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Cartas
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"Não
posso acreditar que essas cabeças que trabalham para o mal
pensem que a ideologia e o fanatismo devem prevalecer sobre
a vida de um pai de família."
Igor
Lukasevicius
ilukasevicius@ig.com.br
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Terror
É
inevitável a comoção de milhões de pessoas
no mundo diante das imagens do atentado da semana passada na Espanha
("As vítimas somos todos nós", 17 de março).
O que deixa a maioria das pessoas indignadas é o caminho
utilizado pelos terroristas para chamar a atenção:
a morte de crianças, desastres, grande quantidade de civis
mortos e marcas eternas de tristeza para milhares de famílias.
Eveline Schultz
Florianópolis, SC
Sou
brasileira e moro na Espanha há pouco mais de um ano. Após
o massacre do dia 11, posso assegurar que o sentimento que reina
na sociedade espanhola é de indignação. Perplexos
diante de tanta barbárie, os espanhóis só têm
uma pergunta em mente: "Por quê?"
Gisele Mendes de Carvalho
Zaragoza, Espanha
A
foto publicada na capa da edição 1.845
mostra a crueldade real do que aconteceu no dia 11 de março
em Madri. Um horror para que todos possam ver. Digo, sinceramente,
que jamais fiquei tão chocada com uma capa, mas essa mereceu
uma opinião. Olhando para aquele corpo sem vida (que foi
tirada de maneira muito cruel), a sensação que nos
dá é que estamos lá, vendo aquela cena de horror.
Fernanda Oliveira
Bauru, SP
Está
na hora de o mundo tomar conhecimento de que estamos na terceira
guerra mundial. Uma guerra desigual de inimigos covardes, que fazem
a lavagem cerebral do ódio em seus jovens, tornando-os assassinos
suicidas. Israel, Espanha, Marrocos, Iraque, Arábia Saudita,
Turquia, EUA... qual será a próxima vítima?
Ronit Amiel
Campinas, SP
Tentaram
manipular as informações até o último
momento, atribuindo a autoria à banda terrorista ETA, para
tirar proveitos eleitorais, sabendo que terrorismo neste país
rende votos. A maioria da população esteve contra
a Guerra do Iraque protagonizada pelo eixo Bush, Blair e Aznar,
e essa gente pacífica protagonizou algumas das manifestações
pela paz mais massivas do mundo. Devido a isso, a Espanha entrou
no roteiro do terrorismo islâmico.
Rodinei Vânder de Oliveira
Barcelona, Espanha
Tão
insano quanto os terroristas é quem acredita que esses ataques
monstruosos são uma maneira justa de protestar contra as
ações de qualquer governo. Estranhas pessoas essas
que se dizem importar com o destino da humanidade. Rezam de manhã
e à noite sacrificam vítimas inocentes em nome de
uma causa que ninguém consegue definir qual é.
Maria Lúcia Benevides da Silva
Natal, RN
As
cenas vistas e fotografadas nas estações onde bombas
foram explodidas mostraram que realmente o terrorismo é o
mal do século, principalmente levando em conta que o objetivo
de grandes líderes, como Osama bin Laden, é destruir
a civilização ocidental. É difícil lidar
com um homem que tem esse pensamento.
Bruno Ladorucki Meier
Joinville, SC
Em
meio a tudo que já foi dito e escrito sobre o horrível
ataque terrorista na Espanha, veio na hora certa o belo artigo de
Mario Sabino ("Um espectro ronda a Europa", 17 de março).
Por maiores que sejam as qualidades da democracia americana, ora
ofuscadas pelo lamentável George Bush, não há
construção humana da magnitude da União Européia.
É essa "obra-prima da política", na feliz definição
de Sabino, que nos lembra de tudo que é oposto ao fanatismo
destruidor, sobretudo nossa capacidade de aprender a preservar nossa
raça a raça humana.
