Edição 1919 . 24 de agosto de 2005

Índice
Lya Luft
Millôr
Diogo Mainardi
Tales Alvarenga
André Petry
Roberto Pompeu de Toledo
Carta ao leitor
Entrevista
Cartas
Radar
Holofote
Contexto
Datas
Auto-retrato
Veja essa
Gente
VEJA Recomenda
Os livros mais vendidos
 
 

Cartas

 
"O maior consolo nesta enorme crise política é o PT não ser oposição. Caso contrário, o país já teria ultrapassado o caos."
Adriana Marcos Netto
Florianópolis, SC

Crise

O poder corrompe mesmo. O PT se deteriorou no seu exercício, tornando-se um grupamento político quase inviável. Enquanto a crise ética afeta a própria governabilidade do país, o presidente Lula, que foi contra a instalação das CPIs, demonstra sua total incapacidade para o cargo que ocupa. Seu discurso pedindo perdão e falando que foi traído, quando o traidor é ele próprio, é tão inconsistente quanto insuficiente ("Choque de realidade", 17 de agosto).
Carlos Alberto Dias Ferreira
Rio de Janeiro, RJ

Se o objetivo do assessor de Lula, ao escrever o discurso, foi passar segurança, confiança e tranqüilidade à nação, seu emprego corre um risco muito grande. Lula se sente traído e indignado como todos nós. Coitado. Quem é ele para resolver isso tudo? O presidente da República?
Josué Leonardo da Silva
Brasília, DF

O tratamento que VEJA tem dado ao presidente Lula, com relação aos atuais escândalos, está mais para perseguição do que para relato de fatos ou evidências. Parece que a revista já julgou e condenou o ex-metalúrgico, o que não considero lá muito honesto.
Haroldo Lopes
São Paulo, SP

Acusar a revista VEJA de não ser imparcial em relação ao governo e ao presidente é absurdo. VEJA condensa, uma vez por semana, todas as sujeiras que a imprensa relata, dia após dia, e que deixam a gente enojada. Absurdo é querer defender Lula diante de toda essa sordidez.
João U. Steinberg
São Paulo, SP

Li com muita atenção e não me surpreendi com a entrevista do doutor Hélio Bicudo, muito apropriadamente já chamado uma vez de "Senhor Direitos Humanos". O doutor Bicudo é um dos maiores expoentes na defesa dos direitos humanos, reconhecido por ser uma pessoa íntegra, lúcida, corajosa e justa ao longo de sua vida pessoal e profissional. Nos mandatos eletivos que brilhantemente já defendeu, sempre fez prevalecer os princípios de honradez e honestidade. Pena que, como homem de valores morais incorruptíveis, esteja afastado da administração pública, talvez não por sua própria vontade.
José Roberto Gennari
São Paulo, SP

O eminente mestre Hélio Bicudo nos mostra em sua entrevista que estamos diante do maior estelionato eleitoral de nossa história.
Vítor Menezes
Boa Esperança, MG

Tenho muito respeito ao caráter e à história de Hélio Bicudo, mas seu longo e antipatriótico silêncio só contribuiu para que o PT assumisse o poder e cometesse os descalabros que ora deixam atônita a nação. Afinal, ele tinha conhecimento de que a expressão máxima do partido, o atual presidente da República, "é mestre em esconder a sujeira embaixo do tapete" e somente agora, que o mal já está feito, traz a público esse lado negro do PT, desconhecido da maioria da sociedade (mas não por mim).
Pedro Henrique Geisel
Brasília, DF

É com muita tristeza que, como militante do PT há 25 anos, concordo em todos os pontos com o querido e sempre atuante militante jurista Hélio Bicudo. O partido começou a se perder quando se afastou da militância em busca de um poder a todo custo.
Natércia Teresa Belfort Almeida dos Santos
Rio de Janeiro, RJ

O jurista Hélio Bicudo foi muito generoso ao me incluir ao lado de pessoas da importância de Celso Furtado, Maria da Conceição Tavares, Maria Victoria Benevides e Fábio Konder Comparato como nomes que o presidente Lula deveria ter chamado para formular e executar um projeto de governo. Segundo ele, essas pessoas trabalharam no programa e foram depois deixadas de lado. Quero esclarecer apenas que não tive nenhuma participação nas discussões de programa de governo da candidatura Lula em 2002. Além disso, não sou nem nunca fui filiado ao PT. Não tinha, portanto, a menor expectativa de ser chamado a participar deste governo em posição de influência. Em retrospecto, acredito que possa acrescentar: nunca corri esse risco!
Paulo Nogueira Batista Jr.
São Paulo, SP

