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VEJA Recomenda DVD
Fotos
divulgação
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menino e seu guepardo, protagonistas de Duma: uma aventura impecável
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Duma (Estados Unidos,
2005. Warner) O guepardo Duma tem o temperamento de um gatinho. Mas já
pesa quase 100 quilos e precisa, portanto, ser devolvido à natureza. Como
seu pai morreu antes de poder ajudá-lo nessa tarefa, o garoto Xan (Alex
Michaeletos) decide empreender sozinho a viagem, que o levará de sua fazenda
sul-africana ao Deserto de Kalahari e à savana. O diretor americano Carroll
Ballard é um especialista no tema, como atesta seu currículo, composto
de O Corcel Negro, Voando para Casa e Os Lobos Nunca Choram,
entre outros. Em sua adaptação de How It Was with Dooms,
o relato semiverídico de Carol e Xan Hopcraft além de mãe
e filho, a certa altura os felizes donos de um guepardo domesticado , o
diretor entrega mais um pequeno clássico infanto-juvenil, muito bem dosado
entre a aventura e o sentimento. Veja
cenas. CINEMA
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Fim e o Princípio: relatos da velhice |
O Fim e o Princípio (Brasil, 2005. Desde
sexta-feira em cartaz em São Paulo e no Rio de Janeiro) O diretor
Eduardo Coutinho, dos documentários Cabra Marcado para Morrer e
Edifício Master, amplia aqui sua experiência. Acompanhado
de sua equipe, mas sem planos e sem roteiro, ele passou um mês na pequena
Araçás, no sertão da Paraíba, recolhendo histórias
de quem as quisesse contar. O que de início parece um tiro no escuro logo
ganha contornos definidos. "Velho gosta de prosa", diz uma das entrevistadas de
Coutinho, e na maioria serão os idosos de Araçás que irão
conversar com ele, relatando, quase sem querer, seus erros e acertos do passado
e também sua visão de uma morte que certamente está próxima.
Mais uma vez, o diretor confirma que, para um bom documentarista, qualquer garimpo
pode render ouro. MÚSICA Elizete
Sobe o Morro, Elizeth Cardoso (EMI) Há anos fora de catálogo,
esse disco lançado originalmente em 1965 representou uma guinada na carreira
de Elizeth Cardoso (1920-1990). Naquela época, a cantora dava preferência
aos sambas-canções e às composições de artistas
como Tom Jobim. Em Elizete Sobe o Morro, ela privilegiou sambistas cujo
repertório era praticamente inédito. É o caso de Cartola,
Zé Kéti e da dupla Elton Medeiros e Paulinho da Viola (que tocam
no álbum). Porém, o destaque é Nelson Cavaquinho (1911-1986).
Elizeth gravou três canções suas, sendo que A Flor e o
Espinho que Cavaquinho fez em parceria com Guilherme de Brito
é considerada uma das interpretações definitivas da carreira
da cantora.  |  | | O
guitarrista Buddy Guy: o blues do divórcio | |
Bring 'Em in, Buddy Guy (Sony/BMG) O
cantor e guitarrista de Chicago alterna belos discos com produções
feitas no piloto automático. Bring 'Em in pertence ao primeiro grupo.
Buddy Guy recrutou o produtor e baterista Steve Jordan, que tem no currículo
trabalhos com Keith Richards e Aretha Franklin. Couberam a ele a escolha de um
repertório mais voltado para o rythm'n'blues e a seleção
dos convidados especiais. Entre os destaques estão o ídolo pop John
Mayer em I've Got Dreams to Remember e Santana que dá o toque
latino a I Put a Spell on You. Mas as faixas que mais sobressaem são
Now You're Gone e Somebody's Sleeping in My Bed. Guy as dedicou
à mulher, que neste ano deu entrada na Justiça americana com um
pedido de divórcio.  |  | | Diana
Krall: como pôr pimenta em Jingle Bells | |
Christmas Songs, Diana Krall (Universal)
No mercado americano de discos, é hábito os artistas pop lançarem
álbuns dedicados às músicas de Natal que não
raro acabam se tornando itens de colecionador. Agora é a vez de a cantora
e pianista canadense Diana Krall trilhar o caminho de astros como Frank Sinatra
e Mariah Carey. Com sua voz rouca e interpretação peculiar, Diana
consegue a proeza de tornar Jingle Bells uma canção sensual.
As faixas do CD também reafirmam o talento de Diana como pesquisadora musical:
uma das músicas mais bem-acabadas aqui é Count Your Blessings
Instead of Sheep, raridade do compositor Irving Berlin (1888-1989). LIVROS
71
Contos, de Primo Levi (tradução
de Maurício Santana Dias; Companhia das Letras; 528 páginas; 41
reais) Sobrevivente de Auschwitz, o mais terrível dos campos de
concentração nazistas, o químico italiano Primo Levi (1919-1987)
deixou um dos mais eloqüentes testemunhos do que foi o horror do holocausto
em obras autobiográficas como É Isto um Homem? e A Trégua.
Os três livros de contos reunidos nesse volume Histórias
Naturais, que o autor publicou com o pseudônimo de Damiano Malabaila,
Vício de Forma e Lilith revelam que o talento de Levi
não se resumia ao memorialismo. Alguns contos voltam ao tema central de
sua obra, o holocausto. Mas também há histórias fantásticas
e até de ficção científica. Leia
trecho. A
Bruxa de Kepler, de James A. Connor (tradução de Talita
M. Rodrigues; Rocco; 378 páginas; 53 reais) O alemão Johannes
Kepler (1571-1630) entrou para a história da ciência principalmente
por ter introduzido um aperfeiçoamento crucial no modelo de sistema solar
proposto por Nicolau Copérnico quase um século antes: Kepler descobriu
que a órbita dos planetas segue uma trajetória elíptica,
e não circular. Nessa biografia, o americano James Connor um ex-jesuíta
com formação em filosofia, ciência e literatura investigou
a difícil posição de Kepler diante dos conflitos religiosos
que dividiam o século XVII. O mais curioso é a reconstituição
do julgamento de Katharina, mãe do cientista, que foi acusada de praticar
bruxaria. Leia
trecho.
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