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Edição 2092

24 de dezembro de 2008
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DVD

BANANAS (Estados Unidos, 1971. Fox)
• Não há dúvida de que Woody Allen evoluiu muito como cineasta desde as suas primeiras comédias da década de 70 – mas é indiscutível também que elas tinham uma graça espontânea e amalucada que ficou para trás em sua carreira. Em Bananas, seu segundo trabalho na direção, Allen faz um nova-iorquino que, ao levar um fora da namorada engajada, decide ir para uma república de bananas latino-americana, onde se envolve sem querer numa revolução contra um ditador petulante, interpretado por Ricardo Montalban. O humor vai do corrosivo ao deliciosamente tolo, como na cena em que o revolucionário improvisado tem de comprar sanduíches para todo o movimento.

 

LIVROS

DIVISADERO, de Michael Ondaatje (tradução de Augusto Pacheco Calil; Companhia das Letras; 312 páginas; 52 reais)
• Divisadero, informa um personagem do novo romance do autor de O Paciente Inglês, é o nome de uma rua em São Francisco – mas a palavra remete a "divisão" e a "divisar", ver a distância. Nascido no Sri Lanka e radicado no Canadá, Ondaatje arma uma narrativa marcada por divisões familiares e por vidas que, distantes no tempo, se complementam. Duas irmãs, Claire e Anna, crescem em uma propriedade rural da Califórnia, ao lado de Cooper, órfão que trabalha na fazenda. O romance de Anna e Cooper vai precipitar a trágica separação da família. Essa história corre em paralelo com a de Lucien Segura, escritor francês do início do século XX que Anna estuda na França. Leia trecho.

O VINHO MAIS CARO DA HISTÓRIA, de Benjamin Wallace (tradução de Maria Luiza X. de A. Borges; Jorge Zahar; 280 páginas; 39,90 reais)
• O título original é irônico: The Billionaire’s Vinegar (O Vinagre do Bilionário). É disso que trata o livro do jornalista americano Benjamin Wallace: uma garrafa de vinho avinagrado de 1787 arrematada por 156.000 dólares, em um leilão na Christie’s, em 1985. O vinho teria pertencido à adega de um enófilo célebre: o presidente americano Thomas Jefferson. O responsável por sua descoberta, porém, foi o duvidoso Hardy Rodenstock, um ex-empresário de bandas pop – que mais tarde seria processado por fraude. Ao investigar a provável falsificação de Rodenstock, Wallace conduz o leitor ao extravagante mundo dos colecionadores de vinhos raros. Leia trecho.

 

CINEMA

CAFÉ DOS MAESTROS (Argentina/Brasil, 2008; em cartaz a partir de quinta-feira)
Em 2005, o produtor argentino Gustavo Santaolalla criou o projeto Café dos Maestros. Era um disco que reunia artistas da era de ouro do tango argentino – as décadas de 40 e 50. O encontro desses talentos deu tão certo que se tornou um documentário, dirigido por Miguel Kohan. Mas Café dos Maestros não é um filme sobre as origens do tango. Na verdade, apresenta alguns artistas desse período e dá a eles a chance de contar seus casos e tocar seus sucessos. Muitas das histórias são divertidas, como as experiências do cantor Juan Carlos Godoy com os cavalos de corrida e os acessos de diva de Virginia Luque. É também difícil não se emocionar com a apresentação da trupe no Teatro Colón, em Buenos Aires, um dos templos da música na América Latina.

Divulgação
Café dos Maestros: a emocionante reunião dos veteranos do tango

 

DISCO

NEW AMERYKAH, PT. 1: 4TH WORLD WAR, Erykah Badu (Universal)
Em 1997, quando lançou Baduizm, seu disco de estréia, a cantora americana Erykah Badu foi saudada como uma "Billie Holiday em ritmo de rap". Ela tinha o canto tristonho de Billie e o misturava às batidas dolentes do hip hop. Com o passar dos anos, Erykah abandonou as influências jazzísticas e se aproximou mais do hip hop e do funk. É o que se pode notar em New Amerykah, seu primeiro disco em cinco anos. No CD, alternam-se canções que emulam trilhas de filmes de ação dos anos 70 (Amerykahn Promise) ou carregam mensagens políticas (The Cell). Honey é uma das canções românticas mais bonitas da carreira de Erykah.

Divulgação
Erykah Badu, a ex-Billie Holiday
do rap: menos jazz, mais hip hop

 

 

Cinemateca VEJA

No início do século XX, a jovem negra Celie cresce vítima de todo tipo de crueldade: abuso, incesto, perda, separação, ignorância. E, no entanto, sempre que Celie sorri, seu rosto se ilumina como se ela não soubesse o que é penar. Interpretada por Whoopi Goldberg, a protagonista de A Cor Púrpura, que a Cinemateca VEJA lança nesta semana nos estados de São Paulo e Rio de Janeiro, é uma das personagens mais marcantes da ficção americana das últimas décadas, por ser ao mesmo tempo tão improvável e tão convincente. Essa é a qualidade que Steven Spielberg capta tão bem nesta adaptação do romance de Alice Walker – a força inexplicável que faz com que uma pessoa se sobreponha ao seu destino.

 

Nos demais estados, nesta semana: Um Sonho de Liberdade, um clássico contemporâneo com Tim Robbins e Morgan Freeman.

 

Como comprar a Cinemateca VEJA

Em bancas, livrarias e redes de supermercados, a 13,90 reais o exemplar avulso. Para assinar, ligue 3347-2179 (Grande São Paulo) ou 0800-775-2979 (outras localidades), de segunda a sexta-feira, das 8 às 22 horas. Pela internet, acesse www.assineabril.com

 

 

 
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