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VEJA Recomenda
DVDs
Fotos
divulgação
 | | Ledger,
em Casanova: de caubói a sedutor |
Casanova
(Estados Unidos, 2005. Buena Vista) O italiano Giacomo Casanova foi um
dos personagens mais fascinantes do século XVIII: não apenas o sedutor
irreprimível que se conhece (e que Federico Fellini, por exemplo, retratou
em seus aspectos mais trágicos), mas também um inventor, espião,
diplomata, estudioso da lei e até mágico. Não que isso interesse
muito ao diretor sueco Lasse Hallström ou ao australiano Heath Ledger, que
assumiu o papel após seu excelente desempenho em O Segredo de Brokeback
Mountain. Casanova é, para eles, o pretexto para uma farsa romântica
ligeira, cujo maior trunfo é exatamente a recusa em se levar (ou a qualquer
outra coisa) a sério. Até a perseguição obstinada
que a Santa Inquisição promoveu a ele é, aqui, motivo de
brincadeira. O filme chega ao DVD sem ter passado pelos cinemas brasileiros.
Curtindo a Vida Adoidado (Ferris Bueller's
Day Off, Estados Unidos, 1986. Paramount) Faz duas décadas que
cineastas diversos tentam repetir o casamento felicíssimo de elenco, tom
e roteiro que resultou em Curtindo a Vida Adoidado. Mas não adianta:
esse é o "filme de adolescente" definitivo e insuperável. Partindo
de uma idéia simples no último ano do 2º grau, Ferris
Bueller (Matthew Broderick) decide viver um dia inesquecível na companhia
da namorada e do melhor amigo , o diretor John Hughes compilou 102 minutos
de joie de vivre e cenas antológicas, como aquela em que Ferris
canta Twist and Shout, dos Beatles, durante uma parada nas ruas de Chicago.
Por causa dos ótimos extras, essa edição vem com o selo "para
colecionador". Mas o que realmente vale colecionar aqui é o filme, que
parece imune ao tempo. CINEMA
 | | A
Noiva Síria: casar é assunto de Estado |
A
Noiva Síria (The Syrian Bride, Israel/França/Alemanha, 2004.
Desde sexta-feira em cartaz em São Paulo e no Rio de Janeiro) Na
intrincada geopolítica do Oriente Médio, até casar pode ser
assunto de Estado. Tome-se o exemplo de Mona (Clara Khoury): ela é de etnia
drusa, mora num vilarejo das Colinas de Golan que apóia a Síria,
mas está ocupado por Israel, e foi prometida para um primo que vive em
Damasco. Assim que atravessar a fronteira em direção ao noivo, nunca
mais poderá retornar. Não bastassem essas tensões
e outras mais, de ordem familiar , um carimbo errado em seu passaporte precipita
um impasse que, de forma quase imperceptível, conduz esse belo filme do
diretor israelense Eran Riklis da leveza à tragédia.
LIVROS Port
Mungo, de Patrick McGrath (tradução de Celso Nogueira; Companhia
das Letras; 264 páginas; 42,50 reais) Filho de um psiquiatra, McGrath
traçou impressionantes retratos da loucura em romances como Manicômio
e Spider. Em Port Mungo, o autor inglês volta a tratar
de uma mente perturbada, dando um toque "gótico" e original ao velho tema
do flerte entre gênio artístico e insanidade. O personagem central
é Jack Rathbone, um jovem pintor que abandona o elegante meio artístico
de Nova York, nos anos 50, para viver, à la Gauguin, em uma ilha tropical
de Honduras com sua amante Vera Savage. Quem conta a história é
Gin, a devotada irmã de Jack e ela nem sempre é confiável
na sua versão dos fatos, o que só incrementa o clima de mistério
do livro. Leia
trecho. A
Dama e o Unicórnio, de Tracy Chevalier (tradução
de Beatriz Horta; Bertrand Brasil; 288 páginas; 33 reais) Em Moça
com Brinco de Pérola, a americana Tracy Chevalier criou ficção
em torno de uma pintura do holandês Johannes Vermeer. Nesse novo livro,
a inspiração é o conjunto de tapeçarias conhecido
como A Dama e o Unicórnio, uma das mais belas peças do Museu
Cluny, em Paris. A história se passa no fim do século XV, quando
um nobre de Paris, Jean Le Viste, encomenda ao miniaturista Nicolas des Innocents
que desenhe seis tapeçarias comemorativas para marcar sua ascensão
à corte francesa. Nicolas consegue convencer Le Viste a mudar o tema da
obra: no lugar das vitórias militares do nobre, as tapeçarias vão
retratar os cinco sentidos com uma elaborada alegoria em que figuram um unicórnio
e uma misteriosa dama. Leia
trecho. DISCOS Mozart:
a Flauta Mágica, Claudio Abbado & Mahler Chamber Orchestra
(Universal) Seis anos atrás, o regente italiano Claudio Abbado abandonou
o cargo de diretor artístico da prestigiosa Filarmônica de Berlim
argumentando que preferia estudar mais e dedicar-se a orquestras jovens. Os trabalhos
recentes do maestro mostram que suas declarações não eram
jogo de cena. A Flauta Mágica, primeiro registro em disco de Abbado
para a ópera do compositor austríaco Wolfang Amadeus Mozart (1756-1791),
é uma performance inspirada. O elenco de primeira linha é encabeçado
pela soprano húngara Erika Miklósa, que dá um banho como
a Rainha da Noite. Destaca-se também a interpretação da Mahler
Chamber Orchestra, grupo criado pelo próprio Abbado em 1997 e que desde
então se tornou sua menina-dos-olhos.  |  | | Joyce
e Dori: parceria de classe | |
Rio-Bahia,
Joyce e Dori Caymmi (Biscoito Fino) Projeto feito sob encomenda para o
mercado inglês e japonês, esse disco reúne dois dos artistas
brasileiros mais respeitados no exterior. Recentemente, a cantora e compositora
carioca Joyce caiu nas graças dos DJs ingleses, que gostam de aproveitar
a batida suingada de seu violão. Já Dori, filho mais velho do baiano
Dorival Caymmi, vive em Los Angeles e participou de discos de Diana Krall, Diane
Reeves e outras musas do jazz. Rio-Bahia é um projeto de canções
inéditas, como Fora de Hora, parceria de Dori com Chico Buarque,
e Daqui, composição de Joyce e do produtor Rodolfo Stroeter.
Atenção também para a faixa-título, que traz um solo
do pianista americano Kenny Werner. |