Hugo Dart
Rio de Janeiro, RJ
Roberto
Pompeu de Toledo
Brindar
à morte é tudo que gostaríamos de aprender,
já que sabemos tanto brindar à vida. Que esse momento
se torne menos amargo para todos nós. Através dos
olhos requintados de Roberto Pompeu de Toledo, pudemos ver que nosso
encontro com ela pode ser mais do que normal. Pode ser um ritual
aceitável para os que estão indo, e para nós
que estamos à espera. E que isso não nos paralise
nem nos tire a felicidade que é viver ("A tragédia
vista em suas ninharias", 17 de março).
Mara Yanmar Narciso da
Cruz Silveira
Montes Claros, MG
O
ensaio me comoveu de modo especial, pelo lirismo que conseguiu transmitir
diante da brutalidade ocorrida em Madri. Apesar de tudo, de toda
a bestialidade e pequenez que presenciamos, ainda temos a poesia,
e isso ainda não conseguiram destruir.
Maria
Cristina Silveira
Rio de Janeiro, RJ
William
Adas
Cumprimento
VEJA pela excelente reportagem "VEJA o acompanhou por 16 meses"
(17 de março). E também Mônica Weinberg e o
bem-sucedido esforço de William Adas, que encontrou nova
qualidade de vida após a cirurgia bariátrica. Nunca
é demais frisar que a cirurgia para grandes obesos não
é cirurgia cosmética, como inicialmente os planos
de saúde desdenhosamente a classificavam. É procedimento
que garante a vida por maior prazo e com qualidade para milhares
de pessoas que não conseguem perder peso, de forma sustentada,
em várias tentativas clínicas.
Doutor Geraldo Medeiros-Neto
Professor do Departamento de
Clínica Médica e Endocrinologia da Faculdade de Medicina
da USP
São Paulo, SP
Meus
parabéns pela reportagem. Fui operado há seis meses
e, agora com menos 43 quilos, sei como não é fácil
esse processo de emagrecimento. Além da saúde, a sociedade
nos obriga a ter um corpo em forma.
João Geraldo Abussafi
Miami, Flórida, EUA
Absolutamente
incrível! Não tenho outras palavras para descrever
como essa revista pôde fazer uma matéria tão
completa sobre cirurgia de estômago, como a reportagem com
William Adas. Eu e meu marido nos submetemos a essa maravilhosa
cirurgia mais ou menos um ano atrás e não há
nada neste mundo que nos faça sentir mais felizes.
Priscilla Carecho Chagas
Campinas, SP
Fico
feliz por VEJA tratar com seriedade a obesidade e mostrar a vitória
de William. Tenho 28 anos e há dois sou operada. Já
perdi 80 quilos. Hoje, com 51 quilos, sem dúvida sou outra
mulher e estou feliz. A obesidade é o mal do século.
Paulla Leles
Goiânia, GO
Como
ex-obeso que também se submeteu à cirurgia de redução
de estômago, fiquei maravilhado com a precisão jornalística
da reportagem. Tanto no campo esotérico como em várias
religiões se fala muito em vidas futuras. Não vou
entrar no mérito da questão, até porque meu
objetivo aqui não é filosofar sobre crenças.
Mas se realmente existe uma segunda vida, um renascimento, ninguém
melhor para falar sobre essa experiência do que o ser humano
que venceu em definitivo a obesidade.
Silvestre
H. Marchese
São Paulo, SP
A
Paixão de Cristo
Assisti
ao filme A Paixão de Cristo de Mel Gibson ainda nos
EUA e o achei grotesco, violento, sem propósito. Concordo
com a jornalista Isabela Boscov. Jesus vira fetiche nas mãos
do diretor. O ponto positivo vai para as falas em aramaico e latim.
Foi ótimo ver os americanos se virando para acompanhar as
legendas ("Um Jesus nada cristão", 17 de março).
