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Edição 1 723 - 24 de outubro de 2001
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"Osama bin Laden é insano e lunático. Perigoso, tem de ser perseguido e preso a qualquer preço."
Henrique Navarro
hnavarro@iasabr.com.br

 

Profeta do terror

Enquanto lia a última edição de VEJA, recheada de barbas e fuzis, reparei num pingente de Jesus Cristo que carrego no pescoço e cheguei a uma "irônica" coincidência: a de que Jesus Cristo também era barbudo. Ignorando-se os anos-luz de importância que separam Cristo de Osama bin Laden, pude concluir que os dois tinham mais algo em comum: ambos arrebanharam multidões pregando sua fé. Mas a grande diferença entre o profeta da paz e o profeta do terror é que o primeiro morreu para salvar a humanidade; já o segundo é capaz de matar a todos em causa própria ("O profeta do terror", 17 de outubro).
Glauber Ramos de França Lima
Goiânia, GO

Se Osama bin Laden e os líderes do Talibã glorificam tanto a morte, que os levará ao paraíso e ao encontro de Alá, por que não saem das tocas onde se escondem e se deixam atingir por um míssil americano? ("O míssil e o barbudo", 17 de outubro).
Maria Lúcia Benevides da Silva
Natal, RN

Cumprimento VEJA pela coragem e clareza ao falar do "profeta do terror". Se grande parte da imprensa ocidental não fosse omissa, não teríamos assistido ao 11 de setembro nem ao retorno dos homens da caverna tentando destruir a civilização moderna.
Zélio Seraine Teles
Brasília, DF

VEJA mostrou nas últimas quatro semanas como se faz a cobertura de um assunto tão amplo como os ataques terroristas aos Estados Unidos. Sem rodeios e sem medo da verdade, mostra a realidade nua.
Freddy Zimmer
freddyzimmer@bol.com.br

 

A greve dos professores

Em relação ao editorial "O horror ao mérito" (Carta ao leitor, 17 de outubro), cabe ressaltar que alguns professores, como eu, não aderiram à greve. Mesmo assim estamos sem receber nosso salário. Diante disso, o que fazer? Nossa classe está há sete anos sem reajuste nem aumento salarial. Continuarei trabalhando, pois acredito que o governo tomará as providências corretas. Lamentável a decisão do ministro Paulo Renato. Antes de cancelar o pagamento dos servidores faltosos, deveria procurar saber quem realmente está em greve.
Emerson Soares
Joinville, SC

Muitos professores são profissionais pós-graduados e altamente qualificados, ganham menos que um vereador de qualquer cidadezinha e bem menos que, sem querer ofender, um pintor de paredes nos EUA. As universidades federais estão em estado pré-falimentar, com enorme precariedade de recursos para a ministração de aulas.
Sérgio Ricardo Matos Rodrigues da Costa
Salvador, BA

A greve vai, sim, "além das exigências de reposição salarial e de mais verbas para o ensino". Ela vai em defesa de um patrimônio público que se sucateia, de uma intenção explícita, embora não declarada, de transformar os impostos pagos pelas parcelas honestas da sociedade em investimentos sem retorno, cedidos à iniciativa privada nas hordas de professores pós-graduados que se evadem das instituições públicas em busca não apenas de melhores salários, mas também de melhores condições de trabalho.
Clarissa Menezes Jordão
Curitiba, PR

 

José Henrique Vilhena

Corajosas, contundentes, mas objetivas, as declarações do reitor da UFRJ (Amarelas, 17 de outubro) retratam a realidade que envolve e ofusca parte da comunidade acadêmica conservadora. Nas claras entrelinhas, mostra como medíocres, preguiçosos e incompetentes são avessos a mudança, competição e crescimento. Preferem, comodamente, acoitar-se à sombra do passado, do corporativismo e de obsoletas atitudes ou palavras de ordem. As tentativas de criar outros cursos ou cursos noturnos, estes para atender a grupos mais necessitados que trabalham durante o dia, são sistematicamente boicotadas.
Antonio de Albuquerque Figueiredo
Rio de Janeiro, RJ

Até que enfim alguém tem a coragem de denunciar absurdos que acontecem nas universidades brasileiras. Tudo o que ele falou sobre cursos longos demais, falta de vagas para os jovens, falta de produtividade e corporativismo dos professores é a mais cruel realidade, que só quem não enxerga é a elite formada pelos professores e pelos privilegiados que conseguem entrar nessas universidades.
Maria Onória Libanio Serafim
Presidente Prudente, SP

 

VEJA Especial Jovens

Em nome da Agência de Notícias dos Direitos da Infância (Andi), parabenizo a revista VEJA pela iniciativa do lançamento da edição especial sobre os jovens (VEJA Especial Jovens, setembro de 2001). O suplemento está completo, abordando vários assuntos que compõem o universo complexo da juventude brasileira: drogas, consumo, sexualidade, militância social, ídolos, educação, padrões de beleza e muito mais. A escolha de especialistas que assinam artigos também foi muito feliz. Nós, da Andi, trabalhamos especialmente para essa faixa etária, acompanhando todas as publicações que se dedicam ao público adolescente e jovem no Brasil. Destacamos a edição especial de VEJA em nossos boletins e acreditamos que ela pode dar início a uma sintonia maior entre a revista e os jovens brasileiros. Parabéns.
Carmem Moretzsohn
Editora de Mídia Jovem ­ Andi
carmem@andi.org.br

 

