Rasi,
o raso
Por que ele merece ir
para
o al-ça-pão
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| Mauro
Rasi, em cena: e
os rodopios, menino? |
Quer
saber de uma cooooisa? Vai para o al-ça-pão!" De duas
semanas para cá, esse bordão vem assombrando as domingueiras
do Fantástico, na Rede Globo. O sujeito que pragueja
contra tudo e contra todos no quadro A Hora do Alçapão
é o dramaturgo paulista Mauro Rasi –
ao que parece, esforçando-se para imitar o estilo ranzinza
do veterano apresentador Clodovil. Autor de Pérola, uma
das peças mais lucrativas dos anos 90, Rasi sempre sonhou
em repetir na televisão o sucesso que obteve nos palcos.
Há quatro anos, a Globo chegou a anunciar a estréia
do programa As Tias do Mauro, baseado em um besteirol do
autor. A exibição foi abortada em cima da hora, por
pura falta de graça. Como prêmio de consolação,
Rasi acabou ganhando o direito de estrelar o novo quadro do Fantástico.
Seu papel, imaginam os produtores, é criar um "espaço
crítico" dentro do programa (ué, e o Pedro Bial, o
que está fazendo lá?). Mas ele não vai tão
longe. Só faz piadinhas infames sobre assuntos sem a menor
importância. Rasi, o raso, já desancou o grupo de axé
As Meninas, os beberrões do Rock in Rio, a CPI do Futebol
e a melô do tigrão, hit dos bailes funk cariocas. No
auge da excitação, ele pode até dar rodopios,
como que possuído por uma das tais tias sobre as quais ele
muito fala e escreve. Vai para o alçapão ou não
vai?
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