Neste domingo (14), alguns jornais ingleses publicaram "Brazil's corruption scandal deepens". Fico indignada e sonho com o dia em que o Brasil será conhecido não apenas por futebol, Carnaval, corrupção, crianças de rua. Não sei o que vou encontrar quando retornar ao Brasil, mas, como boa brasileira, ainda quero manter o otimismo. Essa é a qualidade do nosso povo: somos sobreviventes por natureza.
Silvia Lima
Londres, Inglaterra

Quando do episódio do impeachment do então presidente Collor, que foi indiciado por ter um tesoureiro corrupto que chantageava empresários, o presidente Lula foi ferozmente favorável à aprovação do impeachment, assim como todo o PT. Eu gostaria de saber: como o Lula de então reagiria ao Lulla de hoje?
Alexandre Berger
Miami Beach, Flórida, EUA

Diante da situação de extrema gravidade em que se encontra o país, se os políticos não forem responsabilizados pelo caixa dois e por toda a roubalheira, nenhum cidadão poderá ser punido por sonegação.
Marines Lovatel
Farroupilha, RS

Não posso mais achar que são pessoais as palavras de Diogo Mainardi contra o presidente. Não vejo motivos nem ações para discordar das críticas dos próprios petistas e fundadores do PT. Já cansei de poupar. Quero Lula longe de onde o coloquei. É horrendo o que o PT fez com o povo brasileiro.
Rafael Moreira do Nascimento
Joinville, SC

Como todos os brasileiros com um mínimo de bom senso, estou decepcionado com o PT, Lula e seu governo. Se Lula sabia de tudo, deve ser impedido e tratado como ladrão e mentiroso como qualquer outro bandido. Se não sabia, ora, que tipo de governante é esse que não sabe o que acontece diante de seu nariz?
Charles Bessel
St. Louis, Missouri, EUA

São de fato impressionantes os paralelos entre José Dirceu – junto com outros gatos gordos do PT – e os mais infames desdobramentos do famigerado Josef Stalin. Minha nossa, que criaturas horrendas Marx e Lênin pariram! ("A agonia de um partido", 17 de agosto)
Marcus Otavio Debiasi
Birmingham, Alabama, EUA

É inacreditável que, num país de Abins, Polícia Federal, Ministério Público, CPIs, Congresso Nacional, Poder Judiciário e o omisso governo de São Paulo, seja preciso VEJA ir até Avaré descobrir o senhor Toninho da Barcelona e dizer ao povo brasileiro que o moço quer falar. Será que todas essas "nobres" instituições são cegas, mudas e surdas? ("Ele quer contar tudo", 17 de agosto)
Valderi Trajano
Manaus, AM

No último dia 15, Dia do Solteiro, pensei melhor e concluí que tenho uma vida muito boa, com saúde, trabalho e, nos fins de semana, aquela cervejinha com os amigos. Essa reflexão me mostrou que é melhor eu estar encalhada aos 33 anos e acompanhada da revista VEJA do que alimentar um futuro com um namorado burro, ignorante, liso e mentiroso. Meu desejo de me casar com um homem bom está vivo, mas depois dessa crise política, com tamanha corrupção, que destruiu os sonhos de mulheres que como eu deliravam ao ver um coroa de paletó e gravata, se tornou mais difícil de realizar. Não entendo como dizem que essa roubalheira só não afetou um setor, o da economia. Não seria só o bolso dos envolvidos, quero dizer, dos bandidos envolvidos? Bom, ainda bem que, "doa em quem doer", VEJA não mente, está sempre perto e vigia, mostra, informa, educa, protege, prepara e defende um Brasil com ainda tanta gente boa.
Ruth Carla Corrêa da Silva
Arcoverde, PE

 

Carta ao leitor

O editorial da edição 1.918 de VEJA ("Demagogia e irresponsabilidade", Carta ao leitor, 17 de agosto) expressa claramente de que lado a revista está: ao lado do Brasil e de seu povo. Ao contrário do que muitos pensam. Parabéns!
Sérgio Peixoto Mendes
Porto Alegre, RS

Minha primeira assinatura de VEJA data de julho de 1980, mas a Carta ao leitor da edição 1.918 foi a mais digna e inteligente de todas, por mostrar o grau de demagogia e irresponsabilidade da maioria dos que fazem o Senado Federal.
Gilvanir Vieira de Figueiredo
Natal, RN

