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Cartas
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"VEJA acerta ao mostrar que O Código
da Vinci é uma fantasia. Não passa de uma
tentativa do escritor de tirar o pé da lama."
Edson Márcio Barbosa dos
Santos Silva
União dos Palmares,
AL |
O Código Da Vinci
A criatividade de Dan Brown impressiona,
ao juntar textos bíblicos com fatos históricos. Mas
ele não conseguiu provar nada contra nem uma linha escrita
da Bíblia. O que me intriga é por que tantas
pessoas querem buscar verdades em uma obra de ficção
pois é nessa prateleira que se encontra O Código
Da Vinci ("O código de milhões", 17 de maio).
René Ribeiro
São Paulo, SP
Os mitos e verdades sobre a vida
de Jesus não devem ser impostos por um livro ou uma revista.
Dizer se são "verdades" ou "mentiras" absolutas os fatos
apresentados por Dan Brown é de uma responsabilidade muito
grande, cabendo a cada cristão, em seu livre-arbítrio,
decidir para que lado a balança deve pesar mais.
Rodrigo Paes Lima
Goiânia, GO
Não li o livro e pretendo
assistir ao filme como quem procura uma diversão no fim de
semana, mas o que vou levar como conhecimento adquirido é
o que se pode ver na matéria "O código de milhões",
encontrada estrategicamente no final da revista, no espaço
reservado às críticas e recomendações
sobre obras literárias, cinematográficas e musicais
do Brasil e do mundo. Parabéns a VEJA pela matéria
e pela indicação de minha diversão nesta sexta-feira.
Adriano Wagner Matias Ribeiro
João Pessoa, PB
Lendo a reportagem de VEJA desta
semana sobre O Código Da Vinci pude esclarecer uma
série de dúvidas que surgiram à medida que
eu lia o livro. Apesar de todo o suspense e da trama bem elaborada
por Dan Brown, ao ler esse best-seller mais de uma vez fiquei atordoada,
sem saber se a história relatada era verídica ou mera
ficção, e creio que o mesmo aconteceu com outros inúmeros
leitores pelo mundo. Mas, graças às informações
apresentadas pela revista de maneira clara e objetiva, agora posso
formular uma opinião substancial sobre livro e autor.
Natália Cipresso
Por e-mail
Fico muito feliz pela reportagem
tão oportuna que a revista VEJA fez sobre o livro O Código
Da Vinci. É intrigante como os temas centrais do livro,
tão rechaçados pela comunidade científica especializada,
estão chamando tanto a atenção das pessoas
esclarecidas.
Roberval Silva
Recife, PE
Edward Wilson
Parabéns a VEJA pela entrevista
com o lúcido biólogo Edward Wilson (Amarelas, 17 de
maio), que aos 76 anos mostra que sabe muito bem o caminho das pedras.
Quem dera vozes como a do senhor Wilson tivessem sempre espaço
em todas as mídias, principalmente levando em conta o obscurantismo
que ainda existe em pleno século XXI.
Luiz Carlos C. Pereira
Juiz de Fora, MG
Boa parte da "briga" religião
versus ciência não faz sentido. Sobre a origem do mundo
e da vida, a religião se propõe a explicar "o quê"
e "por quê", enquanto a ciência procura responder apenas
a "como". Assim, ciência e religião são complementares.
Quanto à pergunta clássica sobre as origens ("O mundo
é obra do acaso ou criação de uma inteligência
superior?"), essa é uma questão filosófica
quem precisar de provas, de um lado ou de outro, vai se desiludir.
Henriette Monteiro Cordeiro de Azeredo
Fortaleza, CE
Não posso concordar com
a afirmação de que somos "a espécie mais sagrada
do planeta". Somos apenas mais uma espécie! Todas são
sagradas e estão sujeitas, queiramos ou não, ao que
chamamos de evolução.
Marly Rangel
Salvador, BA
Daniel Dantas
Meu avô ensinava: a verdade,
mesmo que magoe. Por isso, pergunto: o que seria do Brasil sem VEJA?
Essa revista foi a responsável direta pela transformação
que nosso país passou, desde a era Collor. Repórteres,
redatores, enfim, todos os que fazem essa conceituada revista: continuem
assim. Tenho certeza de que os brasileiros honestos apóiam
todas as denúncias das falcatruas e desmandos que acontecem
aqui ("A guerra nos porões", 17 de maio).
Kátia Azevedo
Natal, RN
Lula acusa VEJA de ter praticado
"crime" pela reportagem de supostas contas de petistas no exterior,
ele inclusive. Crime cometeu o iletrado e todos os seus auxiliares
de primeiro escalão (Dirceu, Gushiken, Palocci, Delúbio,
Silvinho; é verdade que todos já se foram, faltando
apenas o mestre), ao aparelhar o governo com esses corruptos do
seu partido. A quem ele pensa que engana com essa conversa de nada
sei, nada vi?
