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VEJA
Recomenda
DVDs
Auto
Focus (Estados Unidos, 2002. Columbia) O drama Auto
Focus aborda a vida do comediante americano Bob Crane, que ganhou
fama nos anos 60 e 70 como o protagonista bom-moço do seriado
Guerra, Sombra e Água Fresca. Sua morte trágica,
em 1978 (ele foi estrangulado com um fio elétrico num quarto
de hotel, em crime até hoje não esclarecido), trouxe
à luz uma faceta menos abonadora do ator. Crane levava uma
vida dupla: embora mantivesse a imagem de um sujeito casado e certinho,
na verdade era um viciado em sexo que se envolvia em orgias e se
comprazia em filmar suas relações. Por causa dessa
compulsão, ele viu ruir seus casamentos e sua carreira. Para
reconstituir sua descida ao inferno, o filme tem como trunfo as
boas atuações de Greg Kinnear, no papel de Crane,
e Willem Dafoe, como seu melhor amigo.
Divulgação
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| Big
Boi e Andre 3000: boas idéias na música e nos
clipes |
The Videos, OutKast (BMG) Depois do estouro de popularidade
da canção Hey Ya! que virou um dos temas
principais da mais recente versão de Big Brother Brasil
, o trabalho do OutKast começa a despertar interesse
nas platéias brasileiras. O duo formado pelos rappers Andre
3000 e Big Boi evita o ramerrão de sexo e violência
típico das canções do gênero e leva a
sério o estudo musical Andre 3000 até ingressou
na prestigiada Juilliard School, de Nova York, a fim de familiarizar-se
com a tradição erudita. As boas idéias da dupla
também marcam presença nessa coletânea de onze
clipes. Além de Hey Ya!, em que Andre interpreta todos
os personagens de uma banda, The Videos traz imagens do OutKast
gravadas ao longo da década passada.
Grande
Hotel (Estados Unidos, 1932) Quando foi lançado,
Grande Hotel causou espanto por um motivo em especial: até
então, nenhum filme reunira em seu elenco tal profusão
de estrelas no auge de sua forma. O nome mais cintilante é
o da sueca Greta Garbo, que interpreta uma bailarina desiludida
no amor. A fita traz ainda Joan Crawford na pele de uma taquígrafa
e John Barrymore, um dos atores mais conhecidos daqueles tempos,
como um barão falido. O filme que mostra os encontros
e desencontros desses personagens num hotel chique da Berlim dos
anos 30 tornou-se um clássico, entre outras razões,
porque sintetiza como poucos o glamour da era de ouro de Hollywood.
Como extra, há um ótimo documentário sobre
os bastidores da produção.
LIVROS
Os
Prazeres e os Dias, de Marcel Proust (tradução
de Solange Pinheiro e Carlos Felipe Moisés; Códex;
236 páginas; 30 reais) O escritor francês Marcel
Proust (1871-1922) figura entre os maiores nomes da literatura mundial.
Enquanto os sete volumes de sua obra-prima Em Busca do Tempo
Perdido estão disponíveis em mais de uma edição
nacional, esse seu livro de estréia andou sumido das prateleiras.
O lançamento de uma nova tradução é,
portanto, bem-vindo. Os Prazeres e os Dias reúne contos
e poemas que Proust escreveu na juventude. São textos em
que o virtuosismo do autor se revela em toda a sua força
e nos quais já se encontram as principais marcas de sua obra,
como a introspecção, a melancolia e o apego às
memórias de infância. Leia
trechos do livro.
O
Primeiro Bilhão, de Christopher Reich (tradução
de Therezinha Monteiro Deutsch; Best Seller; 560 páginas;
49 reais) O escritor Christopher Reich é especialista
em thrillers financeiros ou seja, histórias de suspense
ambientadas no mundo dos negócios. Conhecimento da matéria
não lhe falta: antes de se tornar um autor de sucesso nos
Estados Unidos, ele trabalhou como alto executivo num banco suíço.
Em livros como Conta Numerada e O Leão Branco,
Reich construiu tramas intricadas que falam sobre especulação,
fraudes contábeis e temas afins. O Primeiro Bilhão
não foge à linha. O herói do livro é
um empresário americano à beira da falência
que se envolve num negócio com uma companhia russa e, por
tabela, com a máfia. Leia
trechos do livro.
CINEMA
Divulgação
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| McNamara:
segredos do governo americano |
Sob a Névoa da Guerra (The Fog of War: Eleven Lessons
from the Life of Robert S. McNamara, EUA, 2003. Estréia
nesta sexta-feira em São Paulo e no Rio de Janeiro)
Além de ser eleito o melhor documentário de 2003 pelos
críticos de Chicago e de Los Angeles, esse filme ganhou o
Oscar da categoria. O maior trunfo do trabalho do documentarista
Errol Morris (Uma Breve História do Tempo) é
levar para a frente da câmera a polêmica figura de Robert
McNamara, ex-secretário de Defesa dos governos John Kennedy
e Lyndon Johnson. McNamara, hoje com 87 anos, revela, em tom confessional
e com riqueza de detalhes, os bastidores, até então
obscuros, das truculentas passagens do Exército americano
pelo Japão da II Guerra e pela Guerra do Vietnã.
DISCO
Me
and Mr. Johnson, Eric Clapton (Warner) Um dos poucos
guitarristas que merecem a alcunha de mestre, o inglês Eric
Clapton sempre deixou clara sua devoção aos bluesmen
americanos. Há dez anos, lançou um disco com releituras
de blues antológicos. Mais recentemente gravou um álbum
ao lado do cantor e guitarrista B.B. King. Me and Mr. Johnson,
seu novo lançamento, é mais uma homenagem, desta
vez ao lendário Robert Johnson. Morto com apenas 27 anos,
Johnson (1911-1938) ajudou a criar a mística do bluesman.
Sua destreza na guitarra acústica teria sido adquirida num
pacto com o diabo, mito que o próprio Johnson gostava de
propalar em canções como Me
and the Devil Blues e Hellhound on My Trail.
Essas músicas ressurgem no disco de Clapton, igualmente endiabradas.
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