Sindicalistas

Tentar jogar na mesma vala a idoneidade da CUT e a Força Sindical, como tentou fazer a matéria "Os sindicalistas das arábias" (17 de outubro), não contribui em nada. A CUT está tranqüila, coloca-se à disposição da Justiça, do Ministério Público e do Congresso Nacional para quaisquer esclarecimentos.
João Antônio Felicio
Presidente nacional
São Paulo, SP

Com relação à reportagem "Os sindicalistas das arábias", esclarecemos que os sindicalistas Luiz Antonio de Medeiros e Jair Meneguelli, bem como os empresários do Pensamento Nacional das Bases Empresariais (PNBE) que integraram a missão para conhecer a experiência do pacto social israelense em 1988, tiveram suas despesas de viagem pagas pelo governo de Israel.
Percival Maricato
Coordenador-geral
pnbe@pnbe.org.br

 

Legenda política

Em referência à reportagem "Partido? Que partido?" (10 de outubro) afirmo que em nenhum momento recebi quantia alguma para a mudança partidária. O trecho da matéria que envolve meu nome é, no mínimo, infeliz, já que se baseia em "alguém disse", "comentava-se", que são expressões muito vagas para a seriedade da questão.
Badu Picanço
Deputado federal
Brasília, DF

Com relação à matéria "Partido? Que partido?", esclareço que não é verdadeira a informação de que eu teria recebido vantagens para ingressar no Partido Liberal.
Mário Assad Júnior
Deputado federal
Brasília, DF

 

Roberto Campos

Ótima a reportagem sobre Roberto Campos ("O homem que tinha razão", 17 de outubro), um dos poucos homens de seu tempo que ousaram rediscutir os "consensos" sem deixá-los, por isso, transformar em dissensos
Renan Gonçalves de Faria
Barbacena, MG

Lamentável que a capa de VEJA não tenha sido sobre Roberto Campos. Existem homens que mudam o mundo, uma cidade, um país. Tivemos um e não soubemos aproveitá-lo verdadeiramente.
Valdi Augusto Beilfuss
Rio Brilhante, MS

Congratulo-me com a revista VEJA pela rara proficiência e singular brilhantismo com que se houve na reportagem in memoriam de um dos mais ilustrados brasileiros, o cuiabano Roberto Campos. Democrata da mais elevada linhagem, citava sempre o filósofo Karl Popper: "A democracia nem sequer é um método para assegurar que os melhores assumam o poder, é apenas para impedir que os piores se perpetuem no poder".
José da Cruz Bandeira
Campo Grande, MS

 

CORREÇÕES: Ao contrário do que foi publicado no quadro na reportagem "O destino do dinheiro" (17 de outubro), o deputado federal Flávio Derzi (PMDB-MS) foi eleito para sua terceira legislatura nas eleições de 1998, mas faleceu no dia 12 de agosto deste ano. * A cantora Gloria Trevi estava presa na carceragem da Polícia Federal, em Brasília, quando engravidou, e não no presídio da Papuda, como informou a seção Datas (17 de outubro). * O investimento de 400.000 reais na construção do laboratório especializado em quedas e fraturas de quadril e fêmur em idosos a que se refere a nota "Fraturas em idosos" (Para usar, 10 de outubro) foi feito pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo.

 

AI, HITLER!


A notícia do lançamento do livro O Segredo de Hitler, do historiador alemão Lothar Machtan ("Será que ele era?", 10 de outubro), desagradou a leitores de todo tipo. De militantes homossexuais a simpatizantes do ditador nazista. "Que diferença faz se o führer era gay ou não?", perguntou Bruna Rossin, 18 anos, que achou exagerada a atenção dada a um fato para ela irrelevante. "Pessoas promíscuas e degeneradas como o escritor Lothar Machtan acham que mentindo e caluniando as pessoas vão algum dia se tornar maioria", criticou o leitor que assina como Internauta-SP (Abborelli@aol.com). "Hitler teve uma filha com Eva Braun", defendeu Guilherme Dias Sampaio (guiods@bol.com.br), para quem o führer "foi um herói", numa afirmação que não encontra confirmação na História. "O que se esconde atrás desta repetida tentativa de homossexualizar Hitler (o próximo será Osama bin Laden!) é o desejo de associar homossexualidade à perversão, à marginalidade, à banda podre da humanidade", escreveu o militante homossexual baiano Luiz Mott.

 

 

UM OUTDOOR INFELIZ


Um número significativo de leitores escreveu à redação para manifestar desagrado com os dizeres do outdoor de VEJA da semana passada. Segundo eles, ao propor a escolha do terrorista Osama bin Laden para dirigir a seleção brasileira, a peça publicitária destoava da seriedade e da profundidade do conteúdo da reportagem de capa. "Não me parece que a revista semanal de maior circulação do país tenha de se servir de uma piadinha de mau gosto para vender mais", escreveu a leitora paulistana Marilena Kyrillos Fairbanks Barbosa. De Petrópolis (RJ), Cláudio Augusto Vieira da Silva manifestou a mesma reação: "Foi lamentável comparar o futebol à ação de fundamentalistas e às tragédias que deflagram". Guyta Haschelevici, do Rio de Janeiro, condenou o cartaz, que qualificou de "infeliz e sem propósito". O que houve? VEJA reconhece o mau gosto dos dizeres e se desculpa com seus leitores pela publicação da frase pretensamente bem-humorada no outdoor.



 
 
   
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