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Home  »  Revistas  »  Edição 2157 / 24 de março de 2010


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Leitor

Assuntos mais comentados
Caso Bancoop (capa)
Lula e a ditadura cubana
Lya Luft
J.R. Guzzo
Assassinato de Glauco

Bancoop

"Andar aos abraços e beijos com Chávez, Morales e os trogloditas irmãos Castro demonstra o baixo nível dessa turma que envergonha o povo brasileiro e deixa na miséria aqueles que foram enganados no caso Bancoop."
Lari Beltrame
Porto Alegre, RS

A reportagem de capa de VEJA é estarrecedora. Dizia Oscar Wilde que "o mundo é um grande palco, pena o enredo ser tão ruim". O grau de imoralidade suplantou todas as expectativas da opinião pública. Foi destampada a panela da corrupção, exalando mau cheiro para todo o país. Esperamos todos nós que mais esse caso não tenha o final de um dramalhão ante o bocejar da plateia cansada.
Flavio Lauria Ferreira
Manaus, AM

Ao olhar para a capa de VEJA, fiquei me perguntando: para onde nós caminhamos? Sim, porque a prática da corrupção continua grassando solta país afora e a impressão que se tem é de que a sociedade brasileira está anestesiada, incluindo-se aí uma boa parcela da imprensa, que deveria estampar em suas primeiras páginas todos os dias apelos para que as autoridades legalmente constituídas tomassem as providências cabíveis. Não é crível que continuemos paralisados, como se essa roubalheira não tivesse um significado profundamente nefasto para esta geração, mas principalmente para as gerações futuras, que certamente nos cobrarão pela omissão nesses processos todos.
Zulma Jacinto Garcia
Curitiba, PR

Parabéns, VEJA, por mais esse serviço prestado ao povo brasileiro. Essa reportagem traz à luz o elo que faltava entre as ações sorrateiras desses gatunos de carteirinha que insistem em espoliar o país. Trata-se de mais um capítulo do já extenso dossiê da triste política brasileira. Até quando teremos de esperar pelas punições? Felizmente, outubro vem aí.
Alberto Carrano Moreira
Recife, PE

Alexandre Schneider
SOFRIMENTO SEM FIM
Clóvis Pardo, aposentado: "Comprei um apartamento em São Paulo, paguei os 78 000 do contrato, mas só ergueram duas das três torres prometidas. A minha parou no meio. Eles queriam mais 30 000 reais, mas eu não tinha mais de onde tirar dinheiro. Hoje, ainda moro de favor na casa da minha sogra"

 

Lula e a ditadura cubana

Nunca antes neste país nossa diplomacia esteve em mãos de tão ignóbil mensageiro ("A opção pelo carrasco", 17 de março). Desconhece os direitos humanos para todos os cidadãos do mundo e aplica sua própria lei, sempre em defesa do que há de pior, parecendo ser o dono da verdade. Ghandi se remexe no túmulo; Mandela, Obama e outros mais estão lavando as mãos em água corrente, para não deixar rastros de terem apertado sua mão.
Maria Angela Pelachini
Valle Burkert
São Paulo, SP

O apoio que Lula negou aos presos políticos cubanos, ele e seu partido deram aos sequestradores brutais de Abilio Diniz, que declaravam agir para obter recursos com os quais financiariam a revolução socialista na América Latina.
Gilberto Geraldo Garbi
Curitiba, PR

 

Veja Essa

Acho que os moradores dos prédios chiques de Copacabana deveriam levar o presidente Lula à Justiça para que ele esclareça quem é o bandido que reside por lá, como ele insinuou na Rocinha.
Adalberto T. Azevedo
Por e-mail

 

J.R. Guzzo

Fiquei arrepiada com as palavras de J.R.Guzzo sobre a Cidade Administrativa de Minas Gerais, em Belo Horizonte ("Área de risco", 17 de março). Finalmente, mãos não comprometidas em bater palmas escreveram que o rei está nu. E sua definição de "centro cultural" deveria figurar no Aurélio, no Houaiss e onde mais a inteligência se possa manifestar.
Maria Tereza de Souza Gomes
Belo Horizonte, MG

Quero congratular-me com o jornalista José Roberto Guzzo pelo primoroso e irretocável artigo sobre a badalada Cidade Administrativa de Minas Gerais. Era tudo o que eu queria dizer, mas, nestas plagas mineiras, é impossível fazê-lo, dado que o governador Aécio goza de unanimidade incontrastável. Aqui não é possível externar nenhuma opinião diferente, simplesmente porque toda a mídia o apoia de forma servil.
João Batista de Oliveira Rocha
Belo Horizonte, MG

Para a grande maioria dos mineiros, a Cidade Administrativa de Minas Gerais é reflexo de uma gestão eficiente, justa, competente e digna de aplausos. Parabéns ao governo de Minas e a todos os mineiros por mais uma grande conquista. Certamente somos referência para a maioria dos outros estados da federação.
Guilherme Fernandes de Paula
Belo Horizonte, MG

 

