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Edição 1992 . 24 de janeiro de 2007

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Bolsa de valores
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Camila Antunes

Um quarto do volume financeiro negociado na Bovespa em 2006 saiu da carteira de pessoas como você, com pouco conhecimento em finanças e um desejo de ganhar dinheiro no longo prazo. O instrumento que permitiu essa popularização foi o home broker.

Antonio Gauderio/Folha Imagem


NESTA REPORTAGEM
Quadro: Comparação dos serviços de home broker

Cerca de 70 000 pessoas por mês compram ou vendem ações pelos sites de home broker. Geridos por bancos ou corretoras, tais portais de investimento pela internet têm uma linguagem de fácil entendimento. Neles há informações sobre o andamento do pregão, gráficos e análises do mercado. Alguns oferecem consultoria de investimentos por meio de chats ou telefone.

Assim, o leigo pode tirar suas dúvidas e seguir as sugestões de especialistas.

No ano passado, os papéis da Bolsa de Valores de São Paulo valorizaram-se 32%, o dobro da média de rendimento de um fundo de renda fixa. Quem imagina que vai auferir semelhante lucro comprando ações deve ter mais cautela.

"O primeiro passo para entrar no mercado acionário é abandonar a ilusão de que ele proporciona lucro sem riscos", diz Ricardo Nogueira, superintendente da Bovespa. Na reportagem a seguir, você conhece detalhes sobre a compra de ações pela internet e confere as dicas de investidores e especialistas.

 

Ele estudou antes de começar a investir

Oscar Cabral


O designer carioca Rolf d'Ottenfels, de 22 anos, começou a investir na bolsa há apenas três meses e já conseguiu um lucro de quase 20% sobre o capital inicial. "Encaro o mercado de ações como uma profissão paralela", diz. O segredo para se dar bem, segundo ele, é informar-se antes de começar a investir. Eis o que ele fez (ou faz) e recomenda.

Ler livros sobre o assunto. "Sugiro Aprenda a Operar no Mercado de Ações, de Alexander Elder"

Inscrever-se num site que faça investimentos simulados de ações, como o http://emacao.folha.uol.com.br/. "Aprendi a operar na prática sem, contudo, gastar dinheiro real"

Acompanhar o mercado de ações de modo mais próximo, por meio de softwares. Rolf testou cinco programas e recomenda o Profit Chart (www.neologia.com.br), pelo qual paga 80 reais por mês. "Procuro reverter esse custo nas transações que opero"

Estar consciente de que as perdas podem ocorrer – mas estabelecer um limite para elas. "Decidi assumir riscos de perda de até 1% sobre o patrimônio total investido. Se a desvalorização de uma ação for acima dessa porcentagem, vendo e invisto em outro papel"

Fazer um diário de transações. "Sempre registro o que motivou a compra ou a venda de uma ação. Quando ganho ou perco, fica mais fácil identificar o que acertei ou errei"

 
 
 
 
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