Edição 1846 . 24 de março de 2004

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Para quem quiser (ou não quiser) ver

Reuters
Courtney no momento da revelação: ameaçou, ameaçou e mostrou


É dura a batalha pela atenção do público – e até quem faz escândalo por gosto mesmo tem de se esforçar. A última a aprontar foi a cantora e maluquete profissional Courtney Love. Convidada do programa de David Letterman, a viúva de Kurt Cobain já entrou no palco levantando a blusa. Acabou subindo na mesa de Letterman para mostrar os seios, mas de costas para o público, que só captou as costas magras e as tatuagens. Courtney só perdeu o rebolado quando o apresentador fez a pior de todas as perguntas: "Quanto você pesa?". A noite acabou de maneira típica, numa delegacia de Nova York, onde a cantora foi fichada por agressão: durante show numa boate, jogou o pedestal do microfone em um jovem da platéia e abriu-lhe a cabeça.

 

Senador com tempero romântico

Ocupadíssimo em apoiar a CPI dos bingos e investigar o narcotráfico e o crime organizado, o senador Magno Malta (PL-ES) ainda acha tempo para cultivar uma produtiva carreira como intérprete de música gospel – já vendeu, pelas próprias contas, 800.000 discos. "Estou senador. Sou cantor", diz, no que é confirmado pelo figurino. O senador está lançando sua 12ª obra, o CD Magno Malta e Tempero do Mundo e Amigos Cantam o Amor, em que investe em novo gênero, o romântico, fazendo duetos com Zezé de Camargo, Netinho, Bezerra da Silva e Salgadinho. Malta se defende no gogó. "Você acha que o Zezé iria gravar comigo se eu fosse desafinado?", provoca.

 

Ufa, a Argentina está em boas mãos

AFP
Cristina e Kirchner no Rio: xale e chantilly


Em visita ao Rio de Janeiro, a mulher do presidente argentino Néstor Kirchner, Cristina, confirmou dois traços de sua dominante personalidade: é avessa a tailleurs e chegada a modelos mais dramáticos, com xales e ombro de fora; e costuma orientar, digamos, as escolhas do marido. Cristina, que é senadora, fez o pedido de Kirchner numa churrascaria onde o casal almoçou – carpaccio de salmão e filé de namorado grelhado (na saída, bom político que é, Kirchner elogiou a carne brasileira que não provara). "Ela explicou que ele está de dieta", conta o gerente Nonato Paiva. De sobremesa, pediu para ele um creme de papaia light. E devorou, sem culpa, morangos com bastante chantilly.

 

Muito além de Ronaldinha

O que faz Milene Domingues de camisolinha, salto agulha e pernas de fora, se acabando num tango rasgado? Nada demais – garota-propaganda de um sutiã esportivo, na noite do lançamento na Espanha ela se empolgou com o show e foi parar no palco. É mais uma das múltiplas atividades de Milene: treinando atualmente em Petrópolis com a seleção brasileira, em Madri ela participa de um programa de TV, faz comentários sobre futebol no rádio, joga (pouco) em um clube, cuida da reforma da casa nova e sai para jantar com o jogador espanhol e "apenas bons amigos" David Aganzo. Tem algo a mais acontecendo? "Ih, vai começar", reage.

 

De repente, 2 milhões na conta

Que tal estar sentada em casa e receber a notícia de que ganhou 670.000 dólares – 2 milhões de reais? Aconteceu com a escritora de livros infantis Lygia Bojunga, 71 anos, vencedora do prêmio literário Astrid Lindgren, concedido pela Suécia. "Esse dinheiro caiu do céu. Teria de escrever muito ainda para juntar uma quantia assim", comemora Lygia, que vai construir um centro cultural na casa em que mora, no Rio de Janeiro. Refinada autora de vinte livros traduzidos em dezenove idiomas, ela entrou na disputa com mais de 100 escritores pinçados no mundo todo pela comissão organizadora. Levou todas: ganhou nas categorias autor, ilustração e projeto.

 

Editado por Lizia Bydlowski. Colaboraram Leandra Peres,
Roberta Salomone e Sandra Brasil

 
 
 
 
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