Edição 1957 . 24 de maio de 2006

Índice
Millôr
Claudio de Moura Castro
Diogo Mainardi
André Petry
Roberto Pompeu de Toledo
Carta ao leitor
Entrevista
Cartas
Radar
Holofote
Contexto
Datas
Veja essa
Gente
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Cartas

 
"VEJA acerta ao mostrar que O Código da Vinci é uma fantasia. Não passa de uma tentativa do escritor de tirar o pé da lama."
Edson Márcio Barbosa dos Santos Silva
União dos Palmares, AL

 

O Código Da Vinci

A criatividade de Dan Brown impressiona, ao juntar textos bíblicos com fatos históricos. Mas ele não conseguiu provar nada contra nem uma linha escrita da Bíblia. O que me intriga é por que tantas pessoas querem buscar verdades em uma obra de ficção – pois é nessa prateleira que se encontra O Código Da Vinci ("O código de milhões", 17 de maio).
René Ribeiro
São Paulo, SP  

Os mitos e verdades sobre a vida de Jesus não devem ser impostos por um livro ou uma revista. Dizer se são "verdades" ou "mentiras" absolutas os fatos apresentados por Dan Brown é de uma responsabilidade muito grande, cabendo a cada cristão, em seu livre-arbítrio, decidir para que lado a balança deve pesar mais.
Rodrigo Paes Lima
Goiânia, GO  

Não li o livro e pretendo assistir ao filme como quem procura uma diversão no fim de semana, mas o que vou levar como conhecimento adquirido é o que se pode ver na matéria "O código de milhões", encontrada estrategicamente no final da revista, no espaço reservado às críticas e recomendações sobre obras literárias, cinematográficas e musicais do Brasil e do mundo. Parabéns a VEJA pela matéria e pela indicação de minha diversão nesta sexta-feira.
Adriano Wagner Matias Ribeiro
João Pessoa, PB  

Lendo a reportagem de VEJA desta semana sobre O Código Da Vinci pude esclarecer uma série de dúvidas que surgiram à medida que eu lia o livro. Apesar de todo o suspense e da trama bem elaborada por Dan Brown, ao ler esse best-seller mais de uma vez fiquei atordoada, sem saber se a história relatada era verídica ou mera ficção, e creio que o mesmo aconteceu com outros inúmeros leitores pelo mundo. Mas, graças às informações apresentadas pela revista de maneira clara e objetiva, agora posso formular uma opinião substancial sobre livro e autor.
Natália Cipresso
Por e-mail  

Fico muito feliz pela reportagem tão oportuna que a revista VEJA fez sobre o livro O Código Da Vinci. É intrigante como os temas centrais do livro, tão rechaçados pela comunidade científica especializada, estão chamando tanto a atenção das pessoas esclarecidas.
Roberval Silva
Recife, PE

 

Edward Wilson

Parabéns a VEJA pela entrevista com o lúcido biólogo Edward Wilson (Amarelas, 17 de maio), que aos 76 anos mostra que sabe muito bem o caminho das pedras. Quem dera vozes como a do senhor Wilson tivessem sempre espaço em todas as mídias, principalmente levando em conta o obscurantismo que ainda existe em pleno século XXI.
Luiz Carlos C. Pereira
Juiz de Fora, MG

Boa parte da "briga" religião versus ciência não faz sentido. Sobre a origem do mundo e da vida, a religião se propõe a explicar "o quê" e "por quê", enquanto a ciência procura responder apenas a "como". Assim, ciência e religião são complementares. Quanto à pergunta clássica sobre as origens ("O mundo é obra do acaso ou criação de uma inteligência superior?"), essa é uma questão filosófica – quem precisar de provas, de um lado ou de outro, vai se desiludir.
Henriette Monteiro Cordeiro de Azeredo
Fortaleza, CE  

Não posso concordar com a afirmação de que somos "a espécie mais sagrada do planeta". Somos apenas mais uma espécie! Todas são sagradas e estão sujeitas, queiramos ou não, ao que chamamos de evolução.
Marly Rangel
Salvador, BA

 

Daniel Dantas

Meu avô ensinava: a verdade, mesmo que magoe. Por isso, pergunto: o que seria do Brasil sem VEJA? Essa revista foi a responsável direta pela transformação que nosso país passou, desde a era Collor. Repórteres, redatores, enfim, todos os que fazem essa conceituada revista: continuem assim. Tenho certeza de que os brasileiros honestos apóiam todas as denúncias das falcatruas e desmandos que acontecem aqui ("A guerra nos porões", 17 de maio).
Kátia Azevedo
Natal, RN  

