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Bancoop"Andar
aos abraços e beijos com Chávez, Morales e os trogloditas irmãos
Castro demonstra o baixo nível dessa turma que envergonha o povo brasileiro
e deixa na miséria aqueles que foram enganados no caso Bancoop." A reportagem de capa de
VEJA é estarrecedora. Dizia Oscar Wilde que "o mundo é um grande
palco, pena o enredo ser tão ruim". O grau de imoralidade suplantou
todas as expectativas da opinião pública. Foi destampada a panela
da corrupção, exalando mau cheiro para todo o país. Esperamos
todos nós que mais esse caso não tenha o final de um dramalhão
ante o bocejar da plateia cansada. Ao olhar para a capa de VEJA, fiquei
me perguntando: para onde nós caminhamos? Sim, porque a prática
da corrupção continua grassando solta país afora e a impressão
que se tem é de que a sociedade brasileira está anestesiada, incluindo-se
aí uma boa parcela da imprensa, que deveria estampar em suas primeiras
páginas todos os dias apelos para que as autoridades legalmente constituídas
tomassem as providências cabíveis. Não é crível
que continuemos paralisados, como se essa roubalheira não tivesse um significado
profundamente nefasto para esta geração, mas principalmente para
as gerações futuras, que certamente nos cobrarão pela omissão
nesses processos todos. Parabéns, VEJA, por mais
esse serviço prestado ao povo brasileiro. Essa reportagem traz à
luz o elo que faltava entre as ações sorrateiras desses gatunos
de carteirinha que insistem em espoliar o país. Trata-se de mais um capítulo
do já extenso dossiê da triste política brasileira. Até
quando teremos de esperar pelas punições? Felizmente, outubro vem
aí.
Lula e a ditadura cubanaNunca
antes neste país nossa diplomacia esteve em mãos de tão ignóbil
mensageiro ("A opção pelo carrasco", 17 de março).
Desconhece os direitos humanos para todos os cidadãos do mundo e aplica
sua própria lei, sempre em defesa do que há de pior, parecendo ser
o dono da verdade. Ghandi se remexe no túmulo; Mandela, Obama e outros
mais estão lavando as mãos em água corrente, para não
deixar rastros de terem apertado sua mão. O
apoio que Lula negou aos presos políticos cubanos, ele e seu partido deram aos
sequestradores brutais de Abilio Diniz, que declaravam agir para obter recursos
com os quais financiariam a revolução socialista na América
Latina.
Veja EssaAcho
que os moradores dos prédios chiques de Copacabana deveriam levar o presidente
Lula à Justiça para que ele esclareça quem é o bandido que
reside por lá, como ele insinuou na Rocinha.
J.R. GuzzoFiquei arrepiada com as palavras de J.R.Guzzo sobre a
Cidade Administrativa de Minas Gerais, em Belo Horizonte ("Área de
risco", 17 de março). Finalmente, mãos não comprometidas
em bater palmas escreveram que o rei está nu. E sua definição
de "centro cultural" deveria figurar no Aurélio, no Houaiss e onde mais a inteligência se possa manifestar. Quero
congratular-me com o jornalista José Roberto Guzzo pelo primoroso e irretocável
artigo sobre a badalada Cidade Administrativa de Minas Gerais. Era tudo o
que eu queria dizer, mas, nestas plagas mineiras, é impossível fazê-lo,
dado que o governador Aécio goza de unanimidade incontrastável.
Aqui não é possível externar nenhuma opinião diferente,
simplesmente porque toda a mídia o apoia de forma servil. Para
a grande maioria dos mineiros, a Cidade Administrativa de Minas Gerais é
reflexo de uma gestão eficiente, justa, competente e digna de aplausos.
Parabéns ao governo de Minas e a todos os mineiros por mais uma grande
conquista. Certamente somos referência para a maioria dos outros estados
da federação.
Adriano e JoanaÉ
notório que tudo no Flamengo é superdimensionado por mídia
e torcida, seja uma conquista, seja um fracasso. Um jogador de futebol, antes
de mais nada, é um ser humano, mesmo que para muitos seja um ídolo
ou até mesmo um deus, um imperador. Adriano era um risco, e o Flamengo
sabia disso ao trazê-lo de volta. Um risco que valeu a pena: em 2009, o
Imperador foi essencial para que o escudo de campeão brasileiro esteja
hoje bordado na camisa do Flamengo. Adriano é um caso que tem de ser
tratado com dureza e firmeza, porém, sem jamais perder a ternura. ("O
barraco armado pelo Imperador", 17 de março).
