Vapt-vupt
Luta
chinesa chega às tropas
de elite brasileiras
Ronaldo
França
Artes
marciais normalmente são repletas de golpes e posições
muito parecidas que só mesmo os iniciados conseguem diferenciar.
O leigo tem muita dificuldade de entender o que se passa. Essa tem
sido a razão do crescimento de uma luta até então
desconhecida no Brasil, o Ving Tsun, que é um dos mais de
300 tipos de kung fu existentes. Baseado na simplificação
dos movimentos, foi descoberto pelos batalhões militares
de elite há cerca de um ano. Suas principais técnicas
estão sendo ensinadas às tropas especiais do Exército
e da Marinha e aos soldados do Batalhão de Operações
Especiais da Polícia Militar do Rio de Janeiro (Bope), onde
já dividem espaço com lutas tradicionais. O Ving Tsun
foi inventado na China há 300 anos por uma mulher e há
50 anos ganhou o mundo. Apesar de a origem parecer singela, a luta
tem se prestado a objetivos bem mais belicosos.
O
Ving Tsun é especialmente interessante para soldados que
se submetem a situações de risco no confronto direto
porque permite tirar o adversário de ação rapidamente
sem que os oponentes necessitem se atracar em combates mais demorados.
A luta tem basicamente dois golpes, que se resumem a um chute e
um soco, desferidos com poucas variações. O soco é
dado com a mão em posição vertical, para tornar
o movimento mais fácil. O mesmo ocorre com o chute. É
simples e rápido como um pontapé no joelho. Como foi
inventado por uma mulher, tem entre seus golpes principais o infalível
chute nos órgãos genitais masculinos. Nada mais simples.
O Ving Tsun, espalhado por dezenas de países, se organiza
em torno de uma sede em Nova York. Todos os lutadores se consideram
parte de uma família, bem ao estilo dos velhos monges chineses.
Suas academias –
são apenas oito no Brasil –
fazem lembrar velhos templos orientais. A começar pela exclusividade
da luta: as academias não abrem espaço para outras
artes marciais.
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