VEJA Recomenda
DVD
MAD
MEN A PRIMEIRA TEMPORADA (Estados Unidos, 2007. Universal)
Everett Collection/Grupo Keystone

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DVD
Os profissionais
dos
anos 50
em Mad Men:
vidas ideais
afundando na infelicidade |
É o fim da década de 50 e Don Draper (Jon Hamm) é um
dos grandes talentos de uma força nascente: a publicidade. Don é
diretor de criação de uma agência da Madison Avenue (daí Mad Men), tem uma mulher linda (January Jones) e uma casa ideal. Ainda
assim, está afundando em infelicidade. Como, aliás, todos os personagens
desse drama magnífico, que os treze episódios da primeira temporada
desenvolvem com maestria. Como a secretária que aspira a ser algo mais
em um mundo exclusivamente masculino (Elizabeth Moss), o executivo menos do que
talentoso que é desprezado por sua família esnobe, o desenhista
que posa de machão e é homossexual enrustido e a própria
mulher de Don, um modelo de perfeição que está secretamente
à beira de ruir. O criador da série, Matthew Weiner, é um
perfeccionista contumaz, e só a recriação da virada dos anos
50 para os 60 já justificaria a atenção que o programa ganhou
desde seu início. Mas Weiner mira bem mais alto. Seu objetivo é
capturar um desses momentos fulcrais de mudança social e os abalos que
eles provocam nos indivíduos.
CINEMA
SEMPRE
AO SEU LADO (Hachiko: A Dogs Story, Estados Unidos, 2009. Estreia na
próxima sexta-feira)
Everett Collection/Grupo Keystone

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CINEMA
Richard
Gere e o cão akita em
Sempre ao seu Lado: afeição
ilimitada |
Entre os filmes de cachorrinho, este é um exemplar à parte: o cão não é
pretexto para os dramas humanos, mas o protagonista de fato. E com que categoria.
Trata-se de um akita, antiga linhagem japonesa conhecida pela inteligência
e elegância. E também pela afeição ilimitada, como
ilustra a história verídica ocorrida no Japão dos anos
20 e 30 que o diretor Lasse Hallström adapta para os dias de hoje. Aqui,
um filhote de akita despachado de um mosteiro japonês se perde na estação
de trem de uma cidadezinha americana. Mas Hachiko, ou apenas Hachi, como virá
a ser chamado, logo escolhe um dono: o músico Parker Wilson (Richard
Gere). Hachi ama Parker e não suporta se separar dele. Todos
os dias o acompanha até a estação de trem e depois aguarda
ali seu retorno. Um dia, porém, o dono morre e Hachiko passa a década
seguinte voltando todos os dias à estação, sob neve, chuva
e sol, sempre à sua espera. Este filme manso e discreto homenageia
sentimentos que ultrapassam o melhor de que um ser humano seria capaz. Tanto
que Gere parece bem feliz em deixar que o cão roube a cena.
DISCO
Gie Knaeps/LFI
 
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DISCO
John Paul Jones, do Them Crooked
Vultures: o ex-Led Zeppelin em uma nova superbanda |
THEM
CROOKED VULTURES (Sony/BMG)
O Them Crooked Vultures
é o que se costuma chamar de superbanda um grupo composto de nomes
consagrados em outras formações. John Paul Jones (baixo) e Dave
Grohl (bateria) são mestres em seus instrumentos e integraram bandas que
fizeram a diferença na história do rock Jones foi do Led
Zeppelin e Grohl, atualmente nos Foo Fighters, era do Nirvana. O guitarrista
e vocalista Josh Homme, que completa o trio, está um pouco atrás
dos companheiros em biografia e virtuosismo (ele integra o Queens of Stone Age
e Eagles of Death Metal). Mas Homme compensa essa deficiência (se é que a palavra cabe) com um talento inigualável para a composição.
É ele quem define a sonoridade do CD de estreia do Them Crooked Vultures, que parece uma versão aprimorada do Queens of Stone Age (sem as impurezas características da banda do guitarrista). Homme também
é um grande criador de fraseados de guitarra, como se pode perceber
em No One Loves Me & Neither Do I e Gunman. Os fãs
do Led Zeppelin vão se comover com Scumbag Blues, que
lembra os flertes do quarteto inglês com a música negra.
LIVROS
CHAGALL, de Jackie Wullschlager
(tradução de Maria Silvia Mourão Netto; Globo; 736 páginas;
89 reais
O francês Martin Page, de 34 anos, é autor de Como Me Tornei
Estúpido, divertido (ainda que um tanto ingênuo) romance
sobre um intelectual parisiense que conclui que a inteligência só
lhe traz infelicidade e decide ficar burro. Em Talvez uma História
de Amor, o protagonista é mais uma vez uma figura deslocada e solitária:
o publicitário Virgile, que mora em um bairro decadente de Paris e se mantém a distância de qualquer vida social. Certo dia, ao chegar em casa do
trabalho, ele ouve o recado que Clara lhe deixou na secretária eletrônica,
rompendo definitivamente o namoro. O problema é que Virgile não
tem namorada e não conhece nenhuma mulher chamada Clara. Ele chega
a imaginar que sofre de alguma forma de amnésia. E, mesmo sem saber quem
é a mulher da mensagem, decide que vai encontrá-la para reatar o
namoro o que o lança em um imprevisível roteiro
de comédia romântica. Leia o trecho.
Philadelphia Museum/Corbis/Latinstock