Adriano e Joana

É notório que tudo no Flamengo é superdimensionado por mídia e torcida, seja uma conquista, seja um fracasso. Um jogador de futebol, antes de mais nada, é um ser humano, mesmo que para muitos seja um ídolo ou até mesmo um deus, um imperador. Adriano era um risco, e o Flamengo sabia disso ao trazê-lo de volta. Um risco que valeu a pena: em 2009, o Imperador foi essencial para que o escudo de campeão brasileiro esteja hoje bordado na camisa do Flamengo. Adriano é um caso que tem de ser tratado com dureza e firmeza, porém, sem jamais perder a ternura. ("O barraco armado pelo Imperador", 17 de março).
Ricardo Santoro Nogueira
Brasília, DF

 

Estado de coma

É acalentador ler a reportagem "Coma. O dia em que eu morri" (17 de março) e saber que tantas pessoas saem sem sequelas dessa situação. Após uma isquemia mesentérica aguda, mesmo num hospital de referência, minha sobrinha saiu da UTI sem enxergar. Nossa dor é imensa, ainda corremos atrás da medicina tentando recuperar sua visão. Que VEJA continue a nos dar bons esclarecimentos e esperanças!
Ana Lucia Pereira
Recife, PE

 

Lya Luft

A humanidade pródiga diante das injustiças, responsáveis pela exclusão social e miséria, necessita urgentemente ocupar-se do amor, permitir-se a ele. A humanidade precisa aprender a viver de modo fraterno e solidário. Mover os corações no sentido de os desiguais darem as mãos. Amar, compreendendo e seguindo o caminho da partilha entre todos ("Quando a natureza mata", 17 de março).
Luiz Adriano Prezia Carneiro
São Bernardo do Campo, SP

 

O assassinato de Glauco

Glauco estava andando num terreno perigoso: ministrando uma droga para ajudar viciados. Ele não tinha fundamentação científica para fazer isso, e todo mundo sabe que alguns doidos matam como se estivessem vendo televisão. Santo Daime nada, santa inocência ("A morte do cartunista", 17 de março).
Bruno Mello
Nova Lima, MG

 

Grupo Ongoing

O Grupo Ongoing é apontado como sendo cliente de consultoria de José Dirceu, o que não corresponde à realidade ("O maior lobista do país", 3 de março). José Dirceu não foi, em 2009, nem é consultor do Grupo Ongoing. José Dirceu é colunista do jornal Brasil Econômico, e essa é a única relação que existe com as empresas do grupo. Trata-se de uma personalidade com conhecimento efetivo da realidade brasileira, que integra um painel de comentaristas do jornal que inclui Michel Temer, Roberto Freire, Aluízio Nunes Ferreira, Antonio Carlos Peixoto de Magalhães Neto, Luiz Gonzaga Belluzo e Gustavo Fruet, entre outros.
Ricardo Santos Ferreira
Diretor de Comunicação do Grupo Ongoing Lisboa, Portugal

 

Bancoop 2

Escrevo para contestar a informação que atribui ao doleiro Lucio Funaro declaração segundo a qual a Eletros, fundo de pensão da Eletrobrás, seria um dos cinco fundos que teriam seus investimentos direcionados pelo senhor João Vaccari Neto, tesoureiro do PT, na época do "escândalo do mensalão" ("12%, o pedágio do PT", 17 de março). Na condição de diretor financeiro da Eletros na ocasião, posso garantir que jamais nenhum centavo dos investimentos do nosso fundo foi aplicado sob influência, seja do PT, seja de qualquer partido político. Essa informação pode ser comprovada pelo exame dos autos da chamada CPI dos Correios, também citada na reportagem, que mostram de modo claro que, depois de exaustiva investigação, foi constatado que a Eletros não participou de nenhuma forma, direta ou indiretamente, de quaisquer investimentos realizados a partir de direcionamento político.
Marcio Cavour
Rio de Janeiro, RJ

 

J.R. Guzzo 2

Se há livros, filmes e arquitetura ruins, há também os textos ruins. Para todos eles, ao contrário da dinamite sugerida pelo autor, há a explosão do debate. J.R. Guzzo adentra uma "área de risco" ao demonstrar uma visão estreita do que é, e do que pode ser, a arquitetura ("Área de risco", J.R. Guzzo, 17 de março). "A combinação entre a mania de grandeza dos governos e a arrogância dos arquitetos", condenada pelo autor, foi historicamente o combustível para a construção de muitas das grandes obras da arquitetura, a exemplo de Paris, citada pelo mesmo. Qual seria o profissional indicado e legalmente habilitado a repensar a paisagem das grandes cidades senão o arquiteto? Toda metrópole é um palimpsesto cultural, palco das possibilidades do contraste como gerador de grandes espaços urbanos, caso do Centro George Pompidou, ainda na capital francesa. Definir a obra de Niemeyer como cansada e previsível é negar o que Calvino define como o livro clássico, aquele que nunca acaba de dizer o que tem a dizer. A arquitetura é arte pública, cívica e de vanguarda, e, independentemente de questões políticas, iniciativas como o novo centro administrativo mineiro trazem um novo estímulo diante da crise de qualidade na produção arquitetônica atual do país.
Antonio Carlos Domanski Júnior
Curitiba, PR

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