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Aroma de México
O Clone:
Vera Fischer encalhada,
boa audiência e falta de cuidado
com a produção

Silvia Rogar
Fotos divulgação Rede
Globo
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| Letícia,
Giovanna e Vera: se a iluminação fosse boa, elas poderiam
ficar ainda mais bonitas no vídeo |
Na novela
das 8 da Rede Globo, O Clone, Yvete é o tipo de mulher que
anda com a imagem de Santo Antônio na bolsa para ver se agarra um
homem. Ela só se mete em encrenca. Quando decidiu ter alguns momentos
de prazer com um garotão mais jovem, escolheu, desavisadamente,
o filho de seu namorado. Acabou escorraçada por ambos, e agora
se esforça para cair de novo nas graças do ex-amado. Seu
destino, pelo menos por enquanto, é ficar sozinha. Espalhafatosa,
Yvete é um dos esteios cômicos da trama. E a direção
da novela lhe deu uma pimenta a mais tendo a idéia de escalar Vera
Fischer, com todas as curvas que Deus lhe deu e o silicone ampliou, para
interpretar o personagem. Vera fazendo o papel de encalhada? Pois é.
"A Yvete é uma anti-heroína", diz ela. "E eu estou achando
ótimo dar um tempo nas personagens superpoderosas de sempre." Em
seu trabalho anterior, Laços de Família, ela era
a protagonista disputada por três galãs José
Mayer, Reynaldo Gianecchini e Tony Ramos.
Vera não
é nem mesmo a principal personagem feminina de O Clone. As
atrizes Giovanna Antonelli e Letícia Sabatella têm tido mais
tempo no vídeo do que a loiraça. Elas vivem as muçulmanas
Jade e Latiffa, respectivamente, e volta e meia bancam as odaliscas. Estranhamente,
Yvete, que está mais para o Sambódromo do que para o palácio
de Saladino, também deu para fazer a dança do ventre na
semana passada. A cena não fez o menor sentido, mas ninguém
reclamou. Recentemente, a atriz se submeteu a um regime e perdeu 13 quilos.
Com os atuais 63, ainda faz sonhar os marmanjos. Ela chega aos 50 anos
no mês que vem. Jura que seu rosto continua intocado por um bisturi
e assim deve permanecer. Como na novela, está sem namorado. "Outro
dia, um cara me seguiu no shopping e pediu meu telefone. Devolvi os olhares
até perceber que ele tinha aliança no dedo. Que absurdo!",
indigna-se. É impressionante como Vera Fischer mudou.
O Clone
vai bem de público, que não está nem aí
para a sua trama estapafúrdia. Mas já virou motivo de comentários
a falta de cuidado com a produção da novela. A iluminação,
por exemplo, é das piores que já se viu. Não tem
nuances e tinge todos os ambientes de um tom alaranjado. Além disso,
nos closes, realça (quando não aumenta) as imperfeições
de pele dos atores. Nos casos de Giovanna Antonelli e de Vera Fischer,
o trabalho de iluminação é particularmente desastroso.
O rosto da primeira, de tão cheio de crateras, mais parece uma
praça bombardeada de Cabul, a capital afegã. Quanto a Vera,
ela deveria estar fula da vida com o que estão fazendo com o seu
pescoço. Quando a iluminação é ruim, não
há maquiador que faça milagre. No tempo de Boni, uma novela
da Globo jamais teve esse tipo de problema. Os desleixos técnicos
levam a crer que O Clone representa mais um passo da emissora rumo
à mexicanização de seus produtos.
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