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Radar
Lauro Jardim (ljardim@abril.com.br)
ECONOMIA
Te cuida,
Pão de Açúcar
O Wal-Mart anuncia nos próximos dias a compra da
rede Sonae no Brasil. Os portugueses estão vendendo os 141
supermercados que possuem por cerca de 700 milhões de euros
para o gigante americano.
Te cuida,
Wal-Mart
Na semana passada, o alto comando do grupo Pão de
Açúcar aprovou um agressivo plano de expansão.
Até o fim de 2007, quer abrir outras 53 lojas do Extra, que
estará presente em mais seis estados, além dos nove
atuais.
Bem encaminhado
Os irmãos Joseph e Moise Safra estão perto
de um acordo. Se tudo se encaminhar como o previsto, Joseph compra
a parte do irmão no Banco Safra.
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Cabra marcado para morrer
José Cruz/ABR
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| Pizzolato: indiciado, mas não
agora |
O relator da CPI dos Correios, Osmar Serraglio, tornará
público seu primeiro relatório (haverá
outros) nos próximos dias. Nele, estará
escrito com todas as letras que os empréstimos
do Rural e do BMG ao PT não passavam de uma farsa
eram apenas simulações. Do relatório
constará também o indiciamento de Cláudio
Mourão, caixa da campanha do tucano Eduardo Azeredo
ao governo de Minas Gerais em 1998. Henrique Pizzolato,
o notório ex-diretor de marketing do BB, safou-se
de indiciamento agora. Mas, segundo alto integrante
da CPI, não escapará do próximo
relatório.
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PROPAGANDA
O destino
de Silvio
Silvio Matos, que até o mês passado era presidente
e sócio da Y&R, a maior agência brasileira, anuncia
nos próximos dias seu destino hoje, o mistério
número 1 do meio publicitário. Ele, que deixou a empresa
depois de uma briga com seu sócio Roberto Justus, está
abrindo sua própria agência. Batizou-a de Matos. Está
levando para lá sete ex-executivos da Y&R. É praticamente
certo que o grupo britânico WPP (também sócio
de Justus) participará do negócio.
Auto-suficiência
e campanha
O contrato de Duda Mendonça com a Petrobras termina
no início de dezembro. Se não houver imprevistos de
última hora, será renovado. Pelo menos é o
que se deduz de uma reunião ocorrida no dia 11 na sede da
estatal. Na ocasião, as três agências que a atendem
(incluindo a de Duda) apresentaram a nova megacampanha publicitária
da Petrobras a da auto-suficiência de petróleo,
que será alcançada no ano que vem. Vai se gastar algo
como 60 milhões de reais para comemorar o evento. Num ano
de eleição, vai ser uma festa.
GOVERNO
De Bush
para Lula
Não há como negar: existe realmente empatia
entre George W. Bush e Lula. Na semana passada, Lula recebeu uma
carta manuscrita do presidente americano agradecendo a "hospitalidade
calorosa" e o "almoço fantástico" servido a ele e
a Laura Bush no início deste mês na Granja do Torto.
Cartas manuscritas de presidente a presidente, ressalte-se, não
são praxe, são exceções.
Fogos
para Palocci
A Força Sindical comprou fogos de artifício
para soltar se o ministro Antonio Palocci cair. São fogos
suficientes para quinze minutos de pirotecnia. Nos últimos
dias, os técnicos responsáveis pelo acionamento dos
fogos ficaram de plantão na sede da Força Sindical.
Os fogos estão instalados no 14º andar da sede, em São
Paulo.
ELEIÇÕES 2006
Juros
de campanha
José Dirceu está certo de que Lula baixará
muito (muito mesmo) os juros em 2006 para alavancar a economia no
ano eleitoral. E tem repetido para interlocutores mais chegados,
sabe-se lá baseado em quê, que a economia crescerá
7% em 2006.
CPI
O que
fazia Teixeira?
No depoimento de Carla Cico, ex-presidente da Brasil Telecom,
na quarta-feira passada na CPI dos Correios, a esquerda petista
evitou um tema espinhoso: o advogado Roberto Teixeira, amigão
do peito de Lula, próximo a ponto de o presidente já
ter morado de graça num de seus imóveis por nove anos.
Compadre de Lula, Teixeira foi contratado como consultor da BrT
durante dezoito meses recebendo cerca de 60.000 reais mensais. Entre
os governistas não houve quem tivesse curiosidade de perguntar,
afinal, o que Teixeira fazia para merecer tal remuneração.
FUTEBOL
A máfia
à espreita 1
Clubes descontentes com sua classificação
no Campeonato Brasileiro vêm tentando se aproveitar do escândalo
da máfia do apito para tentar melar o torneio. Como a Fifa
proíbe os times de entrar com ações na Justiça
comum, alguns têm recorrido aos serviços de "laranjas".
A máfia
à espreita 2
Na semana passada, um advogado mineiro ligou para o repórter
André Rizek, um dos autores da reportagem de VEJA que revelou
a existência do escândalo da arbitragem, oferecendo
"recursos" para que ele o "ajudasse" a elaborar uma ação.
O advogado, defensor de famosa ex-secretária envolvida no
escândalo do mensalão, dizia falar em nome de um time
que já foi campeão brasileiro e hoje está ameaçado
de rebaixamento.
Encrenca
à vista
Sabe aquele jogo da seleção brasileira contra
o Kuwait, que era para ocorrer na semana passada e foi desmarcado
na última hora? Os kuwaitianos não se conformaram
e partiram para a briga afinal, investiram 3 milhões
de dólares no evento. Querem que o time de Carlos Alberto
Parreira jogue lá de qualquer maneira antes da Copa. Na sexta-feira
passada, os advogados do governo do Kuwait notificaram a Blue Sport,
a empresa suíça contratada pela CBF para organizar
o jogo. Exigem que em dez dias a CBF marque uma nova data para a
partida. O problema é que a CBF não quer mais saber
do jogo.
Nada
de castelos
O craque do Milan e da seleção Kaká
está de casamento marcado para muito breve. Discreto, como
sempre, tentará fazer uma cerimônia sem muito carnaval.
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Uma briga nada evangélica
Célio Messias/AE
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Ted Soqui
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| Garotinho e Macedo:
rompidos há quatro meses |
Reina o desentendimento no reino
evangélico. Há quatro meses, uma reunião
ocorrida na sede carioca da Rede Record selou o rompimento
entre Anthony Garotinho e o bispo Edir Macedo, chefe
da Igreja Universal do Reino de Deus. A conversa, a
dois, fora marcada a pedido de Macedo. Ríspida
o tempo todo, não terminou bem: no meio de uma
discussão, Garotinho (chamado de "menino" algumas
vezes pelo bispo) levantou-se e foi embora. Nunca mais
se falaram. Nas semanas anteriores ao encontro, o jornal
de Macedo, Folha Universal, vinha batendo, edição
após edição, no ex-governador do
Rio. Depois da malograda conversa, os cascudos continuaram.
"Ele quer me enfraquecer no mundo evangélico",
tem dito Garotinho a interlocutores mais próximos.
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Colaboraram Felipe Patury e Thaís
Oyama
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