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Home  »  Revistas  »  Edição 2153 / 24 de fevereiro de 2010


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Gente


Editado por Lizia Bydlowski

 

Rebolation, badalation, faturation

Derretendo sob um calor de rachar, famosos que vieram do frio ganharam muito dinheiro e muita atenção no Carnaval. Nada, porém, que desviasse o foco. Afinal, quem consegue desgrudar os olhos de tantos corpos malhados, inflados, orkutizados? Resposta: ninguém – nem quem treinou em serviço secreto

Vanessa Carvalho/AE

• Digna e esculpidíssima representante das halterofilistas do samba, GRACYANNE BARBOSA, 26, exibiu o abdômen mais rasgado das avenidas – fez o eixo Rio-São Paulo. Missão cumprida, relaxou, certo? Nada disso: na Quarta-Feira de Cinzas, correu para a academia e recomeçou os treinos de musculação. "Gosto de ficar malhadona o ano inteiro", diz. O único pecado que se permitiu cometer ao voltar dos desfiles foi comer dois pedaços de bolo de banana. "E já foi muito."

 

Felipe Panfili e Philippe Lima/Agnews

• Se por qualquer coisinha PARIS HILTON, 29, dá show, imaginem pelos 700 000 dólares que ganhou para ser garota-propaganda da cerveja que é sinônimo de quem é dada a libertinagens. Diante dos fotógrafos, arrastou-se pelo chão, sacudiu o Orkut, fez carão de latinha na mão. No resto do tempo, preferiu se afogar em tequila – cujo fornecimento garantiu em contrato. "Esta cerveja foi criada para ter cara e gosto de coisa carioca. Paris Hilton é uma patricinha de Hollywood", criticou Marcello Macedo, um dos criadores da marca lançada em 2002 e vendida cinco anos depois. 

 

Joel Silva/Folha Imagem • Antes de entrar no Sambódromo como uma visão de graça e balanço, PAOLA OLIVEIRA, 27 anos, recebeu orientação expressa da diretoria da Grande Rio, da qual foi rainha da bateria, para não fazer o gesto do número 1, pois isso poderia levar a escola a perder pontos. Mas faturamento é faturamento. "Foi espontâneo. Não afrontei ninguém. Era só uma menção ao camarote citado no enredo", argumenta. Por coincidência, é também o camarote onde foi "musa" por um cachê estimado em 100 000 reais. Apesar dos aplausos, a escola deve dispensá-la no ano que vem, em nome de um "rodízio natural". Paola faz que não liga: "A rotina do Carnaval é muito pesada. Não sei se quero voltar a desfilar".


Margarida Neide/Ag. A Tarde • Ele rebolou tanto na semana do Carnaval que precisou chamar uma massagista para dar conta dos quadris doloridos. O baiano (que mais?) LÉO SANTANA, 21, quase 2 metros de altura, inventor do maior hit de Salvador neste ano, o Rebolation (que as pessoas dançam como se estivessem equilibrando um bambolê), conta que, por noite, chegou a entoar trinta vezes a música em cima do trio elétrico – sempre com o tanquinho à mostra. "E isso foi só o começo. Temos mais duas canções para estourar, Quebradinha e Balacobaco. Os programas de TV estão todos atrás de nós", informa. Haja massagista. E ouvido.

 

 

Fotos Roberto Filho/Agnews, AP e AP e Felipe Panfili e Philippe Lima

• Separados? Imagine. JESUS LUZ mostrou que está, isso sim, muito bem aboletado, e de cartola, no seio da família de MADONNA. Durante o desfile das escolas cariocas, fez figuração ao lado da filha mais velha, LOURDES, 13, e pajeou com carinho a caçula, Mercy, 4. A passagem pelo Rio de Janeiro foi proveitosa para o casal. Por duas horas num camarote cervejífico, Madonna levou o nada espumoso cachê de 1 milhão de dólares destinado à sua ONG – o equivalente a 8.333 dólares por minuto, sendo que mais da metade do tempo passou longe da curiosidade do público. Contratado como DJ, Jesus, que não deu uma única requebrada – "Não gosto de samba, só da festa" –, embolsou 40.000 reais por uma apresentação prevista para durar uma hora, mas que, por falta de adeptos, se encerrou em quarenta minutos. Até o segurança-chefe de Madonna, o israelense DANNY ENGELBERG, 35, que durante seis anos integrou o serviço secreto interno de Israel, o Shabak, e já guardou as costas de três primeiros-ministros, pediu à patroa e conseguiu uns dias de folga e virou celebridade: deu autógrafos, posou para fotos e precisou, ele mesmo, da escolta de quatro fortões. Com olhar bem treinado, Engelberg viu uma oportunidade de negócios no Rio. "Conto com técnicas agressivas para proteger celebridades. Com a Copa do Mundo e a Olimpíada, posso ganhar muito dinheiro por aqui", antecipa.

 

Dilson Silva/Ag News
• Numa homenagem, digaCmos, despida de preconceitos, a funkeira VALESCA POPOZUDA, 31, pintou o nome das ruas do Morro da Mangueira no corpo, como forma de agradecer o convite da escola para que saísse como destaque. Tudo numa disposição geográfica peculiar: "Botei todos os becos da comunidade na parte da frente e só um atrás". Qual? O Buraco Quente, instalado logo acima da zona do Orkut. "Tinha localização melhor para esse lugarzinho?", pergunta. Tudo, porém, no maior respeito: "Por baixo da pintura, tinha um tapa-sexo. Senão, a escola perde ponto".


Marquinhas de biquíni bem abusadas foram quase obrigatórias neste ano no corpão das beldades momescas. Fenomenal, mesmo diante da abundante concorrência, a apresentadora SABRINA SATO, 29 anos, conseguiu a proeza de mostrar mais marquinhas do que as outras: lambuzada de cremes auto-bronzeadores, explorou o claro-escuro na cavadíssima fantasia futurista com que desfilou na Salgueiro. Como medidas emergenciais, colou as tiras do top e enfaixou os pés. "Tomei bronca do meu personal stylist, que achou muito feio. Mas foi a primeira vez que não saí com os pés roxos e ensanguentados", comemora.

Edmilson Saldanha/Ag. News

 

Márcia Foletto/Ag. Globo

A capitã PRICILLA OLIVEIRA, 32 anos, só aceitou sair num carro alegórico da Portela, ao lado de sete colegas de farda, porque ela e o namorado, um cabo da PM, tiveram a palavra final sobre o figurino. "De fora, só deixei o braço. Roupa indecente não combina com autoridade", teoriza a policial, que comanda uma força-tarefa contra o tráfico de drogas no Morro Dona Marta, na Zona Sul do Rio de Janeiro. Só teve de fazer uma – penosa – concessão: avessa a salto alto, evoluiu sobre um par de botas de 15 centímetros de altura. "É muito mais difícil se equilibrar num coturno desses do que combater o tráfico em favela", avalia. 

 

Colaboraram Cristiane Sinatura, Juliana Linhares, Ronaldo Soares e Silvia Rogar

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