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VEJA
Recomenda
DVD
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| Pernalonga
e sua turma: caixa cheia de bônus |
Coleção Looney Tunes (Warner) A turma
do Pernalonga cativa gerações desde os anos 30. As
crianças se divertem com o ritmo vertiginoso dos desenhos
e com as cenas de comédia pastelão levadas ao absurdo,
como as quedas de precipícios, os personagens esmagados por
pedras e incinerados por bombas. À medida que cresce, a criança
se dá conta do humor envenenado dos desenhos e se
torna ainda mais fã. Pernalonga é cínico, Patolino
é enlouquecido pela cobiça e pela ambição,
e os olhos meigos de Piu-Piu escondem um certo sadismo. A Coleção
Looney Tunes compila episódios clássicos desses
e de outros personagens numa bem transada caixa de quatro DVDs,
repleta de bônus. Há a origem do Gaguinho personagem
pioneiro, criado em 1937 , desenhos em preto-e-branco e documentários
sobre Mel Blanc (o homem que deu voz aos principais heróis
da série).
Pandora Filmes
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| Gritos
e Sussurros: jogos
de poder entre
mulheres |
Gritos e Sussurros (Viskningar
och Rop, Suécia, 1972. Versátil) Uma criada
e duas irmãs, a mais velha e a caçula, cuidam de sua
irmã do meio, que está à morte. O grupo vive
numa mansão repleta de lembranças. O cineasta sueco
Ingmar Bergman exorciza aqui mais uma vez sua crença na ilimitada
capacidade feminina para a frieza, e mostra, através dos
jogos de poder entre as quatro mulheres, que a memória é
a mais tirana das faculdades humanas, capaz de perpetuar indefinidamente
os ressentimentos passados. Com um time de atrizes fabulosas (Ingrid
Thulin, Harriet Andersson, Kari Sylwan e sua musa, Liv Ullman, em
papel duplo) e a colaboração de Sven Nykvist, seu
diretor de fotografia, Bergman ao mesmo tempo encena esse embate
e o observa, a meia distância. O resultado é um casamento
inimitável entre o cinema e o teatro, a outra grande paixão
do diretor. Assista
ao trailer.
UIP
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| Passagem
para a Índia: riqueza de nuances |
Passagem para a Índia (A Passage to India,
Inglaterra/Estados Unidos, 1984. Fox) Nos anos 20, a inglesa
Adela vai para a Índia casar-se com um juiz do Império
Britânico. Lá chegando, quebra o protocolo ao aceitar
o convite de um jovem médico indiano para visitar as cavernas
da região. A moça sai das cavernas em pânico,
acusando o médico de ter tentado estuprá-la. E, embora
tudo obviamente não passe de uma alucinação
sexual de Adela, só a sua futura sogra parece se chocar com
a prontidão com que a comunidade britânica local abraça
a farsa. O que, afinal, os ingleses estavam fazendo na Índia,
e com a Índia, é o que indaga o escritor E.M. Forster
no romance em que o filme se baseia. Em seu último trabalho,
o diretor David Lean, de Lawrence da Arábia, transpõe
essa inquietação para a tela com uma riqueza de nuances
e um cuidado com as atuações que mais do que fazem
valer as quase três horas de filme. Assista
ao trailer.
Greatest
Video Hits 2, Queen (EMI) Um dos principais ícones
do rock inglês nos anos 70, o Queen passou por uma curiosa
metamorfose na década seguinte. O grupo começou a
flertar com a música negra e o cantor Freddie Mercury escancarou
sua bissexualidade, assumindo um estilo cada vez mais teatral de
cantar e apresentar-se. Essa é a fase coberta por Greatest
Video Hits 2, que acompanha a carreira do Queen de 1981 até
1991. Há clipes divertidos como I Want to Break Free
(em que os roqueiros se vestem de mulher) e superproduzidos como
Radio Ga Ga. O DVD 2 é cheio de curiosidades, como
vídeos de exibição antes proibida e cenas de
apresentações ao vivo numa delas, Mercury pede
desculpas aos fãs pelo fato de o grupo deixar o rock de lado
para investir no funk. Leia
mais detalhes sobre o DVD.
BMG/Ariola
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Prince:
ainda um músico genial
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Live at the Aladdin Las Vegas, Prince (Universal)
Nos anos 80, o cantor, compositor e multiinstrumentista Prince Rogers
Nelson sintetizou o legado de grandes artistas negros da música
americana. Ele havia aprendido a saracotear no palco com James Brown,
tinha assimilado o coquetel de funk, rock e psicodelismo de grupos
como Sly & the Family Stone e era herdeiro da guitarra cheia
de efeitos de Jimi Hendrix. Nos anos 90, Prince sabotou a própria
carreira. Ele substituiu seu nome por um símbolo impronunciável
e foi notícia por esquisitices como obrigar as namoradas
a fazer "treinamentos de telepatia". Embora tenha deixado as paradas,
Prince ainda dá mostras de sua genialidade. É o que
prova esse show ao vivo, gravado em 2002. À frente de uma
banda em que se destacam a percussionista Sheila E. e o tecladista
brasileiro Renato Neto, Prince desfia os principais sucessos de
sua carreira e ainda premia o público com uma versão
de Whole Lotta Love, do Led Zeppelin.
CINEMA
Divulgação
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Adeus,
Lênin!: os traumas
da reunificação alemã
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Adeus, Lênin! (Good Bye, Lenin!, Alemanha,
2003. Estréia no país no dia 25) Até
o colapso do bloco socialista, em 1989, Berlim era uma espécie
de Pólo Norte, compara o diretor alemão Wolfgang Becker:
assim como no pólo todas as direções levam
ao Sul, Berlim era uma ilha cercada de Leste comunista por todos
os lados. Essa idéia serve de ponto de partida para um dos
filmes mais engenhosos e bem-sucedidos da temporada, que acaba de
levar o Prêmio Europeu de Cinema nas categorias de filme,
roteiro e ator, para Daniel Brühl, o protagonista. Brühl
é Alex, um rapaz que vive em Berlim Oriental com a irmã
e a mãe (a excelente Katrin Sass) a qual, desde que
foi abandonada pelo marido, se aferrou ainda mais à sua militância
socialista. Por isso é até consolador que ela tenha
entrado em coma na mesma noite em que o Muro caiu, e motivo de pânico
que ela recupere a consciência meses depois, quando a cidade
já está em franco processo de acomodação
ao mundo capitalista. Para poupar os sentimentos maternos, Alex
monta uma farsa elaborada, que inclui vídeos feitos para
imitar os noticiários estatais e caçadas a geléias
e ervilhas em lata da velha Alemanha tudo para que a convalescente
continue na ilusão de que nada mudou durante sua doença.
Aos poucos, porém, percebe-se que Alex é quem está
sofrendo com a nova ordem e a iminência da vida adulta, e
é ele quem realmente precisa desse conto de fadas. O diretor
Becker diz ter desejado dar voz, com Adeus, Lênin!,
à desorientação que a erradicação
de seu passado causou entre os alemães-orientais. Conseguiu
isso e mais um tanto uma história de um amor verdadeiro
entre mãe e filho. Assista
ao trailer.
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