Motociclistas
e fanáticos por motos podem começar a comemorar.
A mais emblemática moto do mundo, a Harley-Davidson,
já está sendo fabricada no país,
na Zona Franca de Manaus. Um dos maiores símbolos
da cultura americana decidiu expandir seus negócios
e escolheu o Brasil para essa nova fase. Desde que foi
criada, no início do século, em 1901, pelos
amigos William Harley, de 21 anos, e Arthur Davidson,
de 20, a empresa jamais havia montado uma fábrica
fora dos Estados Unidos. Até o final desta semana
serão apresentados no Salão de Duas Rodas,
em São Paulo, três novos modelos da Harley-Davidson,
todos já fabricados no Brasil. O maior destaque
da linha de produção é a Fat Boy
2000, moto de 46.000
reais.
A Fat Boy foi
criada em 1990 e logo se tornou o modelo mais vendido
nos Estados Unidos. Um dos motivos para tamanho sucesso
foi sua associação imediata com a indústria
da fama de Hollywood. No filme O
Exterminador do Futuro 2,
o ator Arnold Schwarzenegger pilota uma Fat Boy. A versão
2000 é sucessora do modelo 99, o primeiro a ser
montado no Brasil, há dois meses, e já fora
de produção. A Harley-Davidson é
uma moto para quem quer força mas não exige
altas velocidades. O máximo que o velocímetro
alcança é 180 quilômetros por hora,
porém o ideal é pilotá-la num ritmo
bem mais lento. "O espírito é reunir amigos
e a família para viajar e curtir a natureza", afirma
o diretor da empresa Paulo Izzo. Também já
estão sendo fabricadas no país as Heritage
Classic (50.000
reais) e Softail Standard (37.500
reais).
Outros dois modelos
serão produzidos na fábrica da Zona Franca
de Manaus até março do ano que vem
a meta da empresa é atingir uma produção
anual de 5.000
unidades no Brasil. É um veículo para quem
tem alto padrão de vida e não quer ficar
preocupado com problemas mecânicos. "A Harley-Davidson
tem alma, não há uma igual a outra", explica
o cirurgião-dentista paulistano Harry Davidowicz,
de 39 anos, um aficionado da Harley-Davidson.