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São Paulo Sinais animadoresOperado de
um câncer na bexiga,
Na segunda-feira 14, o governador Mário Covas enfrentou o maior de seus inimigos o câncer. Vítima de um tumor maligno na bexiga, foi submetido a uma operação extremamente agressiva. Foram onze horas de anestesia geral e nove de cirurgia. E, ao que tudo indica, saiu-se vitorioso. A recuperação e, sobretudo, a força de vontade do governador surpreendem os médicos. Um dia depois da operação, espetado por seis sondas, ele já caminhava pela unidade de tratamento intensivo do Instituto do Coração, o Incor, em São Paulo. Dez passos. Pode parecer uma bobagem. Mas não é, ainda mais para um homem de 68 anos, com um passado de sérios problemas de saúde problemas cardíacos, inflamações e infecções graves. Tubos no nariz, sonda na uretra, dreno no abdome contra nada disso Covas reclamava. Angustiava-se apenas por ficar na UTI. Na quinta-feira à tarde, ele foi finalmente transferido para o quarto. Os exames feitos até agora autorizam previsões otimistas sobre o futuro do governador. A doença parece ter sido completamente extirpada. A luta, entretanto, é contra um câncer, mal para o qual os médicos só ousam anunciar a cura depois de cinco anos sem novos sintomas. Até lá, Covas terá de se submeter a exames periódicos para garantir que células cancerosas não migraram da bexiga para outros órgãos. "Se daqui a dois anos nada for encontrado, podemos dizer que o governador tem 95% de chance de estar curado", afirma o urologista Sami Arap, professor titular da Universidade de São Paulo e o responsável pela cirurgia. As batalhas são muitas e longas. Adaptação
Na próxima, o organismo de Covas terá de se adaptar à bexiga feita de
tecidos extraídos do intestino (veja
quadro). Hoje, o novo órgão
tem um terço do tamanho do original. Só o uso o deixará com a capacidade
de uma bexiga de verdade. Por isso, conforme alguns especialistas, durante
três meses o governador pode vir a sofrer de incontinência urinária. Até
o final da semana passada ainda não se sabia quando Covas receberia alta.
Pacientes com casos parecidos costumam ir para casa depois de, em média,
vinte dias. Esse prazo, se cumprido, o impedirá de tomar posse como governador
reeleito de São Paulo no dia 1º de janeiro. Ele seria então representado
pelo vice-governador Geraldo Alckmin. |
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