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Saída para
a crise energética
Ana Araujo

Nova
usina termelétrica em Cuiabá: dinheiro privado
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Os ataques
terroristas aos Estados Unidos, a reação militar que se
seguiu e o pânico provocado pela ameaça da guerra biológica
dominaram a atenção das pessoas em todo o mundo. No Brasil,
questões consideradas graves antes que a crise internacional dominasse
a atenção da opinião pública continuaram,
nesse período, a oferecer desafios ao governo e à sociedade.
Agora que arrefece um pouco a tensão no cenário internacional,
descobre-se que muitas daquelas questões tiveram encaminhamento
positivo. A crise energética é um exemplo disso. Embora
o problema continue merecendo a maior atenção no Nordeste,
onde os reservatórios permanecem em níveis críticos
e a economia de eletricidade chegou apenas à metade do esperado,
nas demais regiões do país o clima é de alívio.
As metas de racionamento estão sendo cumpridas e as chuvas voltaram
a cair no ritmo desejado, afastando, por enquanto, o espectro dos apagões.
Pegas de
surpresa pela crise aguda de energia, num dos episódios mais patéticos
do governo Fernando Henrique, as autoridades agiram com bastante eficiência
para debelá-la. Providências de curto prazo contornaram seus
efeitos mais danosos, minimizando os transtornos para a população.
Outras medidas mostram-se agora ainda mais significativas. Entre elas,
sobressai a decisão de construir 74 novas usinas geradoras de eletricidade,
que vão somar-se a 104 outras já programadas. Em 2005, quando
a maioria delas já estiver em atividade, vão produzir um
total de 30.000 megawatts quase a metade
da atual capacidade do parque brasileiro. Esses empreendimentos representam
mudanças importantes no perfil da geração de energia.
No passado, a maior parte dos investimentos na área partia do Estado
e se materializava na forma de gigantescas hidrelétricas. Agora,
o dinheiro sai em parte do bolso da iniciativa privada e é utilizado
para erguer principalmente pequenas e médias usinas termelétricas.
São avanços que, se não afastam totalmente o fantasma
da carência energética, mostram que a crise tem uma saída
viável. Veja reportagem.
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