 

Cartas

Pela seção Cartas da edição 1.918 (17 de agosto) podemos ver que muitos leitores estão a favor do presidente Lula, discordando e até criticando a revista VEJA. A partir dessa análise é que reflito por que a "blindagem" do presidente existe. Afinal, grande parte do eleitorado ainda está com ele. Confesso que sempre fui PT de carteirinha, desde a sua fundação, e que também estava entre aquelas pessoas que se encontravam na arquibancada do estádio de Vila Euclides, em São Bernardo do Campo, no decorrer de 1978. O que posso afirmar, com certeza, é que a revista continua sempre imparcial, relatando-nos a verdade, doa a quem doer, inclusive aos 52 793 363 eleitores que, como eu, acreditaram na bandeira vermelha do PT.
Roberto Carlos Guidi
Mauá, SP

 

Bill Clinton

Parabéns pela oportuníssima entrevista com Bill Clinton ("O mundo é das ONGs", Amarelas, 17 de agosto). O trecho em que o entrevistado afirma que, "quando alguém se acha dono de toda a verdade e transforma isso em programa político, esse alguém acha que pode matar quem discorda dele" sintetiza o drama que sofremos pelo desgoverno do PT e pela má orientação dos petistas.
Heloisa Ribeiro
São José dos Campos, SP

Foi preciso que uma personalidade de destaque como um ex-presidente dos EUA colocasse o assunto para que a mídia desse atenção. O assunto é o trabalho desse imenso batalhão formado pelas ONGs. Não apenas as ONGs que trabalham a conscientização ecológica e ambiental, mas em todas as frentes de batalha, seja a social, a educativa, de acolhimento ou de incentivo, todo esse novo tecido de "ongueiros" que irá formar a base para uma sociedade melhor e mais justa.
Mara Caloi
Vice-presidente da ONG Projeto Sol
São Paulo, SP

A firmeza de propósitos do ex-presidente americano em resolver conflitos pela paz é digna de reflexão por todos nós. Numa época em que, por quaisquer diferenças, mínimas que sejam, os atuais governantes logo ameaçam com exércitos e bombas, o ex-presidente, que em sua gestão conseguiu que palestinos e judeus se dessem as mãos nos jardins da Casa Branca, continua sua pregação sistemática pela paz.
João Oscar Carneiro Zanelli
Presidente do Lions Clube
Ubá, MG

Concordamos e apoiamos o ex-presidente Bill Clinton, que propõe uma ação global social, e não somente economia globalizada. Sugerimos que em vez de constituir uma ONG, como pensa, poderia valer-se da estrutura do Rotary International, que está presente em 166 países, tem mais de 1,2 milhão de membros e completou em fevereiro último 100 anos de fundação. Ao Rotary International não faltam experiências; portanto teríamos a garantia de resultados positivos.
Ary Silveira Bueno
Rotary Clube
Santo André, SP

Se o planeta Terra tivesse de eleger um presidente, essa pessoa seria Bill Clinton. Impressionante sua visão abrangente dos problemas socioeconômicos nos quatro pontos do planeta.
Marcos Tadeu Meirelles
São Paulo, SP

 

Bioplastia

Referente à matéria "Injeta, amassa, estufa..." (17 de agosto), eu, como criador da técnica da bioplastia e responsável por seu desenvolvimento no Brasil, gostaria de salientar que a bioplastia, por mais simples que seja, não se reduz a "mais um" procedimento estético. É uma técnica simples, mas não deixa de ser um procedimento médico. Por isso, cabe a nós, médicos, orientar os pacientes a buscar um profissional competente, que já tenha aprendido essa técnica e sido treinado nela. Só assim poderemos assegurar a saúde e a satisfação de nossos pacientes.
Almir Moojen Nácul
Porto Alegre, RS

 

Carne vermelha

Parabéns pelo artigo sobre as carnes vermelhas. Há muito tempo que só ouvimos ou lemos notícias condenando o consumo desse tipo de carne, quando na verdade as carnes magras, uma das características da carne bovina, são nutricionalmente muito importantes numa alimentação balanceada e saudável. Que os mitos comecem a ser desfeitos!
Albino Luchiari Filho, Ph.D.
Departamento de Engenharia de Alimentos da USP
São Paulo, SP

 