Sávio Siqueira
Salvador, BA
Considero
o filme sensacional. Pela primeira vez consegui ver um Jesus humano,
um Jesus que não é uma santidade inalcançável.
Só alguém que realmente não tem conhecimento
religioso para não se sentir extremamente confortável,
confiante e revitalizado após assistir à película.
Erick
Henrique de Carvalho
Belém,
PA
Jesus
era judeu, filho de mãe judia, sendo esta descendente da
tribo de Davi. Seus seguidores eram judeus. Seus apóstolos
eram judeus, assim como judeu era também o sacerdote Caifás.
A morte de Cristo teve motivos políticos, e não religiosos.
Jesus certamente incomodava os interesses de muitos quando dizia:
"Dai a César o que é de César e a Deus o que
é de Deus". O filme pode ser extremamente violento, mas se
atém aos fatos narrados no Novo Testamento de forma cartesiana.
Carmen Adorno
São Paulo, SP
Tenho
73 anos, sou filho de imigrantes russos, nascido aqui, e me considero
paulista e paulistano. Quando tinha 13 anos vivia no bairro do Bom
Retiro, perto da Igreja Dom Bosco. O padre local, por ignorância,
instilava nos jovens que a freqüentavam a idéia de que
os judeus eram deicidas. Como conseqüência, éramos
roubados e espancados, como se o fato tivesse ocorrido à
época, justificando, portanto, as reações explosivas,
como se nós fôssemos os culpados de um episódio
longínquo. Pergunto: "o que o senhor Mel Gibson pretende,
além de encher os bolsos de dólares? Retroceder ao
tempo da escuridão?
Jayme Kotujansky
São Paulo, SP
Stephen
Kanitz
Em
seu ótimo artigo "O fim das pequenas empresas" (Ponto de
vista, 17 de março), Stephen Kanitz apresenta uma questão
para debate no fim do texto: quem tem mais condições
de gerar os empregos que este país necessita? Nossos intelectuais,
nossos economistas, nosso governo ou nossa classe média?
A construção civil tem uma formidável capacidade
de gerar empregos. Ela absorve mão-de-obra menos especializada
em seus canteiros de obras, emprega engenheiros, arquitetos. E isso
somente na fase de construção de um prédio.
A cada 1 milhão de reais investidos na construção
civil, são gerados 65 empregos diretos, indiretos e induzidos.
Ainda, na época da ocupação do prédio,
são empregados zeladores, porteiros, vigias, faxineiros e
administradores de condomínio. Mas o melhor ou o pior,
dependendo do ponto de vista é que 96% das empresas
de construção civil são micros e pequenas,
e empregam até 49 pessoas. Há anos os empresários
do mercado imobiliário amargam a paralisação
de seus negócios em 2003, o PIB da construção
caiu 8,6%. Além de não gerarem vagas, têm desempregado
muito e deixado de contribuir socialmente com o país, cujo
déficit habitacional aproximado é de 6,7 milhões
de moradias, concentrado nas famílias com renda de até
cinco salários mínimos.
Basílio Jafet
Vice-presidente do Sindicato da
Habitação
São Paulo, SP
Dirijo
uma empresa metalúrgica de 51 anos, herdada de meu pai, e
nos últimos sete anos, além de toda a encrenca que
representa uma sucessão familiar, sinto na pele o que está
descrito em seu artigo. Estamos sempre levando para ver se algum
dia melhora. Não tenho medo de quebrar, mas sinto pelos cinqüenta
empregos que algum dia poderão sumir, pois somos uma empresa
pequena mas temos as responsabilidades e as cargas tributárias
de uma grande.
Waltraud Keuper Rodrigues Pereira
Petrópolis, RJ
Um
dos inúmeros motivos que me levaram a sair do Brasil há
quatro anos foi exatamente a falta de perspectivas: ou me submetia
(no sentido mais amplo da palavra) indefinidamente ao esquema corporativo
e rezava, ou partia para a carreira pública investir
no Brasil era e é para quem tem muito dinheiro ou pouco juízo.