Paulo Cardoso da Silva Jr.
São Paulo, SP
Quanta energia para atacar VEJA,
presidente! Excelente o seu progresso. Pena não ter usado
10% dessa energia para defender-se das acusações quando
"Silvinho Amnésia Land Rover" o apontou como um dos cabeças
do PT!
Jeremias Rodrigues
Pindamonhangaba, SP
Quero através desta correspondência
apenas cumprimentá-los pela resposta à altura ao presidente
Lula. Acho que os jornalistas tachados de bandidos deveriam procurar
meios de processá-lo. Acho que essa reportagem deveria ir
a fundo, pois, se ele se ofendeu tanto, é certo que está
escondendo alguma coisa.
Lúcio Carmo de Oliveira Gomes
Taguatinga, DF
O senhor Daniel Dantas deve mesmo
ser alguém muito influente. Depois de sofrer tantos ataques,
ainda tem munição para deixar o Brasil de cabelo em
pé.
Tulio Alcântara Valente
Resende, RJ
A revista VEJA trouxe reportagem
na qual afirma que um espião contratado pelo senhor Daniel
Dantas teria revelado a existência de conta bancária
no exterior, em meu nome. Trata-se de mais uma manobra espúria
do banqueiro Daniel Dantas, com claro objetivo de manipular a opinião
pública e esconder os inconfessáveis interesses do
grupo econômico que ele comanda. Réu em vários
processos no Brasil e no estrangeiro, o banqueiro tenta se projetar
como vítima, embora suas práticas ilegais sejam de
amplo conhecimento. Quero afirmar de modo veemente que não
possuo conta bancária no exterior, recursos em moeda estrangeira
ou qualquer outro patrimônio distinto daqueles publicamente
declarados à União e à Receita Federal. Considero
lamentável que se dê credibilidade e espaço
para consagrar um padrão informativo que corresponda a endossar
toda e qualquer denúncia, fundada em provas ou não.
Dessa forma, abre-se o caminho para a proliferação
da difamação e da calúnia. Diante das agressões
do banqueiro Daniel Dantas e do grupo Opportunity, veiculadas na
matéria de VEJA, adotarei todas as medidas judiciais cabíveis
para a defesa de minha honra.
Luiz Gushiken
Núcleo de Assuntos Estratégicos
Brasília, DF
Lya Luft
Extraordinário o artigo "A república
dos alucinados", de Lya Luft (Ponto de vista, 17 de maio). Ela conseguiu,
como ninguém, desvendar o que ocorre no Brasil, um país
cada dia mais humilhado e fora de controle, cada dia mais desrespeitado
e sem o amparo de alguma autoridade que defenda seus interesses,
nossa honra e nossa soberania.
Marcelo de Paula Oliveira
Petrópolis, RJ
Daniel Dantas 2
Com relação à reportagem
"A guerra nos porões", esclareço que a Comissão
de Valores Mobiliários julgou vários inquéritos
envolvendo o grupo Opportunity e seus executivos, condenando ou
absolvendo os indiciados segundo os critérios que estão
expostos nos votos proferidos, disponíveis ao público
na internet. É natural que os condenados e terceiros critiquem
as penas, por interesses diversos. Por isso mesmo cabe recurso de
todas as sanções. O que não parece correto
é insinuar, sem ouvir a CVM ou examinar os detalhes dos inúmeros
casos, que a autarquia, que nos seus trinta anos de existência
tem sido um exemplo de moralidade pública, tenha beneficiado
quem quer que seja.
Marcelo Trindade
Presidente da Comissão de Valores Mobiliários
Rio de Janeiro, RJ
Software livre
Com relação à matéria
"O grátis saiu mais caro" (17 de maio), gostaríamos
de esclarecer que o software livre é uma opção
estratégica do governo federal por reduzir custos, ampliar
a concorrência, gerar empregos e desenvolver o conhecimento
e a inteligência do Brasil nessa área. Esclarecemos
que, somente com o Serviço Federal de Processamento de Dados
(Serpro), citado no texto, obtivemos redução de custos
de cerca de 14,8 milhões de reais ao implantar o software
livre, que exigiu investimentos em serviços e treinamento
de apenas 396.000 reais. As vagas abertas para concurso público
nos últimos anos tiveram o objetivo de atender às
várias áreas de atuação, desde desenvolvimento
de sistemas, área de rede, datacenter, administrativa até
software livre, para citar algumas. O desenvolvimento dos padrões
e-PING adotados pelo governo para a troca digital de dados e informações
possibilitou importantes avanços na comunicação
entre as bases de dados oficiais. No caso do imposto de renda, a
opção por torná-lo multiplataforma faz parte
da estratégia do governo de adotar soluções
universais melhor ainda se forem mais econômicas. A
respeito da suposta "utilização pelo governo Lula
das conquistas eletrônicas da administração
anterior", temos a informar que o consórcio Vesta/Unisys
teve seu contrato rescindido pelo governo federal no dia 20 de dezembro
de 2002, no apagar das luzes da antiga administração.
