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Edição 1 748 - 24 de abril de 2002
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Mais um fortão

The Rock luta pelo posto que
Schwarzenegger deixou vago

Isabela Boscov

 
Divulgação
O escorpião rei: até simpático

Graças ao bizarro fascínio dos americanos pela luta livre, seus astros do ringue cada vez mais ganham posições de destaque em áreas não relacionadas ao pugilato de mentirinha. Eles já contam em suas fileiras um governador – Jesse Ventura, do Estado de Minnesota – e acabam de dar ao mundo um novo ícone das telas. Trata-se de The Rock, nome de guerra de Dwayne Johnson, que agradou à platéia de O Retorno da Múmia como um guerreiro que era meio homem, meio escorpião. Agradou tanto, na verdade, que ganhou um filme só seu: O Escorpião Rei (The Scorpion King, Estados Unidos, 2002), que estréia nesta sexta-feira no país. Nessa aventura, conhece-se a origem do personagem. The Rock faz o último representante de uma linhagem de assassinos, que é contratado para matar uma feiticeira. Não que ele tenha algo contra a moça, que é bem jeitosa. É que graças a ela um tirano que está aquartelado na cidade de Gomorra (aquela mesma da Bíblia) não pára de expandir seus domínios. Não há aí, obviamente, pretensões de fidelidade à realidade histórica, ou a qualquer outra. O diretor Chuck Russell, de O Máskara, investe no kitsch, no humor e na capacidade do astro de estapear seus oponentes. É uma espécie de Conan, o Bárbaro sem as cenas mais explícitas, e até que divertido (desde que se aprecie o gênero). E The Rock, por sua vez, é uma espécie de Arnold Schwarzenegger redivivo. Como o austríaco, não é desprovido de simpatia e tem bíceps do tamanho de um brasileiro médio. Como ele, também, deve ter uma carreira infinita enquanto dure.

   
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