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VEJA Recomenda
DVDs The Office A Primeira Temporada (Estados
Unidos, 2005. Universal) Num caso raro de tradução sem traição,
a série inglesa The Office, escrita e protagonizada pelo genial
Ricky Gervais, ganhou uma versão americana à altura, a cargo de
Greg Daniels, o criador de Os Simpsons. O comediante Steve Carell interpreta
Michael Scott, o tolo, carente e inconveniente gerente de uma empresa de material
de escritório. Rodados em estilo documental, os seis episódios ao
mesmo tempo satirizam e se compadecem de Michael e dos funcionários que
ele tortura diariamente como o sonso Dwight (Rainn Wilson, a revelação
do seriado). Não à toa, o programa, já em sua terceira temporada
nos Estados Unidos, virou campeão de vendas no iTunes. Live,
Roxy Music e T.Rex (ST2) Nos anos de 1960, o programa de TV alemão
Beat Club foi palco de apresentações ao vivo de grandes bandas
de rock. Devem-se a ele esses registros raros dos grupos ingleses Roxy Music e
T.Rex. Inventor do conceito de pop chic, que incluía referências
à moda e melodias sofisticadas, o Roxy é flagrado numa das poucas
gravações com a participação do tecladista Brian Eno,
que depois se tornaria o produtor bem-sucedido de artistas como Talking Heads
e U2. Vestido como um ser do espaço, Eno dá um showzinho particular
em faixas como Do the Strand em que se limita a dançar e
chacoalhar um pandeiro. A apresentação do T.Rex mostra o vocalista
Marc Bolan com todo o gás no início de carreira.
Divulgação  |
| Kinky
Boots:
comédia excêntrica
| Kinky Boots (Inglaterra/Estados
Unidos, 2005. Buena Vista) Numa cidadezinha da Inglaterra, uma fábrica
de vetustos calçados masculinos está para fechar as portas. Antes,
porém, o herdeiro do negócio tenta um último recurso: encontrar
um nicho inexplorado do mercado. No caso, o de botas e sapatos para drag queens,
com desenho feminino e saltos escandalosos mas estrutura capaz de sustentar o
peso de um homem bem crescido. Simpática como costumam ser as comédias
sobre as excentricidades britânicas, esta aqui conta com uma vantagem indiscutível:
Chiwetel Eljiofor, um ator de primeira que recentemente participou de O Plano
Perfeito e de Filhos da Esperança, e que aqui brilha como a
drag queen que toma a frente da empreitada. Veja
cenas. LIVROS
A
Batalha de Salamina, de Barry Strauss (tradução
de Clóvis Marques e Carlos Araujo; Record; 359 páginas; 49,90 reais)
Ocorrida em 480 a.C., a batalha de Salamina foi um momento crucial da civilização
grega. Mais célebre conflito naval da Antiguidade, ela marcou a vitória
definitiva dos gregos sobre os invasores persas, o que abriu caminho para a era
de ouro da democracia ateniense. O historiador americano Barry Strauss é
especialista em reconstituir operações militares do mundo antigo
em narrativas ágeis e cheias de observações saborosas
fez o mesmo com a Guerra de Tróia. Ele esmiúça as técnicas
de combate da época e dá vida a personagens como Temístocles,
comandante que garantiu a vitória dos gregos mesmo em inferioridade numérica.
Leia
trecho. Naufrágio,
de Louis Begley (tradução de
Sergio Tellaroli; Companhia das Letras; 238 páginas; 42,50 reais)
Polonês radicado nos Estados Unidos, Louis Begley já gozava de renome
como advogado em Nova York quando estreou na literatura, quase aos 60 anos. Em
suas obras, revelou-se um arguto cronista do modo de vida da elite americana
que, naturalmente, conhece por dentro. Seu personagem mais conhecido, Schmidt
(vivido no cinema por Jack Nicholson), é um bon-vivant que cultiva a melancolia
mas não dispensa o caviar. O protagonista do romance Naufrágio
também circula nas altas-rodas. John North é um escritor de meia-idade
em crise, que certo dia se apaixona por uma jornalista da Vogue francesa
um caso extraconjugal que acaba se desdobrando numa trama de suspense.
Leia
trecho.
DISCOS
Ethan Miller/Getty Images
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| Mary J. Blige: o melhor da rainha do hip
hop soul | Reflections
(A Retrospective), Mary J. Blige (Arsenal)
A cantora é uma das poucas artistas do universo pop americano que
podem se orgulhar de ter criado um estilo. Mary J. Blige é rainha do hip
hop soul, que casa as batidas eletrônicas do rap com as baladas da música
negra dos anos 60 e 70. Reflections tem os maiores hits da carreira da
cantora, que despontou em 1992 a vantagem para os fãs brasileiros
é que há muita coisa que não saiu por aqui ou está
fora de catálogo. Estão presentes as principais qualidades da artista,
como a interpretação rasgada e as parcerias com produtores do primeiro
time, como Puff Daddy e Dr. Dre da qual resultou o sucesso No More Drama,
de 2001.
Divulgação
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| Williams, mostrando seu lado mulher: calma,
meninas, é só um clipe | Rudebox,
Robbie Williams (EMI) Reza a lenda que faz dois anos que o cantor mostrou
esse CD à EMI, sua gravadora (e da qual também é um dos principais
acionistas). Os executivos ficaram tão assustados com o álbum
incompatível com a habitual receita de Williams que optaram pelo
engavetamento temporário do projeto. Se isso for verdade, foi um tremendo
erro de cálculo: Rudebox é uma divertida celebração
do pop, embalada por batidas eletrônicas dançantes. Williams tem
a companhia dos Pet Shop Boys na faixa She's Madonna, em cuja letra ele
conta ser obcecado pela cantora (o clipe vai deixar as fãs de cabelos em
pé: Williams surge vestido de mulher, muito à vontade). E faz dueto
com a cantora Lilly Allen em Bongo Bong. |