Edição 1932 . 23 de novembro de 2005

Índice
Claudio de Moura Castro
Millôr
Diogo Mainardi
Tales Alvarenga
André Petry
Roberto Pompeu de Toledo
Carta ao leitor
Entrevista
Cartas
Radar
Holofote
Contexto
Datas
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Gente
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Radar

Lauro Jardim (ljardim@abril.com.br)

ECONOMIA

Te cuida, Pão de Açúcar
O Wal-Mart anuncia nos próximos dias a compra da rede Sonae no Brasil. Os portugueses estão vendendo os 141 supermercados que possuem por cerca de 700 milhões de euros para o gigante americano.

Te cuida, Wal-Mart
Na semana passada, o alto comando do grupo Pão de Açúcar aprovou um agressivo plano de expansão. Até o fim de 2007, quer abrir outras 53 lojas do Extra, que estará presente em mais seis estados, além dos nove atuais.

Bem encaminhado
Os irmãos Joseph e Moise Safra estão perto de um acordo. Se tudo se encaminhar como o previsto, Joseph compra a parte do irmão no Banco Safra.

 

Cabra marcado para morrer


José Cruz/ABR
Pizzolato: indiciado, mas não agora


O relator da CPI dos Correios, Osmar Serraglio, tornará público seu primeiro relatório (haverá outros) nos próximos dias. Nele, estará escrito com todas as letras que os empréstimos do Rural e do BMG ao PT não passavam de uma farsa – eram apenas simulações. Do relatório constará também o indiciamento de Cláudio Mourão, caixa da campanha do tucano Eduardo Azeredo ao governo de Minas Gerais em 1998. Henrique Pizzolato, o notório ex-diretor de marketing do BB, safou-se de indiciamento agora. Mas, segundo alto integrante da CPI, não escapará do próximo relatório.

PROPAGANDA

O destino de Silvio
Silvio Matos, que até o mês passado era presidente e sócio da Y&R, a maior agência brasileira, anuncia nos próximos dias seu destino – hoje, o mistério número 1 do meio publicitário. Ele, que deixou a empresa depois de uma briga com seu sócio Roberto Justus, está abrindo sua própria agência. Batizou-a de Matos. Está levando para lá sete ex-executivos da Y&R. É praticamente certo que o grupo britânico WPP (também sócio de Justus) participará do negócio.

Auto-suficiência e campanha
O contrato de Duda Mendonça com a Petrobras termina no início de dezembro. Se não houver imprevistos de última hora, será renovado. Pelo menos é o que se deduz de uma reunião ocorrida no dia 11 na sede da estatal. Na ocasião, as três agências que a atendem (incluindo a de Duda) apresentaram a nova megacampanha publicitária da Petrobras – a da auto-suficiência de petróleo, que será alcançada no ano que vem. Vai se gastar algo como 60 milhões de reais para comemorar o evento. Num ano de eleição, vai ser uma festa.

 

GOVERNO

De Bush para Lula
Não há como negar: existe realmente empatia entre George W. Bush e Lula. Na semana passada, Lula recebeu uma carta manuscrita do presidente americano agradecendo a "hospitalidade calorosa" e o "almoço fantástico" servido a ele e a Laura Bush no início deste mês na Granja do Torto. Cartas manuscritas de presidente a presidente, ressalte-se, não são praxe, são exceções.

Fogos para Palocci
A Força Sindical comprou fogos de artifício para soltar se o ministro Antonio Palocci cair. São fogos suficientes para quinze minutos de pirotecnia. Nos últimos dias, os técnicos responsáveis pelo acionamento dos fogos ficaram de plantão na sede da Força Sindical. Os fogos estão instalados no 14º andar da sede, em São Paulo.

 

ELEIÇÕES 2006

Juros de campanha
José Dirceu está certo de que Lula baixará muito (muito mesmo) os juros em 2006 para alavancar a economia no ano eleitoral. E tem repetido para interlocutores mais chegados, sabe-se lá baseado em quê, que a economia crescerá 7% em 2006.

 

CPI

O que fazia Teixeira?
No depoimento de Carla Cico, ex-presidente da Brasil Telecom, na quarta-feira passada na CPI dos Correios, a esquerda petista evitou um tema espinhoso: o advogado Roberto Teixeira, amigão do peito de Lula, próximo a ponto de o presidente já ter morado de graça num de seus imóveis por nove anos. Compadre de Lula, Teixeira foi contratado como consultor da BrT durante dezoito meses recebendo cerca de 60.000 reais mensais. Entre os governistas não houve quem tivesse curiosidade de perguntar, afinal, o que Teixeira fazia para merecer tal remuneração.

 

FUTEBOL

A máfia à espreita 1
Clubes descontentes com sua classificação no Campeonato Brasileiro vêm tentando se aproveitar do escândalo da máfia do apito para tentar melar o torneio. Como a Fifa proíbe os times de entrar com ações na Justiça comum, alguns têm recorrido aos serviços de "laranjas".

A máfia à espreita 2
Na semana passada, um advogado mineiro ligou para o repórter André Rizek, um dos autores da reportagem de VEJA que revelou a existência do escândalo da arbitragem, oferecendo "recursos" para que ele o "ajudasse" a elaborar uma ação. O advogado, defensor de famosa ex-secretária envolvida no escândalo do mensalão, dizia falar em nome de um time que já foi campeão brasileiro e hoje está ameaçado de rebaixamento.

Encrenca à vista
Sabe aquele jogo da seleção brasileira contra o Kuwait, que era para ocorrer na semana passada e foi desmarcado na última hora? Os kuwaitianos não se conformaram e partiram para a briga – afinal, investiram 3 milhões de dólares no evento. Querem que o time de Carlos Alberto Parreira jogue lá de qualquer maneira antes da Copa. Na sexta-feira passada, os advogados do governo do Kuwait notificaram a Blue Sport, a empresa suíça contratada pela CBF para organizar o jogo. Exigem que em dez dias a CBF marque uma nova data para a partida. O problema é que a CBF não quer mais saber do jogo.

Nada de castelos
O craque do Milan e da seleção Kaká está de casamento marcado para muito breve. Discreto, como sempre, tentará fazer uma cerimônia sem muito carnaval.

 

Uma briga nada evangélica


Célio Messias/AE
Ted Soqui
Garotinho e Macedo: rompidos há quatro meses

Reina o desentendimento no reino evangélico. Há quatro meses, uma reunião ocorrida na sede carioca da Rede Record selou o rompimento entre Anthony Garotinho e o bispo Edir Macedo, chefe da Igreja Universal do Reino de Deus. A conversa, a dois, fora marcada a pedido de Macedo. Ríspida o tempo todo, não terminou bem: no meio de uma discussão, Garotinho (chamado de "menino" algumas vezes pelo bispo) levantou-se e foi embora. Nunca mais se falaram. Nas semanas anteriores ao encontro, o jornal de Macedo, Folha Universal, vinha batendo, edição após edição, no ex-governador do Rio. Depois da malograda conversa, os cascudos continuaram. "Ele quer me enfraquecer no mundo evangélico", tem dito Garotinho a interlocutores mais próximos.

Colaboraram Felipe Patury e Thaís Oyama

 

 

 



Foto: Caio Guatell/Folha Imagem


 
 
 
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