"Finalmente
um filme que mostra um
Brasil com a verdadeira cara do Brasil.
Bandidos sem a mística de Robin Hood." Luiz Fernando Marques da Silva Recife, PE
Filme Tropa de Elite
Perfeita a reportagem de capa "Pegou geral" (17 de outubro). VEJA exprime a opinião
da população que levanta cedo, luta pela vida, paga seus impostos,
financia as bolsas disso e daquilo do governo e fica em pânico nos sinais
de trânsito de nossas cidades. Não há dúvida de que
são essenciais ações para combater os problemas relacionados
à miséria. Porém, contra cães raivosos que se opõem
à legítima ação do estado com fuzis, granadas e armas
antiaéreas, infelizmente, não há outra opção:
faca na caveira, irmão! Rodinei Cassio Bricki Tenorio Rio
de Janeiro, RJ
O filme
é excelente. A abordagem de VEJA, idem. Mas preocupa-me o fato de que certas
questões suscitadas pela obra sejam tratadas pela sociedade com tão
forte maniqueísmo. Concordo que o tráfico existe porque há
quem compre as drogas. Isso não impede, contudo, que se enxerguem no tratamento
dos usuários e na descriminalização da venda de entorpecentes,
se feita de forma gradual e cuidadosa, as alternativas mais viáveis para
combater o crime organizado. Também não deslegitima a idéia
de que, em parte, a criminalidade tem suas raízes em nossa forte desigualdade
social (embora, frise-se, nada a justifique). A truculência policial, que
não é apresentada de forma condescendente pelo filme, jamais pode
ser vista como solução. Leandro Coelho de Carvalho Defensor
público e professor em Minas Gerais Alfenas, MG
Acabei de devorar as reportagens sobre o filme mais polêmico do ano, na
edição 2.030 de VEJA. Fiquei maravilhado com a clareza e a serenidade
na exposição das idéias sobre o fenômeno Tropa de
Elite. Estão de parabéns Marcelo Carneiro, Ronaldo Soares e
Reinaldo Azevedo, mas é Isabela Boscov quem lava a alma de todo policial
honesto e vocacionado deste país, na reportagem "Abaixo a mitologia da
bandidagem" (17 de outubro), simplesmente fenomenal. Alexandre Macorin
de Lima Delegado de polícia Especialista em gestão de
segurança pública Toledo, PR
Assisti ao lançamento do filme Tropa de Elite aqui em Belo Horizonte
e, chegando em casa, minha VEJA já estava na caixa dos correios. Para minha
alegria, a revista traz na capa a reportagem "Pegou geral". VEJA retratou com
fidelidade o mesmo sentimento com que acabara de chegar da sessão de cinema.
Um filme fantástico, tremendo, que mostra a realidade nua e crua da nossa
sociedade. Parabéns a VEJA, parabéns ao diretor e, principalmente,
parabéns à Polícia Militar como um todo, que a duras penas
procura nos dar um local melhor para viver. Flávio Luiz Andrade Belo Horizonte, MG
VEJA comprovou, com sua notável edição do fenômeno
Tropa de Elite, que é corretíssima a frase que cunhou para
sua nova campanha publicitária: "Indispensável para o país
que queremos ser". Pela coragem de combater os muros do preconceito e da patrulha
nas reportagens e com articulistas como André Petry. Pela bravura de ir
além da cobertura mimetista dos fatos da semana, para oferecer ao leitor
rigoroso e exigente uma perspectiva histórica dos acontecimentos. Pelo
destemor com que expõe as vísceras das falidas imagens da esquerda
romântica. O que fica de mais expressivo em Tropa de Elite é
o tapa na cara que muita gente, há muito tempo, merecia receber por ter,
por atos e omissões, mergulhado a cidade no caos e na bandidagem. Por aceitar
os inocentes maconheiros da esquina, tolerar a cocaína disseminada no meio
artístico e jornalístico e aceitar o ridículo conceito de
que se enfrentam o tráfico e as armas com passeatas e ONGs. Sylvio
Guedes Brasília, DF
Tive meios de acesso à cópia pirata do filme Tropa de Elite.
Por questão de cidadania, preferi aguardar o lançamento nos cinemas,
pagar inteira e assistir a essa bela produção nacional. Tomara que
meu gesto possa contribuir para a criação de outros filmes com a
mesma qualidade. Antônio Carlos de Lima Goiânia, GO
Um filme maravilhoso,
que mostra a realidade da nossa segurança pública sem nenhuma hipocrisia.
