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Home  »  Revistas  »  Edição 2153 / 24 de fevereiro de 2010


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Livros

Para ler e deixar de herança

Com trinta obras fundamentais, Clássicos Abril Coleções dá ao leitor
a oportunidade de conhecer a mais alta literatura - por preço baixo

Album/AKG/Latinstock
DILEMAS MORAIS
Dostoiévski, autor de Crime e Castigo: livros que nunca acabam de dizer o que têm a dizer


No belo ensaio Por que Ler os Clássicos?, o escritor italiano Italo Calvino afirma que os grandes livros não devem ser lidos porque "servem" para alguma coisa. "A única razão que se pode apresentar", diz Calvino, "é que ler os clássicos é melhor do que não ler os clássicos". A Editora Abril - que publica VEJA - está lançando uma coleção com trinta dessas obras fundamentais, em 35 volumes (cinco textos mais longos, como Dom Quixote, do espanhol Miguel de Cervantes, estão divididos em dois tomos). Obras-primas como O Vermelho e o Negro, do francês Stendhal, e Orgulho e Preconceito, da inglesa Jane Austen, estarão acessíveis em bancas de jornal pelo preço de 14,90 reais. Clássicos Abril Coleções chega ao Rio de Janeiro e a São Paulo nesta sexta-feira - e estará disponível no restante do país a partir de maio.

"É o que nós chamamos de coleção patrimonial: o leitor compra os livros não apenas para lê-los de imediato, mas para guardar e deixar para os filhos", diz Cristina Zahar, diretora editorial de colecionáveis da Abril. A nova coleção tem traduções reputadas - como a de Jorge Wanderley para Inferno, o primeiro livro da Divina Comédia, do italiano Dante, e as de Barbara Heliodora para as tragédias Hamlet, Rei Lear e Macbeth (reunidas em um único volume), do inglês William Shakespeare. Impressos na Itália, com capa de tecido (para manter vivo o prazer de manusear um livro na era da internet e dos tablets), os textos contam ainda com apêndices que apresentam a biografia e a obra de cada autor.

O primeiro livro da coleção é Crime e Castigo, do russo Fiódor Dostoiévski, cujos dois volumes saem, promocionalmente, pelo preço de um. Publicado em 1866, ele fala das angústias do estudante Raskólnikov, que, convencido da própria superioridade intelectual, mata uma velha usurária e sua sobrinha. A obra tem um inegável apelo para o leitor adolescente. Mas propõe investigações morais complexas, até hoje debatidas pelas mais variadas correntes de pensamento - marxismo, existencialismo, psicanálise, entre outros. Como também disse Calvino, o clássico é aquele livro que nunca acaba de dizer o que tem a dizer.

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