Publicidade
buscas
cidades PROGRAME-SE
Edição 1 723 - 24 de outubro de 2001
Especial

estasemana
(conteúdo exclusivo para assinantes VEJA ou UOL)
Sumário
Brasil
Geral
Internacional
Especial
  Anthrax, a bactéria do terror
O impacto da guerra biológica nos correios
Os próximos passos da luta no Afeganistão
Os riscos da opção de Arafat
O que é proibido no fundamentalismo
O mundo se preocupa com os monumentos
A teologia da fanatização
Guia
Artes e Espetáculos

colunas
(conteúdo exclusivo para assinantes VEJA ou UOL)
Stephen Kanitz
Gustavo Franco
Diogo Mainardi
Roberto Pompeu de Toledo

seções
(conteúdo exclusivo para assinantes VEJA ou UOL)
Carta ao leitor
Entrevista

Cartas
Radar
Holofote
Contexto
Veja essa
Arc
Hipertexto
VEJA on-line
Gente
Datas

Para usar
VEJA Recomenda
Os livros mais vendidos

arquivoVEJA
(conteúdo exclusivo para assinantes VEJA ou UOL)
Digite uma ou mais palavras:

Busca detalhada
Arquivo 1997-2001
Reportagens de capa 2000 | 2001
Entrevistas
2000 | 2001
Busca somente texto 96|97|98|99|00|01


Crie seu grupo




 

O MÍSSIL DE DEFESA DA GUERRA BIOLÓGICA

AP
AP
PREVENÇÃO IMPOSSÍVEL
O governo de Iowa reforçou a guarda em laboratórios que trabalham com esporos de anthrax. A vacina tem de ser aplicada ao longo de dezoito meses e é ineficaz contra a forma pulmonar do mal.

Um comprimido fabricado há catorze anos pela Bayer, o Cipro, é a única droga capaz de combater a infecção por anthrax na forma pulmonar. A letalidade nesses casos é de 90%, sem o medicamento. O Cipro interfere no metabolismo e na reprodução das bactérias de anthrax, penetrando diretamente na estrutura molecular de sua célula. Ele bloqueia a ação de uma enzima chamada girase e impede que o DNA do microrganismo se multiplique. Assim como no processo de cicatrização em mamíferos, as bactérias atingidas tentam se recompor ao ser atacadas. O medicamento inibe também essa possibilidade. Com isso, o anthrax tem sua vida encurtada e é impedido de se reproduzir. A maior dificuldade do tratamento é que a droga tem de estar no organismo exatamente no momento em que o esporo do anthrax começa a germinar. Caso contrário, as toxinas produzidas pelas bactérias matarão o doente.

A Bayer anunciou que pode triplicar sua produção de comprimidos de Cipro, hoje de 60 milhões de unidades por mês. Ainda assim ficará longe de atender à pretensão americana de ter um estoque suficiente para tratar 12 milhões de pessoas por dois meses. Já se estuda a quebra da patente do medicamento, num mecanismo parecido ao que leva à produção de genéricos no Brasil. Para a empresa fabricante, cujos lucros encolheram 200 milhões de dólares no ano passado, a possibilidade é um balde de água fria. Desde o surgimento do anthrax, suas ações têm tido altas diárias acima de 2% nas bolsas européias. O crescimento nas vendas do Cipro pode significar um faturamento adicional de bom tamanho para a Bayer.

 

O NOME DA DOENÇA NO BRASIL É CARBÚNCULO

 
BSIP
 
BACILLUS ANTHRACIS
A bactéria do anthrax: uma arma que permite escolher as vítimas
YERSINIA PESTIS
Um vetor: a pulga passa a peste bubônica do rato para o homem
 
MYCOBACTERIUM TUBERCULOSIS
Morte lenta: espalhada no ar, a tuberculose mata a longo prazo

VARÍOLA
No atacado: a varíola contagia muitos e desmoraliza o adversário

Anthrax é uma palavra que vem do grego. Significa carvão. A forma cutânea da infecção tem uma mancha escura que leva à analogia. No interior do Brasil, o anthrax recebe o nome de carbúnculo e é relativamente freqüente em rebanhos. A palavra antraz, admitida em alguns dicionários para definir a mesma doença, é mais usada no meio médico para um outro mal, bem menos agressivo – uma furunculose provocada por estafilococos. "É uma tradução incorreta para anthrax", defendeu o professor de dermatologia Sebastião Prado Sampaio, da Universidade de São Paulo, em um artigo publicado na Folha de S.Paulo.

No grupo das armas biológicas, o carbúnculo é considerado de alta precisão e baixa dispersão. Permite escolher os alvos a dedo, com poucas vítimas colaterais. A peste bubônica, também pesquisada, exige um vetor de transmissão, as pulgas. Existem laboratórios trabalhando com o bacilo da tuberculose, que pode levar mais de dez anos para matar quem se infectou. Para dizimar tropas, a varíola é considerada imbatível. Tem alto contágio e desmoraliza o adversário por produzir feridas por todo o corpo.

 



 
 
   
  voltar
   
  NOTÍCIAS DIÁRIAS