Rogério Santanna
Secretário executivo do Comitê Executivo de Governo
Eletrônico
Ministério do Planejamento
Brasília, DF
Valerioduto
Sobre a matéria "O crime compensou"
(17 de maio), em que se insinua ilegalidade na contratação
de duas gráficas gaúchas para a produção
de material, o Ministério da Educação (MEC)
esclarece que: 1) a contratação de gráficas
para a produção de material para a Comunicação
Social do MEC obedeceu aos trâmites legais. Conforme prevê
o contrato com as duas agências de publicidade que prestam
serviços ao MEC, cabe a elas fazer cotação
de preços, sempre atendendo à exigência de apresentação
de, no mínimo, três propostas, com a indicação
da mais adequada para a sua execução. Portanto, não
é necessário haver licitação a cada
trabalho; 2) as agências de publicidade têm orientação
de ampliar o número de fornecedores que participam das tomadas
de preços, fazendo cotação em diversas praças,
para garantir economia de recursos; 3) o material gráfico
impresso no Rio Grande do Sul atendeu a esses requisitos contratuais,
dentro dos limites da legalidade. A contratação das
gráficas realizou-se mediante cotação nacional
de orçamentos; 4) os dois trabalhos citados na matéria
foram contratados utilizando-se rigorosamente o mesmo critério
dos demais e resultaram em economia aos cofres públicos de
148.200 reais, levando-se em consideração o preço
do segundo colocado.
Vera Flores
Coordenadora de comunicação social e ordenadora de
despesa da publicidade
Ministério da Educação
Brasília, DF
CORREÇÃO: Ao contrário
do que foi publicado no quadro "As falhas na legislação
nuclear brasileira" (Contexto, 17 de maio), as usinas Angra I e
II têm plano de emergência. O último foi realizado
em outubro de 2005.
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LUTA PELO CACAU BRASILEIRO
VEJA
mostrou um balanço da devastação
provocada pela vassoura-de-bruxa nas lavouras de cacau,
problema que esquenta a cabeça dos produtores
brasileiros há mais de quinze anos (Contexto,
"Varreram o cacau do mapa da produção",
26 de abril). Débora Carvalho Borges Santos,
prefeita da cidade de Camacan, na região cacaueira
da Bahia, escreveu à redação relatando
que seu município foi um dos mais atingidos pela
praga, com conseqüências socioeconômicas
graves: desemprego, favelização, êxodo
rural e perdas de receitas municipais. Segundo Débora,
a vassoura-de-bruxa chegou oficialmente à região
cacaueira em 1989. "A partir de 1997, empreendemos uma
luta pela revitalização do setor, conduzindo
e estimulando o processo de clonagem dos cacaueiros,
na esperança de ver recompostas as fazendas",
diz. No próximo 4 de junho, Dia Internacional
do Cacau, que será comemorado em Camacan, a prefeita
espera que a região se una para reacender os
debates e tentar encontrar uma solução
de longo prazo para a lavoura cacaueira, que, segundo
ela, já proporcionou receitas da ordem de 1 bilhão
de dólares em exportações.
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STF DIGITALIZA O
MENSALÃO
Os
leitores André Lemos, de Belo Horizonte, e Ronaldo
Borges de Oliveira, de Goiânia, sugeriram a digitalização
do inquérito do mensalão como forma de
agilizar o processo judicial (Cartas, 10 de maio). Na
semana passada, a leitora Erica Moreira, funcionária
da Justiça em Brasília, escreveu à
redação de VEJA: "Gostaria de compartilhar
com os leitores da revista que a sugestão de
digitalizar o inquérito do mensalão foi
acatada pelo Supremo, que mais uma vez merece os aplausos
da população por estar envidando esforços
para evitar que tudo acabe em pizza". Erica envia o
texto da reportagem "STF digitaliza autos do inquérito
do mensalão", publicada no site do STF. A íntegra
da matéria pode ser lida na seção
Últimas Notícias da página do Supremo
na internet (http://www.stf.gov.br/).
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