Edição 1846 . 24 de março de 2004

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VEJA Recomenda


DVDs

Auto Focus (Estados Unidos, 2002. Columbia) – O drama Auto Focus aborda a vida do comediante americano Bob Crane, que ganhou fama nos anos 60 e 70 como o protagonista bom-moço do seriado Guerra, Sombra e Água Fresca. Sua morte trágica, em 1978 (ele foi estrangulado com um fio elétrico num quarto de hotel, em crime até hoje não esclarecido), trouxe à luz uma faceta menos abonadora do ator. Crane levava uma vida dupla: embora mantivesse a imagem de um sujeito casado e certinho, na verdade era um viciado em sexo que se envolvia em orgias e se comprazia em filmar suas relações. Por causa dessa compulsão, ele viu ruir seus casamentos e sua carreira. Para reconstituir sua descida ao inferno, o filme tem como trunfo as boas atuações de Greg Kinnear, no papel de Crane, e Willem Dafoe, como seu melhor amigo.

Divulgação
Big Boi e Andre 3000: boas idéias na música e nos clipes


The Videos,
OutKast (BMG) – Depois do estouro de popularidade da canção Hey Ya! – que virou um dos temas principais da mais recente versão de Big Brother Brasil –, o trabalho do OutKast começa a despertar interesse nas platéias brasileiras. O duo formado pelos rappers Andre 3000 e Big Boi evita o ramerrão de sexo e violência típico das canções do gênero e leva a sério o estudo musical – Andre 3000 até ingressou na prestigiada Juilliard School, de Nova York, a fim de familiarizar-se com a tradição erudita. As boas idéias da dupla também marcam presença nessa coletânea de onze clipes. Além de Hey Ya!, em que Andre interpreta todos os personagens de uma banda, The Videos traz imagens do OutKast gravadas ao longo da década passada.

Grande Hotel (Estados Unidos, 1932) – Quando foi lançado, Grande Hotel causou espanto por um motivo em especial: até então, nenhum filme reunira em seu elenco tal profusão de estrelas no auge de sua forma. O nome mais cintilante é o da sueca Greta Garbo, que interpreta uma bailarina desiludida no amor. A fita traz ainda Joan Crawford na pele de uma taquígrafa e John Barrymore, um dos atores mais conhecidos daqueles tempos, como um barão falido. O filme – que mostra os encontros e desencontros desses personagens num hotel chique da Berlim dos anos 30 – tornou-se um clássico, entre outras razões, porque sintetiza como poucos o glamour da era de ouro de Hollywood. Como extra, há um ótimo documentário sobre os bastidores da produção.

 

LIVROS

Os Prazeres e os Dias, de Marcel Proust (tradução de Solange Pinheiro e Carlos Felipe Moisés; Códex; 236 páginas; 30 reais) – O escritor francês Marcel Proust (1871-1922) figura entre os maiores nomes da literatura mundial. Enquanto os sete volumes de sua obra-prima Em Busca do Tempo Perdido estão disponíveis em mais de uma edição nacional, esse seu livro de estréia andou sumido das prateleiras. O lançamento de uma nova tradução é, portanto, bem-vindo. Os Prazeres e os Dias reúne contos e poemas que Proust escreveu na juventude. São textos em que o virtuosismo do autor se revela em toda a sua força e nos quais já se encontram as principais marcas de sua obra, como a introspecção, a melancolia e o apego às memórias de infância. Leia trechos do livro.

O Primeiro Bilhão, de Christopher Reich (tradução de Therezinha Monteiro Deutsch; Best Seller; 560 páginas; 49 reais) – O escritor Christopher Reich é especialista em thrillers financeiros – ou seja, histórias de suspense ambientadas no mundo dos negócios. Conhecimento da matéria não lhe falta: antes de se tornar um autor de sucesso nos Estados Unidos, ele trabalhou como alto executivo num banco suíço. Em livros como Conta Numerada e O Leão Branco, Reich construiu tramas intricadas que falam sobre especulação, fraudes contábeis e temas afins. O Primeiro Bilhão não foge à linha. O herói do livro é um empresário americano à beira da falência que se envolve num negócio com uma companhia russa e, por tabela, com a máfia. Leia trechos do livro.

 

CINEMA

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McNamara: segredos do governo americano


Sob a Névoa da Guerra
(The Fog of War: Eleven Lessons from the Life of Robert S. McNamara,
EUA, 2003. Estréia nesta sexta-feira em São Paulo e no Rio de Janeiro) – Além de ser eleito o melhor documentário de 2003 pelos críticos de Chicago e de Los Angeles, esse filme ganhou o Oscar da categoria. O maior trunfo do trabalho do documentarista Errol Morris (Uma Breve História do Tempo) é levar para a frente da câmera a polêmica figura de Robert McNamara, ex-secretário de Defesa dos governos John Kennedy e Lyndon Johnson. McNamara, hoje com 87 anos, revela, em tom confessional e com riqueza de detalhes, os bastidores, até então obscuros, das truculentas passagens do Exército americano pelo Japão da II Guerra e pela Guerra do Vietnã.

 

DISCO

Me and Mr. Johnson, Eric Clapton (Warner) – Um dos poucos guitarristas que merecem a alcunha de mestre, o inglês Eric Clapton sempre deixou clara sua devoção aos bluesmen americanos. Há dez anos, lançou um disco com releituras de blues antológicos. Mais recentemente gravou um álbum ao lado do cantor e guitarrista B.B. King. Me and Mr. Johnson, seu novo lançamento, é mais uma homenagem, desta vez ao lendário Robert Johnson. Morto com apenas 27 anos, Johnson (1911-1938) ajudou a criar a mística do bluesman. Sua destreza na guitarra acústica teria sido adquirida num pacto com o diabo, mito que o próprio Johnson gostava de propalar em canções como Me and the Devil Blues e Hellhound on My Trail. Essas músicas ressurgem no disco de Clapton, igualmente endiabradas.

 

 

Fontes: São Paulo: Cultura, Laselva, Saraiva, Livraria da Vila, Fnac, Nobel, Siciliano; Rio: Saraiva, Nobel, Laselva, Sodiler, Siciliano, Travessa; Porto Alegre: Saraiva, Nobel, Livraria Ed. Porto Alegre, Siciliano, Livrarias Porto; Brasília: Sodiler, Nobel, Siciliano, Saraiva, Livraria Leitura; Recife: Sodiler, Nobel, Saraiva, Siciliano; Natal: Nobel, Sodiler; Florianópolis: Siciliano, Livrarias Catarinense; Goiânia: Siciliano, Nobel, Saraiva; Fortaleza: Siciliano, Laselva, Nobel; Salvador: Siciliano; Curitiba: Siciliano, Saraiva, Livrarias Curitiba; Belo Horizonte: Siciliano, Nobel, Leitura; Maceió: Sodiler, Nobel; Belém: Nobel, Laselva.

 

 
 
 
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