Para menores
Óculos
escuros de grife têm nova
e pequena clientela

Roan,
o filho de Sharon Stone, com o pai: precoce |
Era
só o que faltava. Além de se vestirem igualzinho aos
pais, os pimpolhos modernos agora deram para incorporar os óculos
escuros e as óticas, mais que depressa, tratam de lhes fazer
a vontade. Nada a ver com bugigangas made in China, de plástico
duvidoso e sobrevivência zero. Com lentes de alta qualidade
e armação importada resistente, um par de óculos
mirins pode custar 300 reais. As crianças gostam que
mãe já não teve o seu "emprestado" pelo filhinho?
e os pais não resistem a mais essa gracinha. A princesa
Caroline de Mônaco, de férias na praia, pôs um
par no narizinho da filha Alexandra, de apenas 1 ano e meio. Nos
passeios com mamãe Sharon Stone e papai Phil Bronstein, o
pequeno Roan ostenta seus estilosos óculos e bate um recorde
de precocidade: está com 6 meses. A atriz Júlia Maggessi,
a Nina da novela Laços de Família, espertíssima
em seus 2 anos e 9 meses, adora fazer pose com o seu par, rosinha.
A mãe, Fabiana Maggessi, incentiva. "Ela ainda passa batom
para combinar", afirma.
As
vendas de óculos escuros no Brasil saltaram de 5 milhões
de pares anuais, em 1996, para 10 milhões, em 2000, mas só
agora os modelos infantis começam a fincar hastes no mercado.
A ótica carioca Lunetterie, freqüentada por socialites
e artistas, inaugura até o fim deste mês a Lunetterie
Enfant, exclusivamente para clientes mirins, com armações
da francesa Naf Naf e da italiana Benetton, modelos com assinatura
de ídolos (Barbie, Sandy) e em cores de times de futebol
mimos a 70 reais os mais baratinhos e 300 reais os mais finos.
"Os modelos no estilo ciclista e surfista, finos e arredondados,
são os preferidos da garotada", diz Giovanni Vassalo Filho,
dono da ótica Mundo da Criança, em Santos, no litoral
de São Paulo.
Selmy Yassuda
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| Júlia
e seu par rosinha: batom para combinar |
A justificativa
dos fabricantes para o preço alto é a tecnologia de
gente grande. A maioria é de acetato, um plástico resistente
e leve (que também quebra, só que leva mais tempo).
As armações, em geral, têm molas para facilitar
o tira e bota no rosto. Os médicos reconhecem que o uso de
óculos escuros é um hábito saudável, mas
não vêem necessidade de criança pequena usar
mesmo porque elas não devem expor-se ao sol muito forte. E
avisam: por mais que a armação cative, o que realmente
importa são as lentes. "Óculos precisam ter filtro de
radiação ultravioleta. Lentes ruins cansam a vista e
causam dor de cabeça", diz Ricardo de Almeida Neves, professor
de oftalmologia da Universidade do Estado do Rio de Janeiro.
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