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Edição 2092

24 de dezembro de 2008
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Morreram

• Mark Felt, o "Garganta Profunda", a mais célebre fonte anônima da história do jornalismo. Foi ele quem guiou os repórteres Bob Woodward e Carl Bernstein, do Washington Post, nas investigações do caso Watergate, que obrigou o presidente Richard Nixon a renunciar, em 1974. Felt ocupava, então, o segundo cargo na hierarquia do FBI, a polícia federal americana, e mantinha uma boa relação com Woodward, que investigava a invasão do comitê de campanha democrata situado no edifício Watergate, em Washington. Com sua ajuda, os jornalistas concluíram que o crime havia sido cometido em benefício e com a anuência do republicano Nixon, que era candidato à reeleição. Os repórteres prometeram manter seu nome em sigilo até sua morte. Em 2005, no entanto, o próprio Felt revelou ser a fonte que, por mais de trinta anos, usou como codinome o título de um filme pornô. Dia 18, aos 95 anos, de causas não reveladas, em Santa Rosa, na Califórnia.

Deanne Fitzmaurice/Corbis/Latinstock

Mark Felt
Era ele o "Garganta Profunda", que
orientou a investigação feita pelos
jornalistas no caso Watergate

• O publisher Carlo Caracciolo. Fundador do influente jornal romano La Repubblica e dono do grupo que publica a revista semanal de informação L’Espresso, a segunda da Itália, Caracciolo era conhecido como o "Príncipe Editor". Era, de fato, filho de um príncipe napolitano, o duque de Melitto, e de uma americana. Ele lutou na resistência antifascista durante a II Guerra Mundial e, com o fim do conflito, foi estudar direito em Harvard, nos Estados Unidos. Retornou à Itália para dar início a sua carreira editorial. Em 1951, já publicava revistas técnicas. Em 1976, associou seu grupo ao jornalista Eugenio Scalfari para fundar o La Repubblica. No ano passado, lançou-se em mais um desafio: uniu-se ao banqueiro francês Edouard de Rothschild para salvar da falência o jornal parisiense Libération, o preferido da moderna esquerda francesa. Dia 15, aos 83 anos, de causas não reveladas, em Roma.

Carlo Caracciolo
O "Príncipe Editor" fundou o La Repubblica,
um dos mais influentes jornais europeus
Renato Franceschin/AFP

 

• O caudilho equatoriano León Febres Cordero. Presidente entre 1984 e 1988, ele dominou a política do país por vinte anos. Seu governo, alcunhado de "rambocracia", foi dedicado ao combate da guerrilha de esquerda. O atual presidente, Rafael Correa, fez carreira apresentando-se como anti-Cordero. Dia 15, aos 77 anos, de câncer no pulmão, em Guayaquil.

• O mafioso Gaetano Lo Presti, apontado pela polícia italiana como um dos artífices da ressurreição da Cosa Nostra siciliana. O grupo entrou em declínio há quinze anos, depois que seu grande capo, Salvatore "Toto" Riina, foi preso. Na cadeia, Riina aprovou Lo Presti como o novo chefão, sob a condição de que eliminasse seus concorrentes. Preso na terça-feira, Lo Presti foi achado morto em sua cela horas depois. Dia 16, aos 52 anos, na Sicília.

 

QUI |18|DEZ|2008

Condenados

• a dez anos de prisão Calisto Tanzi, ex-dono do grupo italiano Parmalat, cuja quebra, em 2003, deixou um rombo de 14 bilhões de euros, naquele que se tornou um dos maiores escândalos financeiros da Europa. Calisto Tanzi foi responsabilizado por falsificar balanços, obstruir auditorias e manipular cotações na bolsa. Em Milão.

• à prisão perpétua Theoneste Bagosora, por liderar o genocídio de Ruanda, perpetrado em 1994. Ex-coronel do Exército ruandês, Bagosora comandou os extremistas hutus que massacraram 800000 pessoas da etnia tutsi em apenas três meses. A sentença contra ele foi expedida pelo Tribunal Criminal Internacional da ONU na Tanzânia. Bagosora pretende recorrer à instância superior sediada em Haia, na Holanda. Em Arosha.

Reuters

Theoneste Bagosora
Prisão perpétua para o genocida
responsável pela morte de 800 000

 



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