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Tire o cavalinho da chuva, gente:
NÃO EXISTE GOVERNO DE ESQUERDA |
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ANOTASSÕES
O falecido e esquecido
presidente João Figueiredo, um radical, dizia que
todo indivíduo que ganha salário mínimo devia
dar um teco no quengo. Os chineses (a um país que administra
a vida de um bilhão, duzentos e 18 milhões de pessoas,
temos que perdoar muita coisa) a toda hora pegam um cidadão
que exagerou na falcatrua, levam prum campo de futebol e também
lhe dão um teco no quengo. Tomando o cuidado de não
estragar os órgãos, vendidos para transplante. Aqui
entre nós vocês acham que teco no quengo é
democrático?
Há bastante tempo a publicidade
o márquetingue, die propaganda, die reklame
atingiu o nível da indignidade. Não sei o que
faço. Faço o que posso. Peço a atores amigos
meus que não se envergonham de anunciar edifícios
"sem entrada", seguros de saúde com mulheres lindas e helicópteros
reluzentes e, last but not least, arapucas que emprestam
dinheiro a velhinhos desamparados: não falem mais comigo.
Manchete: "Lula é aplaudido
no velório". Do Arraes. E eu pensando que era o do Brasil.
Anatomia. Decidam de uma vez:
Lula fala pelos cotovelos, mete os pés pelas mãos,
não sabe onde tem o nariz, falta-lhe pulso, dá o passo
maior do que as pernas, tudo o que ouve entra por um ouvido e sai
pelo outro, tem o olho maior do que a barriga, não tem saco
pra administrar, ou, pura e simplesmente, não tem peito?
Mas, então, não
fazem outra coisa senão lavar dinheiro? Ora pois, não
são sujos apenas deslavados.
Lula, que vivia embriagado (pelo
poder), agora, de ressaca (do poder), deambula (!) de madrugada
pelos corredores do Palácio, sempre amargurado com a sucessão
(de si mesmo). Lhe ensinaram um solilóquio melancólico
que o presidente Dutra, nos idos de 50, também perturbado
por uma sucessão e por uma língua presa ,
repetia interminavelmente na sua solidão:
Xerá a xuxexão
xuxexo imenxo
Que poxa xer xamada xuxexão?
Xó, no palaxo, xoxegado,
penxo,
Xerá xuxexo ou xó
xacoalhaxão?
Proposta. Discutem dia
e noite sobre "Reforma Política". Tenho uma reivindicação
a fazer, que acredito totalmente revolucionária (como "eles"
gostam de apelidar tudo o que fazem ou falam): o VOTO CONTRA.
O cidadão e a cidadoa teriam dois votos, um a favor, outro
a desfavor. Se o candidato tivesse mais votos contra do que a favor,
estaria eliminado. O prazer de eliminar dissolutos é sempre
maior do que o de eleger ilibados (de difícil acesso) e até
diminuiria a zero a abstenção. Quem deixaria de ir
botar seu voto-contra em, por exemplo, Maluf? Ou, no Rio, em Garotinho?
É evidente que o objetivo
das CPIs é enrabar todo mundo, isto é, mostrar que
todos os parlamentares têm rabo. Mas, como mostra este documento,
os parlamentares têm até orgulho em exibir o seu.
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