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LIVRO
Tela de Marc Chagall: biografia que resume o século XX |
A MORTE DE UM CAIXEIRO-VIAJANTE E OUTRAS 4 PEÇAS,
de Arthur Miller (tradução de José Rubens Siqueira;
Companhia das Letras; 464 páginas; 43 reais)
Arthur Miller (1915-2005) é, ao lado de Tennesse Williams e Eugene ONeill,
um dos grandes dramaturgos americanos do século XX. Autor de mais
de trinta peças de teatro, além de romances, peças para rádio
e roteiros de cinema, Miller também é lembrado por seu breve casamento
com Marilyn Monroe e por ter sido perseguido pelo macarthismo, a histérica
caça aos comunistas que sitiou a vida cultural americana nos anos 50. O clima opressivo daqueles anos, aliás, está representado em uma
das cinco peças reunidas neste livro: As Bruxas de Salém usa um episódio histórico o julgamento e a execução
de "feiticeiras" na cidade de Salem, em 1692 para construir uma
habilidosa alegoria das audiências conduzidas pelo senador Joseph McCarthy. A Morte de um Caixeiro-Viajante é talvez a obra-prima de Miller:
um excruciante exame dos pequenos fracassos na vida de Willy Loman, um vendedor
sessentão que é tratado com desdém pelo chefe mais jovem.
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[A|B#]
A] posição do livro na semana anterior
B] há quantas semanas o livro aparece na lista
#] semanas não
consecutivas
Fontes:
Balneário Camboriú:
Livrarias Catarinense; Belém: Laselva; Belo Horizonte: Laselva, Leitura;
Betim: Leitura; Blumenau: Livrarias Catarinense; Brasília: Cultura, Fnac,
Laselva, Leitura, Nobel, Saraiva, Siciliano; Campinas: Cultura, Fnac, Laselva,
Siciliano; Campo Grande: Leitura; Caxias do Sul: Siciliano; Curitiba: Fnac, Laselva,
Livrarias Curitiba, Saraiva, Siciliano; Florianópolis: Laselva, Livrarias
Catarinense, Siciliano; Fortaleza: Laselva, Siciliano; Foz do Iguaçu: Laselva;
Goiânia: Leitura, Saraiva, Siciliano; Governador Valadares: Leitura; Ipatinga:
Leitura; João Pessoa: Siciliano; Joinville: Livrarias Curitiba; Juiz de
Fora: Leitura; Jundiaí: Siciliano; Londrina: Livrarias Porto; Maceió:
Laselva; Mogi das Cruzes: Siciliano; Mossoró: Siciliano; Natal: Siciliano;
Navegantes: Laselva; Niterói: Siciliano; Petrópolis: Nobel; Piracicaba:
Nobel; Porto Alegre: Cultura, Fnac, Livrarias Porto, Saraiva, Siciliano; Recife:
Cultura, Laselva, Saraiva; Ribeirão Preto: Paraler, Siciliano; Rio Claro:
Siciliano; Rio de Janeiro: Argumento, Fnac, Laselva, Saraiva, Siciliano, Travessa;
Salvador: Saraiva, Siciliano; Santa Bárbara dOeste: Nobel; Santo
André: Siciliano; Santos: Siciliano; São José dos Campos:
Siciliano; São Paulo: Cultura, Fnac, Laselva, Livrarias Curitiba, Livraria
da Vila, Martins Fontes, Nobel, Saraiva, Siciliano; São Vicente: Siciliano;
Sorocaba: Siciliano; Uberlândia: Siciliano; Vila Velha: Siciliano; Vitória:
Laselva, Leitura, Siciliano; internet: Cultura, Fnac, Laselva, Leitura, Nobel,
Saraiva, Siciliano, Submarino. |
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