Francisco Medeiros São Paulo, SP
Sugiro a filmagem de Tropa de Elite 2, usando como cenário o semi-árido
baiano, onde os comandos especiais da Polícia Militar baiana combatem os
plantadores de maconha e os assaltantes de banco. Parabéns pela reportagem.
Parabéns pelo filme. Antonio Ricardo Cassa Louzada Eunápolis,
BA
Acabo de ver o excelente
Tropa de Elite e me surpreendi com a reação da platéia.
Não houve vaias, aplausos nem murmúrios de censura, e sim risos.
Ela achou graça na truculência e corrupção da polícia,
no treinamento desumano e até em algumas cenas de tortura, o que mostra
quanto a sociedade brasileira, de forma geral, se acostumou à violência,
não importando de onde ela venha. Bleny Camêlo da Silva Maceió, AL
A
Elite da Tropa, livro que deu origem ao filme, mostra a polícia convencional
como corrupta e descreve a cumplicidade das autoridades do estado com o crime
em todas as suas modalidades. O Bope, concebido e estruturado como força
de extermínio, seria a solução, dada a pureza dos seus ideais.
Fascismo puro. O filme, baseado no livro, mostra apenas a parte daquele que exibe
a truculência policial. É aplaudido porque a sociedade que idolatra
os vencedores, ou seja, os que se dão bem a qualquer custo, precisa de
alguém que elimine os derrotados. A síntese de VEJA é perfeita:
traficantes e consumidores são parceiros. Admirável mundo novo.
Sérgio de Souza Tôrres Rio de Janeiro, RJ
Depois de assistir ao filme Tropa de Elite não posso deixar de lado
um fato mostrado. O principal cliente do traficante é a classe média.
Muitos amigos meus fumam maconha a semana inteira e no sábado fazem jejum
e se acham acima da lei. Além disso, reclamam da violência e da falta
de segurança na cidade de São Paulo. Provavelmente já foram
assaltados pelos "fornecedores". Sylvia Pacicco São Paulo,
SP
Parabéns
a Reinaldo Azevedo pela lucidez no artigo "Capitão Nascimento bate no Bonde
do Foucault". É raro na nossa imprensa alguém ser corajoso o suficiente
para bater nessa esquerda marginal, que adora a anarquia e tudo o que é
errado. Após dezenove anos, percebemos que erramos feio na Constituinte
de 1988, que deu poderes enormes a bandidos, traficantes e aos sempre inúteis
consumidores de drogas. Vivam a lucidez e a coragem. Valter R. Francisco Santo André, SP
Carta ao leitor
Nós, brasileiros,
somos um povo criativo, alegre, inteligente e feliz que nas adversidades se levanta
com a solução, sem nunca perder a alegria de viver. Somos uma raça
forte e dócil. Porém dentro de cada um de nós ainda existe
a essência humana: o amor. É nesse sentido que cumprimento VEJA por
essa nova campanha. Por meio dela poderemos nos unir para resgatar a ética,
dar um basta à corrupção, juntar ações que
já estão sendo feitas para salvar e melhorar a vida no planeta,
recuperar o amor à pátria, à terra e à vida em sua
forma mais abrangente. Maria Lúcia Capanema Cáceres Por
e-mail
Fernando
Haddad
Excelente a entrevista com
o ministro da Educação, Fernando Haddad (Amarelas, 17 de outubro).
Porém resta uma dúvida: qual é o verdadeiro Fernando Haddad:
o que falou a VEJA (e, portanto, não cabe neste governo) ou o que integra
o governo de um presidente que não concede grande valor à educação?
Arnaldo Abrão Risemberg Niterói, RJ
A entrevista com o ministro da Educação mostra que, se o presidente
Luiz Inácio quiser, pode encontrar bons quadros também em seu partido.
O senhor Haddad descreve com muita clareza seu pensamento, que está, e
isso é raro no PT, acima de ideologias ultrapassadas. Nelsoni Herculano
de Souza Florianópolis, SC
Como estudante universitário da década de 50, lembro que professores
costumavam dizer: "Na universidade, se a ideologia entra pela porta, a cultura
sai pelas janelas". Nosso ministro da Educação promete... Ainda
bem. José Ruy Henz Porto Alegre, RS
Com relação à entrevista do ministro Haddad, vale lembrar
que escolaridade e educação não são a mesma coisa.
