VEJA Recomenda
DVD
Divulgação
 |
 |
DVD
Bem-Vindo: o imigrante curdo que sonha em nadar até a Inglaterra |
BEM-VINDO (Welcome, França, 2009. Imovision)
•• Quando o professor de natação Simon (Vincent Lindon) conhece o curdo
Bilal (Fiart Ayverdi), de 17 anos, não presta muita atenção
nele: a cidade portuária de Calais, onde ele mora, está repleta
de refugiados e imigrantes ilegais que esperam meses por uma chance de atravessar
o Canal da Mancha rumo à Inglaterra. Bilal, porém, tem algo de especial.
E Simon, que o abriga em sua casa (pela lei francesa, crime passível de
prisão), no começo apenas para impressionar a ex-mulher, acaba se
ligando a ele. Quer Bilal como filho e, para mantê-lo perto, continua a
treiná-lo para seu plano maluco de fazer a travessia a nado. O filme do
diretor Philippe Lioret é ao mesmo tempo um drama tocante e uma crítica
demolidora à maneira desastrosa com que os franceses lidam com a imigração
mesmo quando, como no caso de Bilal, os clandestinos vêm de países
em guerra e pertencem a minorias perseguidas.
TELEVISÃO
Divulgação
 |
TELEVISÃO
The Prisoner: nova versão de
um clássico
da paranoia |
THE PRISONER (Estreia no domingo 28, às 20h, na HBO)
• Michael (Jim Caviezel) desperta num lugar inóspito e, sem saber por que
diabos se encontra ali, torna-se alvo de uma perseguição policial.
Após atravessar uma zona desértica, ele chega a um lugarejo certinho,
chamado apenas de "A Vila". Logo descobrirá que, assim como ocorre
com os vizinhos, ele não tem mais nome é conhecido por um
número, Seis. Enquanto tem flashes do que imagina ser sua vida real, em
Nova York, Michael tenta fugir do local ainda que Dois (Ian McKellen),
dirigente da tal Vila, garanta que não existe outra realidade além
daquela. A premissa de The Prisoner, minissérie do canal americano
AMC (o mesmo que produziu a inovadora Mad Men), tem algo de Lost. Mas, se alguém paga tributo, é essa última: The Prisoner é a versão de um programa inglês dos anos 60 que foi pioneiro
em explorar uma trama fragmentária (e meio paranoica) de mistério.
DISCOS
SOLDIER
OF LOVE, Sade (Sony Music)
Donna Svennevik/Getty Images
 |
 |
DISCO
Sade:
dez anos depois, a mesma voz aveludada e sexy |
• Fazia dez anos que a cantora
inglesa (nigeriana de nascimento) não surgia com um novo disco seu
último lançamento foi Lovers Rock, de 2000. Mas, para Sade,
isso não importa: ela se mantém sempre fiel ao seu estilo suave
e sensual. Somente a programação eletrônica da faixa-título
se desvia um tanto dessa linha. Nas outras nove canções de Soldier
of Love, a voz aveludada e sexy de Sade compõe o que poderia ser uma
trilha sonora para o acasalamento. A qualidade musical do CD deve-se
em grande parte aos arranjos do guitarrista, saxofonista e produtor
Stuart Matthewman. Na banda de Sade desde 1985, ele é responsável
por detalhes que fazem a diferença, como os violões no reggae Babyfather e na balada The Moon and the Sky, as duas melhores canções
do disco.
THE LEGENDARY
BERLIN CONCERT: 18th May 1986, Vladimir Horowitz (Sony Music)
Ingrid Rossi/Corbis/Latinstock
 |
 |
DISCO
Vladimir Horowitz: concerto magnífico do pianista que tinha pavor de tocar
ao vivo |
• Um dos maiores pianistas do século passado, o ucraniano Vladimir Horowitz
(1903-1989) tinha pavor de se apresentar ao vivo. Mas, uma vez acomodado em sua
banqueta, dava recitais magníficos, que os espectadores recordariam por
toda a vida. Este CD duplo é uma prova disso. Traz a íntegra de
um espetáculo do pianista na Alemanha, duas semanas depois de ter tocado
na Rússia (país que Horowitz, exilado do regime comunista, não
visitava havia 61 anos). O repertório do CD (Scarlatti, Chopin) é
muito semelhante a Horowitz in Moscow, que registra os concertos russos.
Mas Horowitz era famoso por nunca se repetir ao tocar a mesma peça. Cada
recital trazia mudanças sutis, nem sempre perceptíveis à
primeira audição. O músico tocava tudo com tanta paixão
e elegância que se perdoam até as notas erradas na execução
de Kreisleriana, de Schumann.
