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Tomou
Viagra
Pfizer compra a Pharmacia
e dispara na liderança mundial
AP
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| Linha
de produção do Viagra: remédio é a maior
vedete da Pfizer |
Fusões
são comuns entre as companhias farmacêuticas. Mesmo assim,
os analistas se surpreenderam na semana passada com o anúncio de
uma megafusão. A americana Pfizer, maior fabricante de medicamentos
do planeta, comprou a Pharmacia, consolidando ainda mais sua liderança
em um mercado que movimenta mais de 300 bilhões de dólares
por ano. Com a união, que custou 60 bilhões de dólares,
o faturamento das duas empresas pula para perto de 50 bilhões de
dólares, quase o dobro da receita de sua principal concorrente,
a inglesa GlaxoSmithKline. A Pfizer, que tem um dos produtos mais famosos
do mundo, o Viagra, a pílula contra a impotência sexual,
terá em seu cardápio doze medicamentos com vendas anuais
superiores a 1 bilhão de dólares. Quem toma remédio
para baixar o colesterol, contra a hipertensão, depressão,
artrite, glaucoma ou insônia dificilmente sairá de uma farmácia
a partir de agora sem adquirir um produto da nova Pfizer/Pharmacia.
Além
de um considerável reforço no caixa, a Pfizer ampliará
para 7 bilhões de dólares seus investimentos em pesquisa,
considerado um dos pontos altos da transação. Nos últimos
anos, a indústria diminuiu sua capacidade de lançar medicamentos
no mercado. Em 2001, foram colocados 31 novos produtos na praça
americana. Há dez anos, foram 52. A escassez de novidades se deve
ao aumento do custo para o desenvolvimento de um produto, que está
em cerca de 800 milhões de dólares, mais que o dobro do
dinheiro gasto há quinze anos. Outra dificuldade para a indústria
é que as autoridades sanitárias estão cada vez mais
rigorosas quanto às questões de segurança e eficácia
dos medicamentos e exigem testes mais rígidos e amplos. Antes,
um remédio era testado em cerca de 1.000 pacientes, hoje é
preciso avaliá-lo com no mínimo 4.000 pessoas. Ao movimento
da Pfizer, acreditam os consultores, devem se seguir outros meganegócios.
Daqui para a frente, é briga de titãs.
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