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Leitor
Sexo, drogas e overdose "As drogas são
a maior pandemia da vida moderna. Não há nada
pior para uma família do que ter um ente querido envolvido
em tal situação."
A paixão pela pessoa
errada não é nenhuma novidade na vida do ser
humano. "O coração é mesmo sem juízo",
diz o verso de uma canção romântica. Entretanto,
é necessário, principalmente às mulheres
maduras, agir com um pouco de racionalidade quando o cupido
invadir o coração. O homem mais jovem vê
a mulher mais velha como mãe ou tutora, com raríssimas
exceções. O olhar dele estará sempre
fora do relacionamento, voltado para outras mais jovens. Quando
a mulher madura é poderosa financeiramente, a situação
torna-se ainda mais delicada ("Escândalo, pó
e morte", 17 de dezembro). Paixões fulminantes
não afetam somente senhoras de "meia-idade".
A prova está na paixão igualmente tresloucada
e avassaladora vivida por Fernanda, jovem e bela, ela mesma
integrante do triângulo amoroso dessa novela, na qual
parece que falta amor e sobram dor, drogas e traição.
A vida é mais inverossímil do que as novelas,
em que diretores e produtores dirigem o destino dos protagonistas. A Polícia
Militar do Rio de Janeiro levou a sério a proposta
do governador Sérgio Cabral de legalizar a venda de
drogas. Policial fardado no exercício da função
em veículo oficial vendendo pó!
Carta ao Leitor Confesso que fiquei
um pouco decepcionado com a escolha da capa, que, a meu ver,
não apresenta o vigor editorial necessário para
tanto destaque em uma revista que visa a publicar informações
de caráter cultural e na maioria das vezes não
sensacionalista ("A corrida das notícias",
17 de dezembro). Acredito que as
ações inéditas do governo para estimular
o consumo ou a discussão sobre o poder
do Google na maior via de comunicação do planeta
são assuntos muito mais significativos do
que a morte de Marcelo Silva. A escolha da capa de VEJA,
na minha opinião, deveria ser orientada pelo
grau de relevância do assunto no dia-a-dia
dos brasileiros. A candidata escolhida para a edição
passada talvez sirva para estampar publicações
menos comprometidas, mas creio não estar
à altura da revista mais importante do país.
Diogo Mainardi Ao ler "E Machado
virou circo..." (17 de dezembro), senti um alívio
na alma. Diogo expressou em cada palavra o que eu gostaria
de ter dito a todo o Brasil ao assistir à minissérie
Capitu, da Rede Globo. Conseguiram avacalhar a obra
de Machado de Assis. E, já que a série Capitu
é Machado de Assis encenado por Orlando Orfei, eu incorporo
Raul Gil e tiro o chapéu para você, Diogo Mainardi. Gostaria de fazer
duas observações a respeito de artigo de Diogo
Mainardi ("Cof, cof, cof...", 10 de dezembro). Primeira:
o colunista de Veja insinua ter havido um erro ortográfico
no título de meu artigo "Expectadores da recessão",
na Folha de S.Paulo de 2 de dezembro. Conforme o Novo
Dicionário Aurélio da Língua Portuguesa,
"espectador", com "esse" (do latim
spectatore), é "1. Aquele que vê
qualquer ato; testemunha. 2. Aquele que assiste a qualquer
espetáculo". "Expectador", com "xis"
(do latim exspectatore), é "aquele que
tem expectativa, que está na expectativa", exatamente
o sentido pretendido em meu artigo. Segunda: respeito a opinião
do articulista sobre Keynes, keynesianismo e neo-liberalismo.
Mas é incorreto, além de agressivo, o rótulo
de "keynesiano em causa própria". A ferrovia
Transnordestina é uma obra de grande importância
para o Nordeste. Ela escoará 30 milhões de toneladas/ano
de grãos, entre outros produtos, numa das regiões
mais carentes do país, que tem terra fértil
e índices pluviométricos satisfatórios.
Claudio de Moura Castro Como sempre, Claudio
de Moura Castro não me surpreendeu com a abordagem
que fez em "Aprovar quem não aprendeu?" (17
de dezembro). Seu artigo deveria ser encaminhado a todas as
escolas públicas e privadas deste país, a todos
os professores realmente comprometidos com a tarefa de educar
e, especialmente, às instâncias formais vinculadas
ao Ministério da Educação. Somente quem acompanhou
o ano escolar do filho e, por fim, sua dolorida reprovação
sabe da importância das palavras de Claudio de Moura
Castro. Sinto-me de alma lavada após ter lido esse
artigo, por ter lutado até o fim pela não reprovação. Acervo Digital Obrigado e parabéns
à equipe de VEJA pela disponibilidade total e irrestrita
do Acervo Digital. Com visual bem trabalhado e ótima
usabilidade, essa ferramenta certamente revolucionará
a forma como pesquisamos e acessamos informações
de nosso passado recente. Um grande abraço a todos
da equipe pelos quarenta anos de existência de VEJA.
Duda Mendonça O reconhecimento
pela excelência dos serviços que prestamos é
que propicia situações como a relação
que hoje temos com o governo de São Paulo. Essa aproximação
aconteceu como conseqüência de uma concorrência
pública extremamente disputada pelas melhores e maiores
agências do país, cujo objetivo era divulgar
o ousado plano de expansão do transporte metropolitano
sobre trilhos de São Paulo, vencida pela agência
da qual faço parte. Do mesmo modo, atendemos ao governo
federal por meio do Ministério da Saúde. No
tocante à pessoa física de Duda Mendonça,
vale ainda relembrar que nas últimas eleições
municipais prestei serviços a candidatos de diversos
partidos, entre eles o PT e o PSDB. "Ele quer ser tucano"
(Holofote, 10 de dezembro).
Nenê Constantino A respeito da reportagem
"Bilionário na delegacia", em que meu nome
é citado na apuração de um crime ocorrido
em outubro de 2001, gostaria de fazer alguns esclarecimentos:
meu depoimento prestado na Divisão de Homicídios,
em 4 de dezembro, em momento algum faz referência ou
insinuação sobre os autores do crime. O senhor
Wanderley Batista da Silva, citado pela polícia, foi
meu colega de trabalho por quase 25 anos. Também não
insinuei nem aleguei nada em relação ao senhor
Nenê Constantino, avô de meus filhos, ou ao ex-governador
Joaquim Roriz, a quem devo toda consideração
e respeito. Por último, informo que compareci à
delegacia de polícia no dia 5 de junho de 2008 apenas
para relatar o atentado que sofri. Correções: no texto sobre a Fazenda Capoava (edição especial "O Melhor do Brasil", pág. 52), o valor informado de 1 322 reais refere-se ao pacote de sexta a domingo, para casal. n Esclarecimento: a pílula Innéov Fermeté (da LOréal), citada no Guia de 17 de dezembro, não contém vitamina A, e sim vitamina C, portanto não tem como efeitos colaterais o ressecamento da pele e a queda de cabelo.
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