Carlos Eduardo Souza Lopes
Cottage Grove, Wisconsin, EUA
Lúcido
e oportuno o comentário de Stephen Kanitz. O foco dos dias
atuais é exatamente esse: o excesso de tributação
está demonstrando que o governo (o obeso, insaciável
e inepto Estado brasileiro) resolveu fazer uma canja com a galinha
que põe um ovo de ouro todo santo dia, tal como na fábula.
Imagino que alguém, em algum lugar da Europa, tenha escrito
alguma coisa semelhante às vésperas da Revolução
Francesa.
Guilherme
Vinicius Dietrich
Porto Alegre, RS
Acredito
que todos os pequenos empresários deste país gostariam
de enviar esse artigo ao nosso presidente e a seus ministros, que
deveriam olhar mais para as pequenas e médias empresas. Se
realmente é verdade que apenas 10% dos lucros obtidos com
as taxas de juro que os bancos cobram são verdadeiramente
impostos e inadimplência, por que o Banco do Brasil e a Caixa
Econômica não praticam taxas de juro mais baixas? Isso
quebraria o cartel dos bancos e renderia bom volume de negócios
a esses bancos e, principalmente, ajudaria as pequenas e médias
empresas que precisam de capital para crescer e criar empregos.
Carlos Oliva
Campinas, SP
Boris
Fausto
Sereníssima
e objetiva a entrevista com o historiador Boris Fausto (Amarelas,
17 de março), em que ele analisa de forma brilhante o governo
Lula e a atuação do PT como seu sustentáculo
político. Concordo inteiramente quando o historiador diz
que o PT tinha um discurso, e nunca um projeto de governo.
Julio Rodrigues Correia
Manaus, AM
Quando
votei no Lula, pela primeira vez acreditei estar ajudando a eleger
alguém humilde que realmente compreendesse o sofrimento do
povo para nos representar. Mas em pouco tempo vi esse mesmo homem
entregar o país nas mãos dos mesmos abastados de sempre.
Sérgio Toreto
Goioerê, PR
Excelente
a entrevista com Boris Fausto nas páginas amarelas. Com equilíbrio,
sobriedade e isenção, ele retratou exatamente o que
se passa no governo Lula. Espero que o presidente leia a matéria
e saiba absorver as críticas, ajudando nosso país
a crescer.
Fernando Augusto de Mendonça Neto
Recife, PE
Juventude
O
cálculo do índice de desenvolvimento juvenil (IDJ),
pelo qual Alagoas aparece na última posição
do ranking nacional, levou como referência dados do IBGE de
2002 e não surpreende o governo de Alagoas. Quando assumi
o Executivo, em janeiro de 1999, recebi a pior herança administrativa
entre as demais unidades da Federação: o pior IDH
do país, a pior taxa de mortalidade infantil, a maior concentração
de analfabetos e inadimplência com o governo federal. Nossa
terra alcançou esse nível de degradação
por causa dos equívocos cometidos pelas elites dirigentes
alagoanas na execução de políticas públicas
durante pelo menos duas décadas. Hoje, ainda refletindo o
peso do passado, o quadro é outro, porque o trabalho contínuo
e parceiro entre diversas esferas de poder e organizações
sociais já derrubou à metade a mortalidade infantil
e vem reduzindo o analfabetismo ("É Santa Catarina", 17 de
março).
Ronaldo Lessa
Governador de Alagoas
Maceió, AL
Muito
boa a reportagem que coloca meu Estado em primeiro lugar no índice
de desenvolvimento dos jovens. Aproveito o espaço para pedir
aos governantes de Brasília que olhem mais para o Sul e dupliquem
urgentemente a BR-101, que mata mais que atentado.
Filipe Machado Casagrande
Criciúma, SC
Diogo
Mainardi
Parabéns
a Diogo Mainardi por "expor" um tema tão tabu neste país!