O brasileiro continua rebelde, indisciplinado e mal-educado. A escolaridade diminui
isso, mas não extermina. Basear-se no exemplo americano de educação
é um grave erro. O ideal seria espelhar a mudança do sistema educacional
brasileiro no exemplo escandinavo, islandês ou alemão. Deborah
Maristela Biermann Berna, Suíça
O dogmatismo não chega a algumas salas do país, como respondeu Haddad,
e sim a muitas ou quase todas as salas de aula do país. O ministro está
certo quando diz que o "problema não é propriamente o modelo que
implantamos". Porém, ao dizer que o problema "ainda circula", seria mais
verídico dizer que o problema é muito grave e não dá
sinais de que esteja refluindo, principalmente no mundo acadêmico. Na verdade,
o dogmatismo marxista é hoje dominante no sistema público de ensino.
O ministro falha, também, ao não assumir responsabilidade administrativa
pela contaminação ideológica dos livros didáticos.
Mesmo delegando a avaliação pedagógica dos livros a professores
universitários sem vínculo com o ministério, o MEC responde
pela avaliação. A doutrinação político-ideológica
em sala de aula constitui claro abuso da liberdade de ensinar e da liberdade de
aprender, ambas asseguradas no artigo 206 da Constituição Federal.
Ignez Martins Tollini Ph.D. em educação Brasília,
DF
Depois de minimizar
o problema da doutrinação ideológica nas escolas afirmando
que ele atinge "algumas salas de aula", o que é uma piada , o ministro
da Educação tenta livrar a cara do seu próprio partido, atribuindo
essa prática a "uma velha esquerda". Na verdade, a esquerda que seqüestrou
a educação brasileira não é velha nem nova: é
a esquerda de sempre. É aquela para a qual os fins justificam os meios
e que, portanto, não hesita em abusar da inexperiência, da imaturidade
e da falta de conhecimento de um jovem para fazê-lo empunhar as bandeiras
"certas", isto é, as suas. A beleza e a santidade dos fins no caso,
"construir uma sociedade mais justa" justificam e absolvem, como sempre,
a torpeza e a brutalidade dos meios. Graças ao trabalho desenvolvido pela
militância esquerdista nas escolas, está cada vez mais difícil
encontrar um jovem brasileiro, na faixa dos 15 aos 25 anos, que não alimente
um ódio irracional pelo capitalismo e um amor ainda mais irracional à
utopia socialista. E que não esteja doidinho para entregar os destinos
da nação a políticos que pensam (ou fingem que pensam) como
ele. Miguel Nagib Coordenador do www.escolasempartido.org Brasília, DF
É
muita omissão para que seja tão-somente fruto de uma "inocente"
incompetência. O distinto servidor público, investido do cargo de
ministro da Educação, concorda que há um problema no processo
de escolha dos livros didáticos, mas se nega a depurá-lo, escondendo-se
atrás de vocábulos como diversidade ou pluralidade, que remetem
à hegemonia cultural gramsciana. Essa gente me enoja! Não há
vestígio de compromisso desse pessoal com o futuro do país. Senhor
ministro, se não sabe como fazer para melhorar o processo, ou se sua tarefa
na consolidação da hegemonia não permite, saia já
e dê lugar aos que ainda pretendem que esta nação evolua!
Nélio Santana Santa Maria, RS
Mandato político
Uma vez mais o Supremo Tribunal Federal dá exemplos de cidadania e ética,
ao decidir que os mandatos parlamentares pertencem aos partidos, e não
aos políticos ("Fim da farra", 10 de outubro). A intervenção
do STF tornou-se necessária em razão da falta de interesse político
demonstrada pela maioria dos integrantes do Congresso Nacional em aprovar a fidelidade
partidária. Restam agora as providências no sentido de cassar o mandato
dos parlamentares que utilizaram o vergonhoso troca-troca após 27 de março,
data-limite determinada pelo TSE para as mudanças de partido. Novamente
somos gratos aos ministros do STF que sinalizam aos políticos o caminho
ético em busca de uma grande nação. Tomara que eles aprendam.
Gilvan David Goiânia, GO
Choque de gestão
Com as respostas
às cinco questões formuladas a especialistas ("5 questões
sobre o funcionalismo", 10 de outubro), VEJA desfez mais uma bravata do presidente
Lula, a de que choque de gestão se faz com mais contratações:
1ª) não temos carência de funcionários públicos;
2ª) contratar mais não melhora a péssima qualidade dos serviços;
3ª) os servidores estão no lugar errado; 4ª) ganham muito; 5ª)
Os servidores não são avaliados. João Pedro Rodrigues Rio de Janeiro, RJ
Futebol feminino
Como adoradora
e praticante do futebol feminino, posso afirmar que seria
uma pena perder tantos talentos: não só as jogadoras
de nossa seleção, mas as futuras Martas, Pretinhas
e Cristianes espalhadas por nosso país, por falta de
investimentos. Se já foi provado que nosso futebol
é de qualidade, conquistando títulos, fãs
e respeito, acredito que não haveria hora melhor para
grandes investimentos ("Como manter o brilho depois da Copa",
10 de outubro). Taline Maria da Costa Veloso, 16 anos
Teresina, PI
Diogo Mainardi
É delicioso
saber certas particularidades da vida de Mainardi! Mas chega
a ser mais delicioso ler Lula É Minha Anta.
