Imagem da Semana
Um
ídolo que cai
É só uma estátua,
mas na vida real a imagem de Obama
também perde umas lasquinhas
acertaram, é a economia

Vilma Gryzinski
Tarko Sudiarno/AFP
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O prestígio de Barack Obama subiu, parou ou caiu? Depende da pesquisa.
Na primeira quinzena de dezembro, duas delas deram recordes de baixa. A feita pelo Gallup marcou um índice de aprovação de 47%.
Foi o pior resultado de um presidente americano com o mesmo tempo de mandato em
71 anos, e isso inclui Jimmy Carter. Sem nenhuma surpresa, a economia arrastou
o desânimo nacional, com apenas 36% achando que o país está
no rumo certo e 60% com impressão contrária. Robert Gibbs,
o porta-voz presidencial, teve a reação universal às
pesquisas negativas e culpou os pesquisa-dores. "Uma criança de
6 anos com um giz de cera não faria muito diferente", reclamou. Na
semana passada, outro instituto de pesquisa, o Rasmussen Reports, deu um resultado
pior ainda: 53% de opiniões negativas. A diferença entre os que
acham o governo muito bom (26%) e os que fazem uma avaliação muito
ruim (41%) bateu em 15 pontos negativos para Obama. A reforma no sistema de saúde,
a iniciativa mais importante do governo no plano doméstico, ainda enfrentando
percalços para ser aprovada, quase empatou com a avaliação
geral do presidente: 40% a favor e 56% contra. A pesquisa mais recente, feita
pela agência de notícias AP, contrariou as tendências anteriores
e deu 56% de aprovação ao presidente. E o Obama caído?
É só uma cena engraçada: o artista plástico indonésio
Wilman Syahnur fez uma estátua de fibra de vidro, colocou-a num triciclo
e saiu pelas ruas de Yogyakarta. A certa altura, capotou. A ideia, nem
um pouco brilhante, era criticar o presidente, mas parece que muitos americanos
pensaram nisso antes.
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