Crise 2

Estranho a celeuma em torno da rescisão do contrato de trabalho com o PT do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Paguei do meu próprio bolso, a partir de maio de 2003, a dívida atribuída ao então dirigente do PT em dezembro de 2002 (cujo valor contestei por ocasião do distrato), levado por dois motivos principais: a quantia de 29 436,26 reais já estava contabilizada como dívida na prestação de contas do PT e, portanto, não havia como acolher minha contestação de que parte desse valor não era devida; depois, porque me senti na obrigação, por ser o procurador legalmente nomeado para resolver a questão. Volto a explicar que os quatro pagamentos foram realizados em dinheiro, tendo em vista que os comprovantes dos depósitos tinham de ser emitidos pelo Banco do Brasil em nome de Luiz Inácio Lula da Silva, a quem era imputado o suposto débito na rescisão contratual. Se os compromissos fossem saldados com cheques ou transferência de conta-corrente, apareceria como depositante Paulo Okamotto. Aí, sim, se justificaria a celeuma ("O enigma do empréstimo a Lula", 17 de agosto).
Paulo Okamotto
Diretor-presidente do Sebrae
www.sebrae.com.br

 

André Petry

Com precisão, André Petry mostra em "O mensalão do aborto" (17 de agosto) como é difícil avançar na garantia dos direitos das mulheres. Mostra também como é frágil o compromisso deste governo com as questões sociais, não titubeando no sacrifício da laicidade do nosso Estado. No entanto, o processo de debate sobre a necessidade de revisão da legislação sobre o aborto, que ganhou visibilidade com a Conferência Nacional de Política para as Mulheres, ampliou o apoio de setores importantes, em especial de reconhecidos profissionais dos meios de comunicação. Há muito ainda que caminhar, mas fica cada vez mais claro para outros setores da sociedade, além das feministas, que o aborto é uma questão de saúde pública, justiça social e de democracia.
Maria José Rosado
São Paulo, SP

Ser a favor da descriminalização do aborto equivale a ser conivente com o assassinato de embriões e fetos, pois o ser humano, desde o ovo até o fim da vida, passa por diversas fases de desenvolvimento em processo de autoconstrução e auto-organização.
Sérgio Vicentin
Curitiba, PR

O artigo revela quanto estamos atrasados em relação aos temas de saúde pública e quão controlados somos pela mão "pesada" da Igreja Católica, que insiste em fechar os olhos para a realidade. Mesmo com o aborto sendo considerado crime pela legislação brasileira, de 750.000 a 1 milhão de mulheres são vítimas de práticas malfeitas, segundo os dados de internação do Sistema Único de Saúde (SUS).
Gilberta Soares
Secretária executiva do Jornadas Brasileiras pelo Direito ao Aborto Legal e Seguro
João Pessoa, PB

 

Tales Alvarenga

Durante o período em que freqüentei a pós-graduação na USP, do que muito me orgulho, pois o grupo de professores de ortodontia é muito bom, recebi muitas mensagens de outros departamentos promovendo o PT e recomendando votar no Lula e em sua turma. Uma vez cheguei a trocar insultos após ter recebido uma lista de artistas e supostos notáveis que votariam em Lula. Observei que a lista era composta de nomes de pessoas que nunca trabalharam na vida. A excelente coluna de Tales Alvarenga em VEJA ("O silêncio do avestruz", 17 de agosto) me despertou uma vontade imensa de retribuir aos intelectuais da USP, lembrando-lhes quanto eram idiotas ao importunar com propaganda do PT quem estudava nas bibliotecas daquela brilhante instituição.
Paulo Cezar Ogeda
Campo Grande, MS

 

Diogo Mainardi

Corajoso o artigo "Chega de ética, Nassif" (17 de agosto). Afinal, os brasileiros estão cansados de mentiras, de esquemas, de Justiça que não funciona, de pessoas covardes que só se manifestam em off, como também daquelas que se expressam parcialmente, esquecendo a ética, quando tratam de seus interesses pessoais.
João Urquisa Valença Filho
Por e-mail

A propósito da menção ao BNDES no artigo "Chega de ética, Nassif", de Diogo Mainardi, é necessário esclarecer: 1) o site Dinheiro Vivo recebeu anúncios – no caso, banners – do BNDES como muitos outros meios de comunicação de todo o país: jornais, TVs, rádios, revistas e também portais e sites de internet, como UOL, iG, Terra, MSN, Globo.com. O critério da programação de mídia é exclusivamente técnico, sem interferência do BNDES no conteúdo editorial do veículo. 2) O fato de ser acionista da Telemar não indica que o BNDES interfira na gestão da empresa. Esse, aliás, é o comportamento do BNDES em todas as mais de 100 empresas brasileiras de cujo capital participou, participa ou venha a participar.
Paulo Totti
Assessor de imprensa
Rio de Janeiro, RJ

