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Home  »  Revistas  »  Edição 2144 / 23 de dezembro de 2009


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Para quando ele está quentinho

Os termômetros de mercúrio ainda são os preferidos dos brasileiros - por
serem mais baratos (e funcionarem, evidentemente), representam 70%
das vendas. Nos últimos anos, surgiu uma variedade enorme de
modelos sem mercúrio. Eis o que dizem os pediatras sobre eles

Fotos divulgação
Termômetro ecológico
O que é: parecido com o tradicional de axila, tem o mercúrio substituído por substâncias menos nocivas, como índio, gálio e estanho. Custa 15 reais, em média
O que dizem os especialistas: é bem mais seguro do que o de mercúrio, feito de vidro, por causa dos riscos de quebra e ingestão do líquido


Termômetro de chupeta
O que é: uma chupeta com sensor que indica a temperatura da criança por meio de um visor. Tem duração de 200 horas e é à prova d’água. Custa 25 reais, em média
O que dizem os especialistas: como a temperatura bucal é confiável e as crianças se mexem muito, esse tipo de termômetro facilita a medição. Por outro lado, o sensor de temperatura dentro do silicone estende o tempo da medição, que dura cerca de cinco minutos. Não deve substituir as chupetas de uso diário


Termômetro flexível
O que é: um termômetro digital com corpo emborrachado e haste flexível. Movido a pilha, emite sinais sonoros ao fim de cada aferição, que dura cerca de um minuto. Custa 30 reais, em média
O que dizem os especialistas: é uma opção interessante porque não quebra e permite a movimentação do braço - um dos principais desafios das mães é evitar que a criança se mexa durante a medição


Termômetro de testa
O que é: um termômetro digital que, ao ser colocado sobre a testa, mede a temperatura em apenas três segundos. Emite sinal sonoro ao término das medições e memoriza os doze últimos registros. Custa 160 reais, em média
O que dizem os especialistas: não é recomendado pelos pediatras. A medição é rápida, mas imprecisa. Considera apenas a temperatura superficial do corpo e sofre influência da temperatura externa


Termômetro auricular
O que é: por meio de sensores infravermelhos, mede, em apenas três segundos, a temperatura corporal ao ser encostado no ouvido. Custa 150 reais, em média
O que dizem os especialistas: é o preferido dos pediatras. Mais preciso, mede a temperatura dentro do canal auditivo. Por outro lado, custa trinta vezes mais do que os tradicionais

 

Eles são muito perigosos

Proibidos no Canadá, os andadores estão com os dias contados
no que depender dos pediatras brasileiros. Os motivos:

Tosca Radigonda/Getty Images


• Andadores aumentam o risco de quedas e traumatismos. Como as rodinhas atingem uma velocidade que a criança não está preparada para controlar, permitir seu uso é como dar a chave do carro a alguém que não tem habilitação para dirigir. "Os casos mais graves são os de queda em escadas", diz o pediatra Danilo Blank, do Departamento de Segurança da Sociedade Brasileira de Pediatria

• Eles atrapalham o desenvolvimento motor e atrasam os primeiros passos. A criança se apoia sobre o equipamento como se fosse uma bengala, o que afeta o desenvolvimento do equilíbrio. Para a fisiatra Gláucia Somensi Alonso, da AACD, o andador muda a forma como as crianças exploram o ambiente. "As que usam o apoio geralmente não aprendem a cair nem a se levantar", diz

 

Com reportagem de Gabriella Sandoval

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