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Lauro Jardim [e-mail: ljardim@abril.com.br ]
Os marajás das universidades Professor universitário é mal remunerado. Isso ninguém discute. Impressionante é descobrir que, no meio de tanto salário ruim, está aninhada uma pequena casta recebendo fortunas. A campeã é a professora Floripes Farias, da UFBA. Ganha 32.000 reais mensais dos cofres públicos. Entre as universidades, o fenômeno é a Federal do Ceará: dos dez professores mais bem pagos do país (todos ganhando acima de 22.000 reais), oito são de lá. Será que esses sofridos servidores também estão em greve por melhores salários?
Dança das cadeiras FHC voltou a conversar seriamente sobre a ida de José Gregori para a embaixada brasileira em Lisboa. Feito isso, Aloysio Nunes Ferreira sai da Secretaria-Geral da Presidência e assume o Ministério da Justiça no lugar de Gregori. Conversa mineira Itamar Franco pediu a Aécio Neves uma horinha para conversarem na terça-feira, em Brasília. O assunto será a sucessão. Vai ter pena de tucano voando para tudo quanto é lado. Uma cadeira, dois donos O Senado está demorando tanto a aprovar a indicação do secretário de Comunicação da Presidência, Andrea Matarazzo, para o cargo de embaixador em Roma que começaram a surgir situações embaraçosas no dia-a-dia do Planalto. Na semana passada, quando chegou para uma reunião de governo, Matarazzo deparou com Luiz Macedo, que lhe sucederá no cargo, discutindo como se já tivesse tomado posse. Bem, talvez não seja de todo mau: com dois secretários de Comunicação pode ser que a imagem do governo melhore...
O doutor Serra A ignorância da população em geral sobre os políticos é muito, muito maior do que se imagina. Uma pesquisa nacional do Vox Populi perguntou ao brasileiro qual a formação do ministro José Serra há décadas exposto aos holofotes. Apenas 10% acertaram e cravaram "economista". Outros 35% nem discutiram. Disseram que Serra é médico.
Sem gás A Coca-Cola está negociando a compra da fábrica da Panamco em São Paulo. Sediada em Miami, a Panamco é a maior engarrafadora da Coca-Cola no Brasil. Nos últimos anos, tem amargado prejuízos seguidos por aqui. Antes que o pior aconteça, a Coca pensa em tocar ela mesma o negócio durante um período. Salário em dobro A Vale do Rio Doce não trocou apenas de presidente há alguns meses. Mudou também o patamar salarial que paga ao seu número 1. Jorio Dauster, o que saiu, ganhava em torno de 1,5 milhão de reais por ano, incluindo todo o pacote de remuneração. Roger Agnelli, o que entrou, receberá cerca de 3,5 milhões de reais por ano, entre salários e bônus. Petrobras namora Ipiranga O Unibanco está intermediando a venda da Ipiranga Petroquímica para a Petroquisa, o braço petroquímico da Petrobras, e outros dois compradores. O negócio gira em 300 milhões de dólares. American pede ajuda ao Brasil A American Airlines pelo visto está querendo socorro de todos os lados para se safar da crise da aviação americana. Chegou ao inusitado de pedir à Infraero para que pudesse deixar de pagar as taxas aeroportuárias no Brasil por uns tempos. A resposta, claro, foi "não". Auxílio voluntário O Ipea acaba de botar o ponto final no primeiro levantamento nacional sobre a ação social das empresas privadas no país. O resultado indica que 59% delas estão envolvidas com algum tipo de atividade voltada para a comunidade. E 65% desenvolvem ações voluntárias para seus empregados. Minas Gerais e Bahia são os Estados campeões de ajuda.
Às favas com a etiqueta Um jantar
para sessenta pessoas na embaixada brasileirface="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"> Às favas com a etiqueta Um jantar para sessenta pessoas na embaixada brasileira em Washington, na semana passada, virou palco para mais uma aparição do pânico do anthrax. Ao fim do jantar, o presidente da Sociedade Interamericana de Imprensa, Robert Cox, entregou ao embaixador Rubens Barbosa uma lembrança. Para surpresa geral, Cox contrariou as regras de etiqueta e fez questão de abrir o presente. Quis deixar claro a todos que o pacote não continha nada além de uma inofensiva agenda. Ufa!
Meu carro sumiu, tchê As seguradoras estão de cabelo em pé com as estatísticas de roubos de carros no Rio Grande do Sul. O Estado deixou de ser uma ilha de tranqüilidade. Comparando os números do primeiro semestre com o mesmo período do ano passado, dobrou o número de automóveis levados por bandidos.
Colaboraram
Mauricio Lima e Flávia Varella |
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