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Edição 1 761 - 24 de julho de 2002
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Tomou Viagra

Pfizer compra a Pharmacia
e dispara na liderança mundial

 
AP
Linha de produção do Viagra: remédio é a maior vedete da Pfizer

Fusões são comuns entre as companhias farmacêuticas. Mesmo assim, os analistas se surpreenderam na semana passada com o anúncio de uma megafusão. A americana Pfizer, maior fabricante de medicamentos do planeta, comprou a Pharmacia, consolidando ainda mais sua liderança em um mercado que movimenta mais de 300 bilhões de dólares por ano. Com a união, que custou 60 bilhões de dólares, o faturamento das duas empresas pula para perto de 50 bilhões de dólares, quase o dobro da receita de sua principal concorrente, a inglesa GlaxoSmithKline. A Pfizer, que tem um dos produtos mais famosos do mundo, o Viagra, a pílula contra a impotência sexual, terá em seu cardápio doze medicamentos com vendas anuais superiores a 1 bilhão de dólares. Quem toma remédio para baixar o colesterol, contra a hipertensão, depressão, artrite, glaucoma ou insônia dificilmente sairá de uma farmácia a partir de agora sem adquirir um produto da nova Pfizer/Pharmacia.

Além de um considerável reforço no caixa, a Pfizer ampliará para 7 bilhões de dólares seus investimentos em pesquisa, considerado um dos pontos altos da transação. Nos últimos anos, a indústria diminuiu sua capacidade de lançar medicamentos no mercado. Em 2001, foram colocados 31 novos produtos na praça americana. Há dez anos, foram 52. A escassez de novidades se deve ao aumento do custo para o desenvolvimento de um produto, que está em cerca de 800 milhões de dólares, mais que o dobro do dinheiro gasto há quinze anos. Outra dificuldade para a indústria é que as autoridades sanitárias estão cada vez mais rigorosas quanto às questões de segurança e eficácia dos medicamentos e exigem testes mais rígidos e amplos. Antes, um remédio era testado em cerca de 1.000 pacientes, hoje é preciso avaliá-lo com no mínimo 4.000 pessoas. Ao movimento da Pfizer, acreditam os consultores, devem se seguir outros meganegócios. Daqui para a frente, é briga de titãs.

 
 
   
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