Lula acusa VEJA de ter praticado "crime" pela reportagem de supostas contas de petistas no exterior, ele inclusive. Crime cometeu o iletrado e todos os seus auxiliares de primeiro escalão (Dirceu, Gushiken, Palocci, Delúbio, Silvinho; é verdade que todos já se foram, faltando apenas o mestre), ao aparelhar o governo com esses corruptos do seu partido. A quem ele pensa que engana com essa conversa de nada sei, nada vi?
Paulo Cardoso da Silva Jr.
São Paulo, SP  

Quanta energia para atacar VEJA, presidente! Excelente o seu progresso. Pena não ter usado 10% dessa energia para defender-se das acusações quando "Silvinho Amnésia Land Rover" o apontou como um dos cabeças do PT!
Jeremias Rodrigues
Pindamonhangaba, SP  

Quero através desta correspondência apenas cumprimentá-los pela resposta à altura ao presidente Lula. Acho que os jornalistas tachados de bandidos deveriam procurar meios de processá-lo. Acho que essa reportagem deveria ir a fundo, pois, se ele se ofendeu tanto, é certo que está escondendo alguma coisa.
Lúcio Carmo de Oliveira Gomes
Taguatinga, DF  

O senhor Daniel Dantas deve mesmo ser alguém muito influente. Depois de sofrer tantos ataques, ainda tem munição para deixar o Brasil de cabelo em pé.
Tulio Alcântara Valente
Resende, RJ  

A revista VEJA trouxe reportagem na qual afirma que um espião contratado pelo senhor Daniel Dantas teria revelado a existência de conta bancária no exterior, em meu nome. Trata-se de mais uma manobra espúria do banqueiro Daniel Dantas, com claro objetivo de manipular a opinião pública e esconder os inconfessáveis interesses do grupo econômico que ele comanda. Réu em vários processos no Brasil e no estrangeiro, o banqueiro tenta se projetar como vítima, embora suas práticas ilegais sejam de amplo conhecimento. Quero afirmar de modo veemente que não possuo conta bancária no exterior, recursos em moeda estrangeira ou qualquer outro patrimônio distinto daqueles publicamente declarados à União e à Receita Federal. Considero lamentável que se dê credibilidade e espaço para consagrar um padrão informativo que corresponda a endossar toda e qualquer denúncia, fundada em provas ou não. Dessa forma, abre-se o caminho para a proliferação da difamação e da calúnia. Diante das agressões do banqueiro Daniel Dantas e do grupo Opportunity, veiculadas na matéria de VEJA, adotarei todas as medidas judiciais cabíveis para a defesa de minha honra.
Luiz Gushiken
Núcleo de Assuntos Estratégicos
Brasília, DF

 

Lya Luft

Extraordinário o artigo "A república dos alucinados", de Lya Luft (Ponto de vista, 17 de maio). Ela conseguiu, como ninguém, desvendar o que ocorre no Brasil, um país cada dia mais humilhado e fora de controle, cada dia mais desrespeitado e sem o amparo de alguma autoridade que defenda seus interesses, nossa honra e nossa soberania.
Marcelo de Paula Oliveira
Petrópolis, RJ

 

Daniel Dantas 2

Com relação à reportagem "A guerra nos porões", esclareço que a Comissão de Valores Mobiliários julgou vários inquéritos envolvendo o grupo Opportunity e seus executivos, condenando ou absolvendo os indiciados segundo os critérios que estão expostos nos votos proferidos, disponíveis ao público na internet. É natural que os condenados e terceiros critiquem as penas, por interesses diversos. Por isso mesmo cabe recurso de todas as sanções. O que não parece correto é insinuar, sem ouvir a CVM ou examinar os detalhes dos inúmeros casos, que a autarquia, que nos seus trinta anos de existência tem sido um exemplo de moralidade pública, tenha beneficiado quem quer que seja.
Marcelo Trindade
Presidente da Comissão de Valores Mobiliários
Rio de Janeiro, RJ

 