É bom lembrar que as mulheres ganham em média a metade
dos salários masculinos, amargam 23% de desemprego (a média
nacional é de 11%) e, com rendimentos de até dois
salários mínimos, são responsáveis por
57% das crianças até 6 anos de idade! Ninguém,
nem o Estado, principalmente, dá a menor bola a essas mulheres
e seus filhos, a não ser para jogar sobre elas o ônus
de criá-los. Isso sem falar na quantidade de crianças
abandonadas e miseráveis no país. E o senhor Lula
ainda acha que um café-da-manhã com as funcionárias
do Planalto no Dia da Mulher é capaz de esconder toda essa
hipocrisia!
Andréa Câmara
Barueri, SP
Sobre
o meu projeto de conscientização junto aos hospitais
dos efeitos do aborto na mulher e de incentivo à adoção
pós-parto, quem entende que o feto humano não tem
vida e pode ser tratado como um simples furúnculo a ser extraído
será contra sua aprovação. Parte significativa
e importante da comunidade científica prova que há
vida desde a concepção, portanto não se trata
apenas de uma questão religiosa. Quantas mulheres ficaram
com seqüelas físicas e/ou psicológicas após
a realização de um aborto? Quantos abortos são
feitos apenas porque casais de namorados tiveram atitudes irresponsáveis?
A ciência e a tecnologia devem estar a serviço da vida
em todas as suas fases, ou seja, dos "menos 9 meses" aos 199 anos,
caso contrário serão apenas experiências secundárias
que mais polemizam do que ajudam na resolução dos
problemas de saúde ("O
planejamento petista", 17 de março).
Durval Orlato
Deputado federal (PT-SP)
Brasília, DF
Divirto-me
ao ler, todos os domingos, as cartas endereçadas a Diogo
Mainardi, assim como ele o faz com um leve sorriso malicioso e sádico
no aconchego de sua casa. Como num reality show, tenho certa curiosidade
quanto às reações das pessoas diante de temas
tão espinhentos e das tiradas tão agressivas porém
verdadeiras sobre nosso país e nossa cultura. Diogo nos testa
a cada edição de VEJA, aguardando uma reação,
uma ofensiva nossa diante de tudo o que está aí e
com que convivemos passivamente. Somos suas cobaias.
Bento
João da G.A. Abreu
Belo Horizonte, MG
Em
consonância com o comentário sempre apimentado da coluna
de Diogo Mainardi, fica a pergunta: até quando o povo brasileiro
ficará refém de políticos picaretas e falsas
ideologias partidárias, que sob o manto de honestas e castas
infligem ao povo o terrorismo do "melhor calar do que ver o Brasil
parar"? Simplesmente vergonhoso... Parabéns ao senhor Mainardi
pela ousadia crítica de sempre ("Pelo
impeachment de Lula", 3 de março).
Raphael Maués
Coimbra, Portugal
Política
econômica
Após
ler a reportagem "'Por favor, me deixem trabalhar'" (17 de março),
senti-me o "bobo da corte" por ter votado pela primeira (e última)
vez no PT. Presidente de atitude dúbia, Lula não vive
sem seu ministro todo-poderoso, que alfineta seus companheiros de
partido e de ministério, quando estes não fazem o
que ele determina. Agora, seu filho Zeca Dirceu, funcionário
de terceiro escalão no Paraná, aparece intermediando
verba em favor da cidade da qual futuramente será candidato
a prefeito. Nepotismo execrável e condenável. Aí
surge o ministro da Justiça falando que é normal.
Daqui a pouco, roubar, delatar, trair vão ser também,
isso sem contar que não se pode mais criar CPI nem para o
rumoroso caso de Waldomiro Diniz.
