Edição 1 625 - 24/11/1999

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Fat Boy entre nós

Três modelos da famosa Harley-Davidson são
agora produzidos em fábrica no Brasil

 

Divulgação
Fat Boy 2000: mudanças na mecânica e na suspensão, mas o mesmo visual


Motociclistas e fanáticos por motos podem começar a comemorar. A mais emblemática moto do mundo, a Harley-Davidson, já está sendo fabricada no país, na Zona Franca de Manaus. Um dos maiores símbolos da cultura americana decidiu expandir seus negócios e escolheu o Brasil para essa nova fase. Desde que foi criada, no início do século, em 1901, pelos amigos William Harley, de 21 anos, e Arthur Davidson, de 20, a empresa jamais havia montado uma fábrica fora dos Estados Unidos. Até o final desta semana serão apresentados no Salão de Duas Rodas, em São Paulo, três novos modelos da Harley-Davidson, todos já fabricados no Brasil. O maior destaque da linha de produção é a Fat Boy 2000, moto de 46.000 reais.

A Fat Boy foi criada em 1990 e logo se tornou o modelo mais vendido nos Estados Unidos. Um dos motivos para tamanho sucesso foi sua associação imediata com a indústria da fama de Hollywood. No filme O Exterminador do Futuro 2, o ator Arnold Schwarzenegger pilota uma Fat Boy. A versão 2000 é sucessora do modelo 99, o primeiro a ser montado no Brasil, há dois meses, e já fora de produção. A Harley-Davidson é uma moto para quem quer força mas não exige altas velocidades. O máximo que o velocímetro alcança é 180 quilômetros por hora, porém o ideal é pilotá-la num ritmo bem mais lento. "O espírito é reunir amigos e a família para viajar e curtir a natureza", afirma o diretor da empresa Paulo Izzo. Também já estão sendo fabricadas no país as Heritage Classic (50.000 reais) e Softail Standard (37.500 reais).

Outros dois modelos serão produzidos na fábrica da Zona Franca de Manaus até março do ano que vem – a meta da empresa é atingir uma produção anual de 5.000 unidades no Brasil. É um veículo para quem tem alto padrão de vida e não quer ficar preocupado com problemas mecânicos. "A Harley-Davidson tem alma, não há uma igual a outra", explica o cirurgião-dentista paulistano Harry Davidowicz, de 39 anos, um aficionado da Harley-Davidson.