Já conhecia todas as crônicas, mas, relendo agora,
depois de algum tempo, a coisa fica melhor ainda. Diogo estava
certo em tudo, nós é que continuamos passivos
diante de tanta barbárie. Tudo se confirma, tudo! É
vergonhoso! É odioso! Fede ("O oráculo de Ipanema",
17 de outubro)! Nereu Tomazinho Por e-mail
Não gostava
nem um pouco de Diogo Mainardi. Achava-o mais um intelectualóide
metido a besta, mas lia sua coluna em VEJA. Aos poucos comecei
a gostar dele, principalmente ao ler o artigo sobre seu filho
Tito. Mas agora, depois da reportagem de Mario Sabino, eu
passei a admirá-lo! Parabéns, Mario, e parabéns,
Diogo; cada um na sua função, eles mostraram
que ainda existem brasileiros dignos e corajosos. Um (Diogo)
por ter a coragem de fazer o que faz e o outro (Mario) por
expor de forma tão clara quem é esse seu amigo!
Max Conzo Monteiro São Pedro do Turvo, SP
Faltou uma informação
ao leitor sobre o pai de Diogo Mainardi, no excelente perfil
que Mario Sabino traçou dele. Enio Mainardi, pai de
Diogo, é um dos publicitários mais bem-sucedidos
e polêmicos do Brasil. Talentosíssimo
criou a famosa campanha para o Old Eight "O bom uísque
você conhece no dia seguinte" , mas adorava uma
boa briga. Ney Lima Figueiredo São Paulo, SP
Diogo Mainardi se
tornou a "tropa de elite" da imprensa, é incorruptível
e trata o político bandido da forma como ele merece
ser tratado ("Tropa de Elite é fichinha", 17
de outubro). Emanuel José
Barbosa da Silva Irecê, BA
Roberto Pompeu
de Toledo
Foi com grande
felicidade que li o ensaio "Feiúra e beleza nos nomes
de cidades" (17 de outubro). Ao iniciar o denominado I Concurso
de Beleza de Nomes de Cidades Brasileiras, o autor agradou
sobremaneira a todos os dorenses. Nossa cidade, amparada nos
braços do Rio Indaiá e abençoada por
Nossa Senhora das Dores, tem em seus filhos o grandioso sentimento
de pertencer a uma terra amada, de raízes sólidas
e história admirável. Joaquim Ferreira da
Cruz Prefeito Dores do Indaiá (MG)
Além de nomes
de cidades, eu me interesso por nomes de ruas, bairros e profissões.
Por exemplo: gostaria de ter nascido em Santa Bárbara
do Tugúrio (MG), morar na Estrada do Morro do Ar (Santa
Cruz, RJ), ser moço de portaló na Marinha Mercante
e ter uma namorada em Varre-Sai (RJ). Giulio Sanmartini Belluno, Itália
Se Roberto Pompeu
de Toledo reabrisse o I Concurso de Beleza de Nomes de Cidades
Brasileiras eu apresentaria, para os nomes bonitos, Palmeira
dos Índios (AL), Alegre (ES) e Pai Pedro (MG). Para
os curiosos, Serra do Navio (AP), Jacaré dos Homens
(AL) e Lagoa dos Gatos (PE). Para os de sonoridade, Quixeramobim
(CE). O mais vago, Pendências (RN). Ronaldo Cortez de Paula Belo Horizonte, MG
André
Petry
Extremamente oportuno
o artigo "Dane-se a rabacuada" (17 de outubro), de André
Petry. O Judiciário brasileiro tem dado boas notícias,
como recentemente, quando fez valer a fidelidade partidária
e indiciou os envolvidos no mensalão, mas pode e deve
fazer ainda mais. Acredito no poder que a sociedade e a imprensa
têm de pressionar as instituições, por
isso me valho desta para questionar, assim como o Petry fez,
o Judiciário e outras instituições que
se calam diante das barbáries que ocorrem nos hospitais
públicos do país. Rafael Francisco dos
Santos Ponta Grossa, PR
Excelente o artigo
de André Petry. Com muita competência, o jornalista
tem denunciado a desigualdade no Brasil. Pude constatar essa
realidade ao acompanhar uma senhora de 72 anos num pronto-socorro
do SUS aqui em Salvador. Fiquei horrorizada e deprimida com
o péssimo atendimento, a falta de recursos e a falta