José Geraldo Queiroz
Juiz de Fora, MG
Os
empresários brasileiros também têm um pedido
ao senhor presidente e sua cúpula: "Por favor, e pelo amor
de Deus, nos deixem trabalhar!".
Omar Jundi
Araçatuba, SP
Macau
De
um lado, um governo competente, corajoso e íntegro, que define
rígidos padrões de funcionamento e penalidade. Resultado:
território mínimo (25 quilômetros quadrados);
445.000 habitantes; taxa mínima
de desemprego; 11,5 milhões de turistas (pelas médias
mundiais, três dias/turista, gasto médio: 100 dólares/dia
= 3,5 bilhões de dólares); previsão de aumento
de turistas em relação ao ano anterior, 49%. Várias
casas de jogos 24 horas (milhares de empregos). Só um dos
investidores, 1 bilhão de dólares. Movimento bruto
do jogo: 4,4 bilhões de dólares (Terceiro Mundo).
Tributo pago ao Estado (média mundial, 6% do bruto = 300
milhões de dólares). Do outro lado, governo e políticos
incompetentes, omissos e corruptos, resultado: 5.500
municípios em 8 milhões de quilômetros quadrados;
180 milhões de habitantes; 1.100
casas de bingo fechadas; 500.000 máquinas
clandestinas; 4 milhões de turistas; expectativa de aumento
de turistas, 4%; 300.000 demissões
diretas; 20% do faturamento para propinas a políticos e policiais.
Conclusão: sorte deles que não têm Casa Civil
nem Waldomiro. Azar o nosso, que temos o Fome Zé...ro ("Sorte
no jogo", 17 de março).
Tadeu Abralhão Fernandes
Rio de Janeiro, RJ
Claudio
de Moura Castro
Claudio
de Moura Castro, mais uma vez, levanta uma discussão importante:
a falácia da dedicação integral na universidade
pública ("A ilegalidade virtuosa", Ponto de vista, 25 de
fevereiro). O articulista observa, pertinentemente, que a proibição
de atuar profissionalmente no mundo real confina o professor na
torre de marfim acadêmica, impedindo-o de acompanhar os avanços
tecnológicos de sua área. Mas não é
só por isso que muitos professores decidem violar a anacrônica
proibição. A maioria dos professores universitários
faz bico por um motivo mais trivial e urgente: simplesmente porque
não consegue viver de modo digno com os vencimentos que recebe
da universidade pública. É também importante
ressaltar que, no âmbito da universidade, o rigor na fiscalização
das violações à dedicação integral
varia bastante de professor para professor. Em geral, vale a famigerada
regra: "Para os amigos tolerância, para os inimigos todo o
rigor da lei".
Ricardo Molina de Figueiredo
Professor da Universidade Estadual
de Campinas Unicamp
Campinas, SP
CORREÇÃO:
O preço correto da matrícula do curso Grupo de
Humanidades, preparatório para o concurso do Instituto Rio
Branco, é 310 reais, e não 210 reais, como foi publicado
na matéria "Via
diplomática" (Guia, 17 de março).
| CHOQUE
COM A REALIDADE |
| As
fotos dos atentados terroristas de Madri que ilustraram
a capa da última edição de VEJA e
a reportagem "11 de março de 2004 O século
marcado pelo signo do terror" (17 de março) levaram
alguns leitores a escrever para a redação.
"As fotografias dos corpos mutilados das vítimas
espalhados pelo chão são de muito mau gosto",
escreveram Lúcio e Adriane Caldas, de Porto Alegre.
VEJA lamenta que as fotos tenham tido um impacto tão
forte sobre alguns de seus leitores. Não é
política da revista publicar fotos cruentas com
o objetivo de chocar ou provocar indignação.
Isso só ocorre em raríssimas ocasiões
quando apenas as palavras são insuficientes para
transmitir a perplexidade produzida por alguns episódios.
