Longe dos
olhos
Templo
de 4 000 anos será
reenterrado por arqueólogos
Uma
das mais celebradas descobertas arqueológicas da Europa nos
últimos anos está prestes a voltar para debaixo da
terra. Cientistas ingleses acreditam que essa é a forma mais
barata e eficiente de preservar um templo pré-histórico
de 4.000 anos encontrado na costa de
Norfolk, no leste da Inglaterra. O monumento, batizado com o nome
de Seahenge, é feito de madeira de carvalho e desde a descoberta
entrou em rápido processo de deterioração.
A estrutura é um dos poucos exemplares feitos desse tipo
de material que chegaram até nossos dias e seu nome é
uma referência ao famoso templo de Stonehenge. "Uma alternativa
seria impregnar a madeira com soluções químicas
e mantê-la em local apropriado, mas isso exigiria cuidados
imensos e sairia muito caro", disse a VEJA Brian Ayers, arqueólogo
do Museu de Norfolk responsável pela pesquisa no local. "Preferimos
usar o ambiente natural onde o templo passou os últimos séculos
para garantir a preservação", explicou.
O
templo de Seahenge foi descoberto há dois anos, quando uma
tempestade abriu uma grande cratera na praia e desenterrou um círculo
de 6,5 metros de diâmetro formado por 55 colunas de carvalho.
No centro, erguia-se uma espécie de altar construído
com um grande tronco de árvore. Os pesquisadores acreditam
que o monumento de Seahenge era dedicado a sacrifícios humanos
e rituais funerários. Seria uma espécie de porta para
a vida eterna, onde os corpos eram deixados para se decompor naturalmente.
Na crença dos povos primitivos da Inglaterra, essa seria
uma maneira de facilitar a separação entre o corpo
e a alma.
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