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"A vantagem de Benedito Ruy Barbosa é que seus
personagens não são estúpidos.
O telespectador aceita o absurdo, mas não a estupidez."
Ricardo
Domingues Pôssas
São
Paulo, SP
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Benedito Ruy Barbosa
Benedito Ruy Barbosa
é daqueles autores que sabem alcançar o público
falando de pessoas simples e verdadeiras. O mais cativante
nesses seus "causos" é que ele carrega suas personagens
de uma brasilidade tão inerente a elas quanto fundamental
para sua obra. Foi assim que, quando criança, conheci
o mundo de Monteiro Lobato por intermédio da adaptação
de Benedito para a TV; na adolescência, chorei quando
José Leôncio encontrou o pai e se transformou
no velho do rio; quando, mais tarde, identifiquei a história
de meu próprio avô com a saga do coronel e do
jequitibá rei; depois, foi a emoção de
sofrer com o rancor de Geremias Berdinazi; e, agora, assistir
à história de um século de Brasil. Como
bom leitor de romances, avesso aos folhetins televisivos,
novela, para mim, resume-se às do Benedito; as demais
servem apenas para ocupar o horário nobre enquanto
o nosso autor tira férias ("Outra do Benedito", 17
de novembro).
Tiago Amaral de Carvalho
jamesoak@uol.com.br
O
sucesso de Terra Nostra
se deve em parte à simplicidade dos textos de Benedito
Ruy Barbosa, que, assim como Silvio Santos, se utiliza de
palavras simples e repetitivas para fazer-se compreender.
VEJA errou em dizer que nas novelas de Benedito não
há sexo nem outros temas tão comuns à
maioria das telenovelas. Quem não se lembra das cenas
tórridas entre Silvia Pfeifer e Oscar Magrini em
O Rei do Gado?
O mesmo Benedito Ruy Barbosa errou a mão quando escreveu
Vida Nova,
uma telenovela de que ninguém se lembra.
Clodoaldo Moreira
Marília,
SP
Menen
De
muito mau gosto que a revista VEJA, ao comentar o livro Menem
La Vida Privada,
publique um juízo ofensivo sobre a relação
do presidente Carlos S. Menem com sua filha ("Menem na intimidade",
17 de novembro).
Jorge Hugo Herrera
Vegas
Embaixador
da Argentina
Brasília,
DF
Carvoarias
Escrevo
esta mensagem para cumprimentá-los pela reportagem
("A vida na fornalha", 17 de novembro). Aproveito a ocasião
para esclarecer que
Os Carvoeiros
é uma produção inteiramente nacional,
financiada pela Lei do Audiovisual e a Rouanet, sem as quais
o filme que produzi e o livro de Marcos Prado não teriam
sido realizados. Quero informar ainda que o filme foi dirigido
pelo ganhador do Oscar Nigel Noble, e que sua bilheteria foi
integralmente doada ao Unicef. Seu lançamento será
em circuito nacional dia 3 de dezembro.
José Padilha
Produtor
Igreja Universal
A
respeito da reportagem "O milagre do caixa da Universal" (3
de novembro), a The Walt Disney Attractions esclarece não
haver ou ter havido nenhum tipo de negociação
entre a Igreja Universal do Reino de Deus e a The Walt Disney
Company, tanto no que se refere à "construção
de um brinquedo temático que mostrará a história
do Evangelho", como diz a reportagem, como em outro assunto
ou tema que envolvam as partes citadas.
Afonso Carlos
Braga
Diretor
da The Walt Disney Attractions
São
Paulo, SP
Caio Fábio
Com
respeito à reportagem "A volta do pecador" (17 de novembro),
desejo esclarecer que não fui "obrigado pela cúpula
presbiteriana a abrir mão do sacerdócio e pedir
o divórcio". Três meses antes de circular qualquer
notícia sobre o assunto, tomei a iniciativa de pedir
afastamento do Ministério Pastoral. Tenho todas as
correspondências que provam tal fato. E se alguém
da "cúpula" disse a VEJA algo em contrário,
está mentindo. E se não houve desmentido, comunicarei
meu desligamento incondicional da Igreja Presbiteriana. Nunca
"ofereci" nenhum documento ao governo.
Caio Fábio
D'Araujo Filho
Rio de
Janeiro, RJ
Medicina
Na
qualidade de coordenador no Brasil do Estudo Hope que
avaliou em dezenove países o efeito do medicamento
Ramipril na prevenção de doenças cardiovasculares
recebemos com satisfação a reportagem
intitulada "Veneno a favor" (17 de novembro), que com propriedade
reconhece o grande avanço representado pela droga em
questão. É importante esclarecer, contudo, que
as qualidades nele encontradas não podem ainda ser
estendidas a outros medicamentos similares (inibidores da
enzima conversão da angiotensina). A medicina apóia-se
em evidências e, portanto, a conclusão de que
conquistas assemelhadas às atribuídas ao Ramipril
podem ser obtidas com outros anti-hipertensivos ainda é
prematura e só poderá ser considerada quando
os estudos semelhantes feitos com outros medicamentos dessa
classe forem publicados (alguns em andamento). Até
lá, nós cardiologistas devemos ter cautela e
seguir as evidências existentes. O Estudo Hope, que
avaliou internacionalmente 9.541
pacientes, dos quais 466 no Brasil, em 267 centros investigadores
definiu a dosagem de 10 mg/dia como ideal para a prevenção
de problemas cardiovasculares. O Ramipril tem um perfil de
segurança adequado, sendo que a tosse foi o efeito
colateral mais freqüente, ainda assim ocorrendo raramente
em menos de 5% da população estudada, e controlada
com a redução ou suspensão da medicação.
Leopoldo Soares
Piegas
Diretor
da Divisão Clínica
Instituto
Dante Pazzanese de Cardiologia
São
Paulo, SP
Arc
Arc,
em resposta ao questionamento sobre Marte investir ou não
no planeta Terra, creio que não vai valer a pena, porque
o homem é muito burro e não saberia reconhecer
nada que vocês fizessem. Procure outro planeta. Com
certeza você não vai se arrepender (Arc, 17 de
novembro).
Juliana
Esther
Belo Horizonte,
MG
Arc,
não vem não! Com essa violência toda,
você corre o risco de não voltar para Marte.
Lucas
bueno15@uol.com.br
CORREÇÕES:
Ao
contrário do que diz a reportagem "A vida na fornalha"
(17 de novembro), as plantas não utilizam gás
carbônico na respiração e sim na fotossíntese.
A foto que aparece na reportagem ("Veneno a favor", 17 de
novembro) é de uma cascavel, e não de uma
jararaca.
Na foto publicada na reportagem "Show cósmico" (17
de novembro) não são meteoros que aparecem,
mas estrelas.
Na reportagem "Salvos no último minuto" (17 de novembro)
as fotos foram invertidas. O avião que aparece à
direita é um Boeing 767. O avião à
esquerda é um Boeing 737-200 (visto de baixo).
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