S. da Silva, D.Sc.
Saffron Walden,
Inglaterra  

A idéia de implantar um regime liberal-democrata mostra-se egoísta e incompatível com um Estado como o brasileiro. Nosso país necessita de uma intervenção estatal, no que tange à questão social. Grande parte da população brasileira é carente, e a ajuda do Estado é imprescindível. Porém, para que um país possa suprir as necessidades de sua população, é necessário que haja recursos financeiros. Nesse ponto é que entra a liberal-democracia. É preciso que o país abra as portas para o investidor, facilite a implementação de novos mercados, a fim de gerar o capital necessário para financiar eficazmente o outro lado, qual seja, o social. Dessa forma, a melhor estratégia é adotar um regime centrista, enfatizando, a princípio, o liberalismo, mas sem se esquecer por completo da esfera social.
Luciana Tudisco de Oliveira
São Paulo, SP

 

Diogo Mainardi e Tales Alvarenga

A coluna de Tales Alvarenga ("Marx e o fujão", 18 de janeiro) foi providencial e bastante instrutiva. Complementou, com clareza e precisão, a coluna de Diogo Mainardi ("Virei o capitão Diego", 18 de janeiro). Para mim e para milhões de brasileiros que foram ludibriados pela turma do PT (votei em Lula em todas as oportunidades que tive), textos desse tipo e dessa consistência, ao mesmo tempo que dão demonstração inequívoca da nossa imbecilidade de outrora, mostram quão é importante uma imprensa atuante e independente.
Geraldo Trindade Júnior
Itapetinga, BA

 

Petrobras

Muito me espanta a Petrobras, empresa que eu admirava por seu sério comprometimento cultural e social, financiar uma publicação como essa revista do MST ("Sem terra, mas com anúncio", 18 de janeiro). Meu pai, que trabalhou muito durante toda a vida para realizar o sonho de construir uma fazenda, hoje sofre com invasões e se vê ameaçado pelos denominados "sem-terra". Foi oferecido trabalho a esses invasores, e sabem quantos quiseram pegar na enxada? Nenhum.
Maria Carolina Ladeira Dias
Belo Horizonte, MG

 

CBPO

Sobre a reportagem "Marketing bandido" (18 de janeiro), a CBPO Engenharia Ltda. esclarece a operação comercial que levou ao pagamento por serviços de criação e veiculação de anúncio realizados pela empresa Duda Mendonça e Associados Ltda. O pagamento foi feito por meio de um cheque do Banco Itaú, em conta que a CBPO então possuía na agência da cidade de Rio Grande (RS), e correspondia a duas faturas emitidas, em 12 de dezembro de 1995, pela Duda Mendonça e Associados Ltda., uma delas no valor de 12.277,88 reais. O anúncio em questão destacava a obra de modernização e ampliação do Porto de Rio Grande, então em execução pelo consórcio integrado pela CBPO e por outras três empresas, e foi publicado na revista Via Brazil Transports, que já não mais existe. As notas foram emitidas pela Duda Mendonça em 14 de dezembro de 1995 e o pagamento, realizado por nós no prazo estipulado, 12 de janeiro de 1996. Pelo histórico da operação da agência e pelas cópias das notas fiscais originais que comprovam o tipo de operação – documentos, que anexamos a esta correspondência –, VEJA poderá confirmar que a CBPO fez um outro pagamento à agência, no valor de 1.965,86 reais, para complementar o valor do serviço executado. Tudo da maneira mais idônea e transparente possível. Não tínhamos, porém, quando VEJA nos procurou no fim da tarde de quarta-feira, dia 11 de janeiro do corrente ano, tempo suficiente para pesquisar, até o fim da quinta-feira seguinte, um arquivo de dez anos com notas fiscais, que juridicamente podem ser destruídas depois do sexto ano, o que, felizmente, não foi o caso. Reiteramos que nossas empresas têm um relacionamento profissional e transparente de mais de vinte anos com Duda Mendonça, assim como operamos com outras agências de publicidade brasileiras e internacionais.
Marco Antônio Antunes
CBPO Engenharia Ltda.
São Paulo, SP

 

Carta ao leitor

A respeito das informações contidas na Carta ao leitor "Um pântano a ser drenado" (18 de janeiro), gostaria de esclarecer que a Lei eleitoral nº 9504/97, que continua a reger as eleições, atribui ao candidato a responsabilidade por todas as informações fornecidas à Justiça Eleitoral, através da sua prestação de contas de campanha. O que ocorre é que também presta contas, paralelamente, o partido, por meio de comitê financeiro constituído para cada eleição. Nesse caso, o tesoureiro, se registrado na Justiça Eleitoral como membro dessa comissão, deverá responder pelas informações prestadas. A mudança pretendida será no sentido de que o comitê financeiro não mais poderá, no caso das eleições majoritárias, prestar contas pelo candidato, uma vez que era comum que o candidato declarasse que não movimentou nenhum recurso em sua campanha, entregando a sua prestação de contas "zerada", sob a alegação (acredite se quiser) de que toda a movimentação financeira de recebimento de doações e gastos eleitorais foi efetuada pelo seu partido, e com isso "tirando o corpo fora".
Sídia Maria Porto Lima
Analista judiciária do TRE-PE
Recife, PE

 