Software livre

Com relação à matéria "O grátis saiu mais caro" (17 de maio), gostaríamos de esclarecer que o software livre é uma opção estratégica do governo federal por reduzir custos, ampliar a concorrência, gerar empregos e desenvolver o conhecimento e a inteligência do Brasil nessa área. Esclarecemos que, somente com o Serviço Federal de Processamento de Dados (Serpro), citado no texto, obtivemos redução de custos de cerca de 14,8 milhões de reais ao implantar o software livre, que exigiu investimentos em serviços e treinamento de apenas 396.000 reais. As vagas abertas para concurso público nos últimos anos tiveram o objetivo de atender às várias áreas de atuação, desde desenvolvimento de sistemas, área de rede, datacenter, administrativa até software livre, para citar algumas. O desenvolvimento dos padrões e-PING adotados pelo governo para a troca digital de dados e informações possibilitou importantes avanços na comunicação entre as bases de dados oficiais. No caso do imposto de renda, a opção por torná-lo multiplataforma faz parte da estratégia do governo de adotar soluções universais – melhor ainda se forem mais econômicas. A respeito da suposta "utilização pelo governo Lula das conquistas eletrônicas da administração anterior", temos a informar que o consórcio Vesta/Unisys teve seu contrato rescindido pelo governo federal no dia 20 de dezembro de 2002, no apagar das luzes da antiga administração.
Rogério Santanna
Secretário executivo do Comitê Executivo de Governo Eletrônico
Ministério do Planejamento
Brasília, DF

 

Valerioduto

Sobre a matéria "O crime compensou" (17 de maio), em que se insinua ilegalidade na contratação de duas gráficas gaúchas para a produção de material, o Ministério da Educação (MEC) esclarece que: 1) a contratação de gráficas para a produção de material para a Comunicação Social do MEC obedeceu aos trâmites legais. Conforme prevê o contrato com as duas agências de publicidade que prestam serviços ao MEC, cabe a elas fazer cotação de preços, sempre atendendo à exigência de apresentação de, no mínimo, três propostas, com a indicação da mais adequada para a sua execução. Portanto, não é necessário haver licitação a cada trabalho; 2) as agências de publicidade têm orientação de ampliar o número de fornecedores que participam das tomadas de preços, fazendo cotação em diversas praças, para garantir economia de recursos; 3) o material gráfico impresso no Rio Grande do Sul atendeu a esses requisitos contratuais, dentro dos limites da legalidade. A contratação das gráficas realizou-se mediante cotação nacional de orçamentos; 4) os dois trabalhos citados na matéria foram contratados utilizando-se rigorosamente o mesmo critério dos demais e resultaram em economia aos cofres públicos de 148.200 reais, levando-se em consideração o preço do segundo colocado.
Vera Flores
Coordenadora de comunicação social e ordenadora de despesa da publicidade
Ministério da Educação
Brasília, DF

CORREÇÃO: Ao contrário do que foi publicado no quadro "As falhas na legislação nuclear brasileira" (Contexto, 17 de maio), as usinas Angra I e II têm plano de emergência. O último foi realizado em outubro de 2005.

 

LUTA PELO CACAU BRASILEIRO

VEJA mostrou um balanço da devastação provocada pela vassoura-de-bruxa nas lavouras de cacau, problema que esquenta a cabeça dos produtores brasileiros há mais de quinze anos (Contexto, "Varreram o cacau do mapa da produção", 26 de abril). Débora Carvalho Borges Santos, prefeita da cidade de Camacan, na região cacaueira da Bahia, escreveu à redação relatando que seu município foi um dos mais atingidos pela praga, com conseqüências socioeconômicas graves: desemprego, favelização, êxodo rural e perdas de receitas municipais. Segundo Débora, a vassoura-de-bruxa chegou oficialmente à região cacaueira em 1989. "A partir de 1997, empreendemos uma luta pela revitalização do setor, conduzindo e estimulando o processo de clonagem dos cacaueiros, na esperança de ver recompostas as fazendas", diz. No próximo 4 de junho, Dia Internacional do Cacau, que será comemorado em Camacan, a prefeita espera que a região se una para reacender os debates e tentar encontrar uma solução de longo prazo para a lavoura cacaueira, que, segundo ela, já proporcionou receitas da ordem de 1 bilhão de dólares em exportações.

 

STF DIGITALIZA O MENSALÃO

Os leitores André Lemos, de Belo Horizonte, e Ronaldo Borges de Oliveira, de Goiânia, sugeriram a digitalização do inquérito do mensalão como forma de agilizar o processo judicial (Cartas, 10 de maio). Na semana passada, a leitora Erica Moreira, funcionária da Justiça em Brasília, escreveu à redação de VEJA: "Gostaria de compartilhar com os leitores da revista que a sugestão de digitalizar o inquérito do mensalão foi acatada pelo Supremo, que mais uma vez merece os aplausos da população por estar envidando esforços para evitar que tudo acabe em pizza". Erica envia o texto da reportagem "STF digitaliza autos do inquérito do mensalão", publicada no site do STF. A íntegra da matéria pode ser lida na seção Últimas Notícias da página do Supremo na internet (http://www.stf.gov.br/).

 
 
 
 
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