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Home  »  Revistas  »  Edição 2153 / 24 de fevereiro de 2010


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Panorama

Holofote


Felipe Patury

JBS-Friboi quer leite

O apetite da JBS-Friboi por aquisições parece não ter fim. Depois de expandir seus negócios para o setor de couros e de ovinos, o gigante brasileiro de carnes planeja entrar no mercado de leite - o único setor do segmento pecuário do qual ainda não participava. O principal alvo do presidente da empresa, Joesley Batista, é a mineira Itambé, que negocia uma fusão com suas congêneres e conterrâneas Cemil e Minas Leite. Analistas de mercado estimam que Batista terá de desembolsar cerca de 800 milhões de reais para adquirir a Itambé.

 

Uma estatal para o adubo

Ueslei Marcelino/Folha Imagem


Há uma surpresa para os contribuintes no projeto que o governo prepara para incentivar a exploração de fósforo, potássio e outros minerais usados como insumo de adubos: a criação de uma nova estatal. A empresa vai se inspirar na Petro-Sal, que administrará a extração de petróleo na camada do pré-sal, e será responsável pela distribuição de concessões para a exploração das reservas atuais desses minérios. A ideia consta da versão final do projeto de lei que está sendo preparado pelos técnicos do governo, e que será divulgado com um documento no qual serão expostas suas intenções para dez jazidas de fósforo e potássio que permanecem inexploradas. O texto deve ser apresentado aos ministros da Agricultura, Reinhold Stephanes, e de Minas e Energia, Edison Lobão, em 25 de março.

 

Acordo das 42 horas

Sergio Dutti/AE


O presidente da Câmara dos Deputados, Michel Temer, pretende fechar um acordo para aprovar a redução da jornada de trabalho semanal. Em vez de baixar a carga de 44 para quarenta horas, como prevê um projeto de emenda constitucional em tramitação na Casa, tentará um meio-termo: 42 horas. Candidato a candidato a vice-presidente na chapa da petista Dilma Rousseff, ele espera selar o acerto, neste domingo, com os presidentes das seis centrais sindicais. Se conseguir, colocará no calendário de votação o projeto - que eleva o custo das empresas e pode fazer aumentar o desemprego.

 

Reforço de peso (morto)

Dida Sampaio/AE


Adivinhe só quem aderiu à candidatura do presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo, Paulo Skaf, ao governo do estado: seu xará, o deputado Paulo Maluf (PP). Maluf chegou a viajar ao litoral baiano a fim de discutir detalhes da campanha de Skaf, recém-filiado ao PSB, com o marqueteiro do empresário, Duda Mendonça. O curioso é que Maluf e Duda andavam brigados e Maluf apoia o PT na eleição federal. Mas a pergunta que não quer calar é a seguinte: o que será que Maluf agrega a Skaf?

 

Um locatário de respeito


É, certamente, um dos maiores valores de aluguel residencial pagos no país: 100 000 reais por mês. Quem desembolsa essa fortuna é o empresário Carlos Santiago, que, há seis anos, foi a pique à frente da rede de postos de combustíveis Aster. Em 2009, Santiago voltou ao mercado como fabricante de gasolina - e em grande estilo. Fechou um contrato de fornecimento para a BTG, do banqueiro André Esteves, e tornou-se inquilino do espetacular palacete que o empresário Flávio Maluf, filho de Paulo Maluf, dividia com sua ex-mulher, Jacqueline. Situada no bairro do Morumbi, em São Paulo, a casa está avaliada em 20 milhões de reais.

 

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