 

Stephen Kanitz

O artigo de Stephen Kanitz "A iminente reforma política" (17 de agosto) demonstra com lucidez e clareza de raciocínio incomparáveis que há luz no fim do túnel. Diante da enxurrada de lama que varre o cenário político nacional, parece salutar a adoção de medidas como a redução do número de parlamentares na Câmara dos Deputados, a introdução do voto distrital pleno e, mesmo, a criação do sistema de primárias.
Wellington Cacemiro
Cachoeiro de Itapemirim, ES

 

Empreendedorismo

A matéria "A ordem na papelada" (Guia, 17 de agosto) orienta os leitores a procurar um contador para a elaboração de contrato social. O único profissional habilitado a prestar assessoria para a elaboração de quaisquer tipos de contratos é o advogado (Lei nº 8906/94, art. 1.º).
Vinicius Pereira de Assis
Vitória, ES

 

CORREÇÕES: Knesset é o nome do Parlamento israelense, e não uma cidade ("Uma orquestra em nome da paz", 10 de agosto). Dom Amaury Castanho é bispo emérito de Jundiaí. O bispo diocesano de Jundiaí é dom Gil Antônio Moreira (Veja essa, 17 de agosto).
Stella Liebeck, citada na reportagem "Prejudicou, pagou" (nesta edição, pág. 114), ganhou uma indenização de 2,9 milhões de dólares do McDonald's por ter sofrido queimaduras graves ao destampar um copo de café comprado na lanchonete. Essa indenização foi revista e reduzida para 640 000 dólares, mas as partes acabaram fazendo um acordo cujas bases não foram reveladas.

 

 

O IMPEACHMENT E OS DIREITOS POLÍTICOS

A respeito do quadro "A bomba lançada pelo marqueteiro" (17 de agosto), o leitor João Henrique Rennó Matos, de Itajubá, em Minas Gerais, escreveu: "Caso o presidente seja julgado por crime de responsabilidade – impeachment – e, ao final, condenado, perderá o cargo e o direito de exercer função pública por oito anos – e não cinco, como publicado –, nos termos do artigo 52, parágrafo único, da Constituição Federal". Matos tem razão. Eis o que diz o citado parágrafo: "Nos casos previstos nos incisos I e II, funcionará como Presidente o do Supremo Tribunal Federal, limitando-se a condenação, que somente será proferida por dois terços dos votos do Senado Federal, à perda do cargo, com inabilitação, por oito anos, para o exercício de função pública, sem prejuízo das demais sanções judiciais cabíveis".

 

ERRO DE PONTE

Comentando o quadro "No coração de Londres", na reportagem que tratou dos atentados terroristas na Inglaterra (13 de julho), o leitor Henrique Correia escreveu: "Na reprodução do centro de Londres há um desenho da famosa Tower Bridge com a legenda identificando-a (erradamente) como Ponte de Londres". Correia informa que a Ponte de Londres é outra, e sua construção remonta aos tempos dos romanos (43 d.C.). "Foi a primeira obra erguida sobre o Rio Tâmisa", diz o leitor. Ela foi demolida e reconstruída diversas vezes ao longo dos séculos e a ponte atual foi inaugurada em 1972.

 

JUSTIÇA GAÚCHA

A reportagem "Tem até um lado humano!" (27 de julho) tratou da avalanche de e-mails que chega aos membros da CPI dos Correios e citou o caso da mensagem recebida pelo senador Alvaro Dias (PSDB-PR) de uma suposta garota de programa que relatava conversas de clientes sobre o que poderia ser um esquema de sentenças judiciais no Rio Grande do Sul. O desembargador Aristides Pedroso de Albuquerque, corregedor-geral da Justiça, mandou apurar o assunto e recebeu do senador paranaense a seguinte resposta: "Considerando ser a mensagem apócrifa, é mister destacar que esta não mereceu atenção por ostensiva falta de credibilidade. Imaginamos que o e-mail em tela tenha sido remetido com outras motivações, que não dizem respeito aos trabalhos de investigação que têm sido conduzidos pela CPMI dos Correios com responsabilidade e isenção. Por esta razão não foi considerado e, portanto, sumariamente deletado".

 
 
 
 
topovoltar