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Monsenhor Barbosa reagiu denunciando os rapazes ao Ministério Público como chantagistas. Contou que percebeu que Ferreira dava espiadas na janela enquanto trocava carícias com ele. A certo momento, notou que estava sendo observado. "Vai atrás dele", ordenou Barbosa. Ferreira não foi. Voltou dias depois e cobrou 5 milhões de reais para manter o vídeo em segredo. O monsenhor negociou, e o preço do silêncio do amante caiu para 39 000 reais. Os termos do acordo constam de um contrato lavrado em cartório. A história foi mantida em sigilo até o fim de 2009, quando um vigário resolveu assumir as finanças da Igreja Santa Edwiges. Até então, o dinheiro da paróquia era gerido por Carmelita Lima. Leiga, ela pleiteava que a diocese reconhecesse uma congregação que havia criado, a Casa da Esperança Santa Edwiges. Quando o bispado vetou suas aspirações, os pecados do monsenhor contra o celibato se tornaram públicos. O filho de Carmelita, Alterman Lima, passou a representar os ex-coroinhas. Suspeita-se que ele esteja envolvido na divulgação das cópias do DVD que pipocam em Arapiraca. A VEJA, Alterman disse que está apenas "mostrando quem são os pecadores de verdade" na sua versão, os sacerdotes e que só permite que os moços falem com a imprensa mediante pagamento. "Se houver ajuda financeira, a gente fala. Senão, a conversa termina", afirmou. O caso foi parar na Justiça. Os promotores analisam se Alterman, sua mãe e os ex-coroinhas podem ser acusados de extorsão e formação de quadrilha, puníveis com até treze anos de cadeia. Monsenhor Barbosa os processa por calúnia, difamação e invasão, cujas penas excedem três anos. Já Barbosa e seus dois colegas de sacerdócio são investigados por crimes sexuais. Como ainda não apareceram provas desses delitos, é provável que o monsenhor seja acusado apenas de infringir o celibato. Nesse caso, será julgado somente pela Igreja e pela Justiça divina. |