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Arte Monet
em plena forma O fim da reforma do Orangerie devolve
a luminosidade natural às Ninféias Remy
de La Mauviniere/AP
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à visitação: os grandes murais de novo em destaque |
Foram seis longuíssimos anos e 36 milhões de dólares na reforma.
Custou, mas enfim, na quarta-feira 17, o museu de l'Orangerie, em Paris, reabriu
suas portas e devolveu oito enormes e magníficas telas da série
Ninféias, de Claude Monet, à luz do dia. Construído
em 1852 como estufa para o cultivo de árvores cítricas do vizinho
Jardim das Tulherias, o Orangerie serviu posteriormente de quadra de esportes,
palco de apresentações musicais e salão de exposições;
durante a I Guerra Mundial, chegou a acomodar armas e soldados. Em 1927, foi transformado
em museu justamente para abrigar os oito painéis de 2 metros de altura
e até 17 de largura, doados pelo próprio Monet, retratando os jardins
de sua casa em Giverny, que ele pintou incansavelmente nos últimos trinta
anos de vida. Por mais de três décadas, eles reinaram sozinhos em
dois salões ovais especialmente projetados, dispostos de forma que uma
metade reproduz o amanhecer e a outra, o anoitecer. A concorrência chegou
na década de 60, na forma da coleção Walter-Guillaume. Para
receber as obras de Cézanne, Renoir, Matisse, Modigliani e Picasso, entre
outros, que pertenceram ao colecionador Paul Guillaume, o museu ganhou um 2º
andar, que bloqueou a luz natural que até então iluminava as
Ninféias. Com a reforma, esse piso foi demolido e as obras lá
expostas, remanejadas para uma nova galeria no subsolo do museu, também
parcialmente banhada pela luz externa. AFP
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Orangerie no século XIX: estufa, quadra esportiva e salão antes
de virar museu |
"A parte mais importante
do nosso trabalho foi restaurar a iluminação natural, que era tão
fundamental a Monet", declarou Olivier Brochet, o arquiteto-chefe do projeto.
"O estudo da luz é a base do movimento impressionista. Quisemos restaurar
o que era a essência desse prédio, que já foi descrito como
a Capela Sistina do impressionismo", disse ele. Durante os seis anos de obra
quatro além do planejado, por causa da descoberta de ruínas de um
muro do século XVI na área onde seria construída a nova galeria
, as celebradas Ninféias não saíram do museu,
protegidas por anteparos ultra-reforçados, vedados e ligados a alarmes.
"Em uma ou duas ocasiões, por causa das vibrações, as flores
gritaram e os trabalhadores tiveram de parar", conta Brochet. Agora, podem respirar
aliviadas. E o público pode voltar a apreciá-las como seu criador
imaginou. |