LIVROS
RAPOSA-SERRA DO SOL - O ÍNDIO E A QUESTÃO
NACIONAL, de Aldo Rebelo (Thesaurus; 128 páginas; 30 reais)
• Em 2008, o Supremo Tribunal Federal confirmou a controversa demarcação
da reserva indígena Raposa-Serra do Sol, em Roraima uma área
de 17 000 quilômetros, habitada por apenas 19 000 índios,
que era alvo de disputas pelo menos desde a década de 70. Como consequência,
arrozeiros que produziam nesse território foram expulsos de suas fazendas.
O governo federal foi o grande patrocinador da demarcação. Embora
faça parte da base de apoio do governo Lula, o deputado federal Aldo Rebelo,
do PCdoB, mostrou-se um dos críticos mais vigorosos da reserva nos moldes
em que foi delineada. Raposa-Serra do Sol reúne artigos e entrevistas
sobre o tema. Rebelo argumenta que a reserva nem sequer atende às necessidades
dos índios. "Advogo a ideia do índio protagonista em lugar
do índio vítima", diz.
EU
MATO, de Giorgio Faletti (tradução de Eliana Aguiar; Intrínseca;
536 páginas; 39,90 reais)
• O italiano Giorgio
Faletti, de 59 anos, já foi chamado de inventor do "thriller-spaghetti"
uma referência aos faroestes-spaghetti de seu compatriota Sergio
Leone. Ex-ator cômico e músico, Faletti abraçou o apelido
com um orgulho bem-humorado. Livro de estreia do autor, Eu Mato já
foi traduzido para mais de vinte línguas e vendeu 4 milhões de exemplares
na Itália. É um perfeito vira-página leve, envolvente,
muito divertido. A história tem lugar em Monte Carlo, capital do principado
de Mônaco. É lá que um serial killer começa a agir
suas primeiras vítimas desfiguradas são um piloto de Fórmula
1 americano e sua namorada. O assassino sempre deixa a frase "eu mato",
escrita com sangue, na cena do crime e anuncia cada morte, por meio
de enigmas, em telefonemas para um radialista popular de Monte Carlo. Leia o trecho.
|

|
|
| |
[A|B#]
A] posição do livro na semana anterior
B] há quantas semanas o livro aparece na lista
#] semanas não
consecutivas
Fontes: Balneário Camboriú: Livrarias Catarinense; Belém: Laselva;
Belo Horizonte: Laselva, Leitura; Betim: Leitura; Blumenau: Livrarias Catarinense;
Brasília: Cultura, Fnac, Laselva, Leitura, Nobel, Saraiva, Siciliano; Campinas:
Cultura, Fnac, Laselva, Siciliano; Campo Grande: Leitura; Caxias do Sul: Siciliano;
Curitiba: Fnac, Laselva, Livrarias Curitiba, Saraiva, Siciliano; Florianópolis:
Laselva, Livrarias Catarinense, Siciliano; Fortaleza: Laselva, Siciliano; Foz
do Iguaçu: Laselva; Goiânia: Leitura, Saraiva, Siciliano; Governador
Valadares: Leitura; Ipatinga: Leitura; João Pessoa: Siciliano; Joinville:
Livrarias Curitiba; Juiz de Fora: Leitura; Jundiaí: Siciliano; Londrina:
Livrarias Porto; Maceió: Laselva; Mogi das Cruzes: Siciliano; Mossoró:
Siciliano; Natal: Siciliano; Navegantes: Laselva; Niterói: Siciliano; Petrópolis:
Nobel; Piracicaba: Nobel; Porto Alegre: Cultura, Fnac, Livrarias Porto, Saraiva,
Siciliano; Recife: Cultura, Laselva, Saraiva; Ribeirão Preto: Paraler,
Siciliano; Rio Claro: Siciliano; Rio de Janeiro: Argumento, Fnac, Laselva, Saraiva,
Siciliano, Travessa; Salvador: Saraiva, Siciliano; Santa Bárbara dOeste:
Nobel; Santo André: Siciliano; Santos: Siciliano; São José dos
Campos: Siciliano; São Paulo: Cultura, Fnac, Laselva, Livrarias Curitiba,
Livraria da Vila, Martins Fontes, Nobel, Saraiva, Siciliano; São Vicente:
Siciliano; Sorocaba: Siciliano; Uberlândia: Siciliano; Vila Velha: Siciliano;
Vitória: Laselva, Leitura, Siciliano; internet: Cultura, Fnac, Laselva,
Leitura, Nobel, Saraiva, Siciliano, Submarino |
|