de comprometimento dos profissionais. Vera Lucia Leal Lopes Salvador, BA
Renan Calheiros
Vamos lá,
dona VEJA. Vamos ao próximo! Renan, o herói
da resistência (e das negociatas), já era ("O
Senado renuncia a Renan", 17 de outubro). Renan terá
tempo de sobra agora para acompanhar a mídia e para
ler e ver (e lamber com a testa) a imperdível Playboy
de setembro! Gênio Eurípedes Vereador Jataí, GO
Renan não
era um coco que precisava ser arrancado, mas um dente que
estragou e passou a doer muito na boquinha do Senado. Somente
por isso foi extraído da presidência. Saulo Rocha Natal, RN
Cartas
Sobre a reportagem
"Massacre no Atlântico" (22 de agosto) e também
sobre a observação feita pelo professor Rogério
da Silva Tjäder, na seção Cartas da edição
de 17 de outubro, informo que existe um excelente livro de
autoria de Paulo de Q. Duarte, lançado pela Bibliex,
em 1968, intitulado Dias de Guerra no Atlântico Sul,
que em suas quase 400 páginas trata minuciosamente
do afundamento dos navios mercantes brasileiros e dos submarinos
do Eixo durante a II Guerra Mundial, com base em relatórios
da Marinha e da Força Aérea do Brasil e dos
Estados Unidos e de outros documentos oficiais. Elídio W. Lopes
Salvador, BA
CORREÇÕES:O nome do novo executivo-chefe da BAT (controladora da
Souza Cruz) é Nicandro Durante, e não Nicandro
Duarte (Radar, 17 de outubro). A foto que ilustra
a reportagem "Os conselhos dos CEOs" (17 de outubro) é
de autoria de Gláucio Dettmar/Apex, e não de
Ana Araujo, como foi publicado. Ribamar Fiquene
é o nome correto da cidade maranhense citada no ensaio
"Feiúra e beleza nos nomes de cidades" (17 de outubro).
SYD BARRETT
Michael
Ochs Archives/Getty Images
Syd
Barrett: o segundo da direita para a esquerda
Leitores
escreveram à redação alertando para a identificação
errada do músico Syd Barrett na legenda da foto da banda Pink Floyd (VEJA
Recomenda, 10 de outubro). "A legenda indica que Syd Barrett é o músico
da esquerda, quando na verdade ele é o segundo da direita para a esquerda",
escreveu Lourival Batista Pereira Junior, de Goiânia, um dos oito leitores
a apontar a falha. Os leitores estão certos: Barrett é o segundo
da direita para a esquerda.
O LEITOR ASSALTADO
No
início do mês, o leitor Douglas Roberto Augusto, de Jundiaí,
escreveu para defender o apresentador Luciano Huck (Amarelas, 10 de outubro),
criticado por reclamar publicamente da insegurança no país depois
de sofrer um assalto. "É desalentador ver que alguns acham que pessoas
bem-sucedidas devem sofrer silenciosamente, sem o direito de usufruir o conforto
que o trabalho honesto lhes propiciou", escreveu Douglas em carta a VEJA. "Não
é privilégio dos ricos sofrer com a criminalidade." Na semana passada,
ele sentiu na pele essa verdade e tornou a escrever para a redação:
"Ontem (no dia 10, cerca de 16h30), voltando para casa pela Avenida Sumaré,
fui assaltado por dois bandidos-motoqueiros. Pois é, outro dia foi o Luciano
Huck, ontem fui eu e hoje certamente serão tantos outros. Restaram o prejuízo,
o trauma e a enorme raiva ao vê-los ir embora sem a menor preocupação",
diz Douglas, que ficou sem os óculos e o relógio.
Gustavo:
em defesa de VEJA
OS
NATIVOS FICARAM INDÓCEIS
Gustavo
Ramos, de São José, Santa Catarina, soube que uns poucos fanáticos
queimaram a edição de VEJA que desnudou o mito Che Guevara (3 de
outubro) e resolveu se solidarizar com a revista. "Saí às ruas com
a minha camiseta do Che com um X em cima. Quase fui linchado. Nossa juventude
está doente e alienada com o sonho esquerdista", diz Gustavo, que pretende
estudar jornalismo para um dia, quem sabe, trabalhar na "melhor revista do mundo".