Foi exatamente esse o caso da selvageria dos terroristas
que mataram duas centenas de pessoas inocentes e indefesas
em Madri. As duas fotos em questão, publicadas
em quase todas as revistas e jornais do mundo, diga-se,
foram selecionadas entre as menos explícitas de
todo o material produzido naquele dia terrível
pelos repórteres fotográficos. |
|
| A
OAB E OS CURSOS DE DIREITO |
| Em
seu artigo "A
tal da demanda social" (Ponto de vista, 10
de março), sobre o uso pelo Ministério da
Educação do critério de "demanda
social" para aprovar novos cursos superiores, Claudio
de Moura Castro defendeu a tese de que "não há
um critério prático para dizer se há
ou não demanda social para determinada graduação".
Com relação aos cursos de direito, ele afirmou
que servem como "uma excelente preparação
para uma miríade de ocupações", não
limitando seus formandos a carreiras puramente jurídicas.
O presidente da Comissão de Ensino Jurídico
do Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil,
Paulo Roberto de Gouvêa Medina, fez algumas ponderações
sobre a tese defendida pelo articulista de VEJA. Segundo
Medina, o conceito de necessidade social é mais
apropriado que o de demanda criticado por Moura Castro.
"O critério da necessidade social está diretamente
relacionado à qualidade do ensino", escreveu Medina.
"Onde não existe infra-estrutura não se
pode esperar que se desenvolva um bom curso. Onde já
existem vagas em excesso é fácil prever
que se instaure uma concorrência desenfreada entre
os cursos, levando-os a afrouxar as formas de seleção."
|
|
| RUMO
AO ITAMARATY |
A
nota "Via
diplomática" (Guia, 17 de março)
citou cursos preparatórios para o ingresso no Instituto
Rio Branco, que forma os diplomatas brasileiros. Algumas
informações adicionais: além dos
telefones divulgados na nota, os interessados nos cursos
Itamaraty (São Paulo) e Diplomata (Ribeirão
Preto) podem contatá-los pelo site do grupo: www.itamaratycursos.com.br.
O curso Dédalo, do Recife, não citado na
nota, prepara alunos do Nordeste para o concurso do Instituto
Rio Branco. Os contatos:
(81) 3268-9230 ou dedalo@cyb.com.br.
|
|
| WILLIAM
ADAS, EXEMPLO PARA MUITOS |
A
experiência do empresário paulista William
Adas, que em pouco mais de um ano perdeu 65 quilos ("VEJA
o acompanhou por dezesseis meses", 17 de março
de 2004), chamou a atenção de muitos leitores.
"Gostei da reportagem e acredito que ela ajudará
muita gente", diz Adas, que colocou dois endereços
eletrônicos à disposição dos
interessados em trocar idéias com ele: williamadas@ig.com.br
e flaviaadas@ig.com.br.
|
|
| CUIDADOS
COM A ISOTRETINOÍNA |
|
A
reportagem "O
apaga-rugas" (17 de março), sobre
o uso da isotretinoína no combate às rugas,
falou de alguns cuidados que devem ser tomados quando
se utiliza a droga. Mas a doutora Marisa Lima, diretora
do Centro de Vigilância Sanitária, alerta:
"Segundo a Portaria CVS23, de 28 de novembro de
2003, que dispõe sobre a comercialização
e o uso da isotretinoína, os médicos só
podem prescrever medicamentos à base dessa substância
após ter realizado avaliação clínica
e laboratorial criteriosa do paciente, ter explicado
detalhadamente os riscos de reações adversas,
as contra-indicações, os cuidados a ser
tomados durante o tratamento (o que inclui o emprego
de dois métodos contraceptivos por mulheres em
idade fértil de um mês antes até
um mês após o término do uso da
isotretinoína, pelo alto risco de malformação
fetal) e assinado juntamente com o paciente ou responsável
o termo de consentimento informado e o termo de conhecimento
de riscos e consentimento, que devem ser anexados à
receita especial que ficará retida na farmácia".
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