Estado de comaÉ acalentador ler a reportagem "Coma. O
dia em que eu morri" (17 de março) e saber que tantas pessoas saem
sem sequelas dessa situação. Após uma isquemia mesentérica
aguda, mesmo num hospital de referência, minha sobrinha saiu
da UTI sem enxergar. Nossa dor é imensa, ainda corremos atrás
da medicina tentando recuperar sua visão. Que VEJA continue a nos dar bons
esclarecimentos e esperanças!
Lya LuftA humanidade pródiga diante das injustiças, responsáveis
pela exclusão social e miséria, necessita urgentemente ocupar-se
do amor, permitir-se a ele. A humanidade precisa aprender a viver de modo fraterno
e solidário. Mover os corações no sentido de os desiguais
darem as mãos. Amar, compreendendo e seguindo o caminho da partilha entre
todos ("Quando a natureza mata", 17 de março).
O assassinato de GlaucoGlauco estava andando num terreno perigoso: ministrando uma droga
para ajudar viciados. Ele não tinha fundamentação científica
para fazer isso, e todo mundo sabe que alguns doidos matam como se estivessem
vendo televisão. Santo Daime nada, santa inocência ("A morte
do cartunista", 17 de março).
Grupo OngoingO Grupo Ongoing é apontado como sendo cliente de consultoria
de José Dirceu, o que não corresponde à realidade ("O
maior lobista do país", 3 de março). José Dirceu não
foi, em 2009, nem é consultor do Grupo Ongoing. José Dirceu é
colunista do jornal Brasil Econômico, e essa é a
única relação que existe com as empresas do grupo. Trata-se
de uma personalidade com conhecimento efetivo da realidade brasileira, que integra
um painel de comentaristas do jornal que inclui Michel Temer, Roberto Freire,
Aluízio Nunes Ferreira, Antonio Carlos Peixoto de Magalhães Neto,
Luiz Gonzaga Belluzo e Gustavo Fruet, entre outros.
Bancoop 2Escrevo para contestar a informação que atribui
ao doleiro Lucio Funaro declaração segundo a qual a Eletros, fundo
de pensão da Eletrobrás, seria um dos cinco fundos que teriam
seus investimentos direcionados pelo senhor João Vaccari Neto, tesoureiro
do PT, na época do "escândalo do mensalão" ("12%,
o pedágio do PT", 17 de março). Na condição
de diretor financeiro da Eletros na ocasião, posso garantir que jamais
nenhum centavo dos investimentos do nosso fundo foi aplicado sob influência,
seja do PT, seja de qualquer partido político. Essa informação
pode ser comprovada pelo exame dos autos da chamada CPI dos Correios, também
citada na reportagem, que mostram de modo claro que, depois de exaustiva investigação,
foi constatado que a Eletros não participou de nenhuma forma, direta
ou indiretamente, de quaisquer investimentos realizados a partir de direcionamento
político.
J.R. Guzzo 2Se há livros, filmes e arquitetura ruins, há também
os textos ruins. Para todos eles, ao contrário da dinamite sugerida pelo
autor, há a explosão do debate. J.R. Guzzo adentra uma "área
de risco" ao demonstrar uma visão estreita do que é, e do
que pode ser, a arquitetura ("Área de risco", J.R. Guzzo, 17
de março). "A combinação entre a mania de grandeza
dos governos e a arrogância dos arquitetos", condenada pelo autor,
foi historicamente o combustível para a construção de muitas
das grandes obras da arquitetura, a exemplo de Paris, citada pelo mesmo. Qual
seria o profissional indicado e legalmente habilitado a repensar a paisagem
das grandes cidades senão o arquiteto? Toda metrópole é
um palimpsesto cultural, palco das possibilidades do contraste como gerador
de grandes espaços urbanos, caso do Centro George Pompidou, ainda na
capital francesa. Definir a obra de Niemeyer como cansada e previsível
é negar o que Calvino define como o livro clássico, aquele que
nunca acaba de dizer o que tem a dizer. A arquitetura é arte pública,
cívica e de vanguarda, e, independentemente de questões políticas,
iniciativas como o novo centro administrativo mineiro trazem um novo estímulo
diante da crise de qualidade na produção arquitetônica atual
do país. |