Stephen Kanitz

Apreciamos, imensamente, o seu bem elaborado artigo "A questão do referendo" (Ponto de vista, 18 de janeiro). Concordamos que os nossos jornais e revistas estão perdendo, gradativamente, leitores, eis que a juventude não lê mais; 50% da população é analfabeta, se incluirmos os funcionais, e a nação não tem nenhum projeto visando a sensibilizar a mocidade a fim de modificar a situação. São raros os veículos que defendem os valores da classe média, marginalizada pelo governo. A educação apresenta graves deficiências. O crescimento do ensino superior está estagnado. Como não há estoque do ensino médio com capacidade financeira para o pagamento da mensalidade escolar média de 450 reais, o quadro é dantesco.
Luiz Gonzaga Bertelli
Presidência executiva do CIEE
São Paulo, SP  

Kanitz demonstrou a "evolução" da imprensa: da visão unilateral e simplista do "jornalismo panfletário dos partidos" à visão hipócrita do jornalismo capitalista (em que o único objetivo é não se contrapor às mais diversas opiniões existentes na sociedade, a fim de angariar mais e mais leitores). Ou seja, demonstrou com muita particularidade a necessidade de uma imprensa forte em suas opiniões. A filosofia da Business Week deveria ser ampliada para todo o jornalismo. A hipótese de que as opiniões expressas pela imprensa influenciam cabalmente as decisões da população é uma forma eufemística de considerá-la burra.
Marco André
Salvador, BA  

Jornalismo verdadeiro não é simplesmente a transmissão da notícia. Jornalismo é a notícia transmitida junto com a opinião de seu transmissor. E VEJA faz muito bem em analisar o que é importante para o país. Isso não influencia os leitores, mas serve de reflexão, junto com o que cada um pensa, para saber o que é coerente ou não em uma votação.
Fernanda Mazzetto Moroso
Itajaí, SC

Acredito fortemente no direito de julgamento das pessoas, as quais devem ter dos meios de comunicação nada mais que a verdade e os argumentos, tanto de um lado quanto de outro.
Luiz Antonio Iervolino Pacheco e Silva
São Paulo, SP

 

Belíssima

Excelente a reportagem "Os mistérios de um belíssimo sucesso" (18 de janeiro), sobre a novela Belíssima e outros trabalhos do brilhante Sílvio de Abreu. Só acrescentando: além do Jamanta, outro personagem foi ressuscitado. Trata-se de Guida Guevara, interpretada por Iris Bruzzi. A ex-vedete também deu o ar da graça na novela Jogo da Vida, também de Sílvio de Abreu. Ele é mestre em fazer isso.
Flávio Martins Oliveira Fraga
Contagem, MG  

Que a novela Belíssima é um sucesso, ninguém duvida, mas, mais do que isso, temos de dar um voto de louvor à Rede Globo. Tenho um filho de 26 anos, deficiente auditivo, que tinha raiva de novela, até reclamava de eu ficar assistindo. Agora, com a inserção da legenda, ele sabe mais de Belíssima do que eu, não perde um capítulo. Pode parecer pouco, mas, para quem vive no mundo do silêncio, é uma forma de ouvir, de se inserir na sociedade, de poder discutir, enfim, de participar. Agradeço muito à Rede Globo, e espero que ela repasse para outras novelas e programas esse sistema. Seria como dar ouvidos aos surdos do Brasil.
Tania Mara Domingues
Curitiba, PR  

 

CORREÇÕES: No quadro "O crescimento das exportações de carne de porco" (18 de janeiro), onde está escrito 170.000 dólares, o correto é 170 milhões de dólares. • A briga de galo passou a ser considerada crime ambiental a partir de 1998, com a Lei de Crimes Ambientais, e não a partir de 2004, como informou a reportagem "O estilo nababesco do marqueteiro do PT" (18 de janeiro).

 

BIONDI NA FOTO DE DUDA E MALUF

Na reportagem "Marketing bandido" (18 de janeiro), foi publicada uma foto em que o publicitário Duda Mendonça conversa com seu cliente e candidato Paulo Maluf. Ao fundo, sem tomar parte na conversa, aparece Nelson Biondi, então sócio de Duda, que viria a ser o publicitário de José Serra nas eleições de 2002. Biondi não foi citado na legenda da foto por duas razões: não foi notado, por estar em segundo plano, e não estava diretamente relacionado com a história relatada na reportagem. Teorias conspiratórias elaboradas por gente de pouca imaginação julgaram ter havido aí uma intenção de proteger José Serra, omitindo seu marqueteiro. VEJA não protege nem persegue ninguém. VEJA trabalha com fatos e responsabilidade jornalística, cumprindo sua missão, que tanto incomoda incompetentes e corruptos de todos os naipes.

 

A PORTA DO DUDA

Na reportagem "O estilo nababesco do marqueteiro do PT" (18 de janeiro), o artista Tatti Moreno diz que há uma inscrição na porta que esculpiu para o apartamento do publicitário Duda Mendonça pedindo que "os amigos não falem nada do que viram ou ouviram dentro da casa". Na verdade, a inscrição é outra: "Aqui não se fala mal dos outros e não se deseja mal a ninguém. Que sua visita seja uma alegria para você e para nós". Com relação à pista de pouso que Duda começou a construir em sua casa na Praia de Maraú, o Ibama informa que nove meses depois da autuação e do embargo a fiscalização retornou ao local e constatou que a obra estava parada.

 
 
 
 
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