Edição 1957 . 24 de maio de 2006

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Ops, erraram de Guy

 

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Goma no ar, ao vivo e a cores: sotaque francês e respostas vagas

Numa portaria da BBC em Londres, Guy Goma, congolês, negro, encorpado, estudante de administração, aguardava uma entrevista de emprego na área de informática. Em outra, Guy Kewney, inglês, magro, loiro, olhos azuis, especialista em tecnologia, aguardava a hora de uma entrevista ao vivo. Um produtor apressado, um idioma mal falado, uma confusão com a palavra "entrevista" e pronto: lá estava Goma no estúdio, sendo inquirido sobre a briga da Apple dos Beatles com a Apple dos computadores. Com forte sotaque francês, deu respostas vagas e desconexas a três perguntas antes que a apresentadora, notando-o "ofegante e nervoso", encerrasse a conversa. Goma, que pensou ser aquele um teste de admissão, achou a entrevista "muito curta" e queixou-se da falta de tempo para se preparar. A BBC pediu desculpas pelo "equívoco".

 

Senhores, sua atenção, por favor

De Gualeguaychú para o mundo: Evangelina Carrozzo, 26 anos, estudante de nutrição e primeira cabrocha do Carnaval da pequena cidade argentina na fronteira com o Uruguai, não pára de viajar e receber convites desde que, (des)vestida a caráter, burlou a segurança e exibiu um cartaz diante dos dirigentes (Lula, inclusive) presentes à Cúpula América Latina-Caribe, em Viena. No cartaz, o protesto do Greenpeace contra o projeto de construção de uma fábrica de papel uruguaia na região – causa, diga-se, que Evangelina não abraça. Nem essa nem nenhuma, aliás. "Ela não é ativista. Foi o Greenpeace que teve a idéia", diz o irmão, Rúben. A organização confirma que trocou os militantes de praxe pela morena de biquíni como forma de atrair atenções para Gualeguaychú. Deu certo.

 

Nos cinemas, Gisele com dublagem

 

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Como Allyson, uma das altas e magras do roteiro: coque e óculos

É assim, de coque e óculos de grau, que Gisele Bündchen aparece em O Diabo Veste Prada, seu segundo papel no cinema americano. No filme, ela é Allyson, uma das obrigatoriamente magras, altas, bonitas e bem-vestidas garotas que trabalham para a revista de moda Runway, dirigida com mão-de-ferro pela intratável e arrogante Miranda Priestley, vivida por Meryl Streep e, segundo as más línguas, inspirada em Anna Wintour, da Vogue. A estréia oficial nos Estados Unidos está marcada para 30 de junho (no Brasil, para setembro), e Gisele, que gravou tudo em um dia, avisa: "Faço só uma pontinha".

 

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Luciana: Carnaval canadense no Dia das Mães


Majestade em qualquer circunstância

Vida de rainha da bateria não é fácil. Dois meses e meio depois do Carnaval, em pleno Dia das Mães, Luciana Gimenez e seus súditos da Imperatriz Leopoldinense foram dar o tom momesco ao Brazilian Carnival Ball, evento beneficente que todo ano sacode Toronto, no Canadá – sem ganhar nada, afirma, além de passagens e estadia. "De Carnaval mesmo só teve um desfile de fantasias ao som da bateria. O resto do tempo era rock, música eletrônica", descreve Luciana, que foi embora às 23h30, "antes do Frank Sinatra". Foi animado? "Bom... um animado canadense." A quem interessar possa: ela garante que tudo o que transborda do decote do vestido assinado por Danillo Uitch é natural.

 

Tudo por uma boa causa

Com um lance de 60.000 libras (quase 250.000 reais), Philip Green, dono de uma rede de lojas de departamentos, arrematou a prenda mais cobiçada de um estrelado leilão beneficente em Londres: um beijo da modelo Kate Moss. Patroa do lado, Green achou por bem ceder o mimo para o segundo maior lance – no caso, de Jemima Khan, socialite, namorada do ator Hugh Grant (que não estava presente). Jemima aproximou a bochecha; Kate enlaçou-lhe o pescoço e aplicou um beijo na boca com todos os acompanhamentos. Um convidado contou: "Durou pouco mais de um minuto". A platéia riu e aplaudiu.

 

Editado por Lizia Bydlowski. Colaborou Laura Ming

 
 
 
 
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