Edição 1932 . 23 de novembro de 2005

Índice
Claudio de Moura Castro
Millôr
Diogo Mainardi
Tales Alvarenga
André Petry
Roberto Pompeu de Toledo
Carta ao leitor
Entrevista
Cartas
Radar
Holofote
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Gente

Não parece, mas é


Reuters
Jennifer: única não modelo no Pirelli 2006

Linda e irreconhecível (seu mais famoso atributo mal aparece e está classudíssima, tudo o que não é na vida real), a cantora e, vá lá, atriz Jennifer Lopez é capa e recheio do calendário Pirelli 2006. Fotografada na Riviera Francesa, Jennifer, 36 anos, em versão razoavelmente convincente das divas hollywoodianas dos anos 50, ilustra a capa, janeiro e fevereiro. É a única não modelo na folhinha de 2 milhões de dólares que a empresa não vende, só dá de presente a seletos felizardos. Entre outras beldades de botar fogo na borracharia, fazem pose no calendário Gisele Bündchen e Natalia Vodianova; Kate Moss pré-inferno astral também enfeita os meses de julho e agosto.

 

Com galácticos ninguém pode


Paulo Pinto/AE
Ana e Roberto Carlos, em festa em 2004: a amizade rendeu

Separado, sem namorada fixa, o jogador Roberto Carlos, 32 anos, anda torcendo pela seleção sobre-45. Depois de "conhecer melhor" a cantora Fafá de Belém, 49 anos, quando a seleção jogou no Pará em outubro, trocou uns passes com a apresentadora Ana Maria Braga, 56, em noitada recente em Madri. Ana, que estava em Lisboa, voou com amigos, num jatinho providenciado pelo jogador, para assistir de camarote a um jogo do Real Madri; depois, foi jantar com Roberto Carlos e uma turma de galácticos, entre eles Ronaldo, Robinho e Beckham, enturmadíssimo com os brasileiros. Houve animado e explícito bate-bola e a noite acabou na casa do craque. Segundo tempo à vista? Ela desconversa: "Roberto Carlos é um verdadeiro cavalheiro e um grande amigo". Ele, cavalheirescamente, não tem "nada a declarar".

 

Agora, em versão para criança


Divulgação
Cléo-patra: especial para outro público

O que dura mais: a maldição das pirâmides ou o olho comprido dos tios? Cléo Pires, 23 anos, está disposta a desafiar ambos. Depois de deixar os coroas babando em América, a atriz muda de público e participa de um dos quatro episódios do especial infantil Clara e o Chuveiro do Tempo, que a Globo exibe a partir de 18 de dezembro (o capítulo com ela vai ao ar no dia 25). No especial, que conta a história de uma menina às voltas com a máquina do tempo inventada pelo avô, Cléo será Cleópatra – sim, a rainha egípcia, trazida sem querer para a época atual. Physique du rôle é o que não falta.

 

Ruivinha à grega

Otávio Dias de Oliveira
Marina: dançando e falando grego em Santorini


Pelo menos um dom a atriz Marina Ruy Barbosa, 10 anos, herdou do tataravô, ele próprio, o Águia de Haia: a facilidade para aprender coisas novas. Com apenas nove aulas de grego e sete de dança folclórica do país, saiu-se muito bem interpretando, em plena Santorini, a graciosa Sabina, filha de um casal brasileiro que toca um restaurante numa ilha grega (atenção, é novela, não adianta clamar por verossimilhança) em Belíssima. "Teve gente que não acreditou quando eu disse que era brasileira", conta Marina, ruiva por obra "lá de trás" na família de origem italiana (a mãe é loira; o pai, moreno). Com três novelas e um filme no currículo, ela sempre quis ser atriz. "Quando eu era pequenininha, queria desmontar a TV e entrar nela", conta.

 

Vida de princesa, nunca mais


AFP
Issei Kato/Reuters
Sayako, na despedida e com Kuroda: uma infeliz a menos

Embrulhada em doze espetaculares camadas de quimono, privilégio da família imperial, a princesa Sayako, 36 anos, filha do imperador Akihito, disse adeus ao título e ao palácio. Depois, de comportados vestido branco e colar de pérolas, casou-se com Yoshiki Kuroda, 40, funcionário público e plebeu, e foi morar num apartamento alugado de um quarto (com o dote equivalente a mais de 1 milhão de dólares, o casal comprou outro maior, em construção). É pouco provável, no entanto, que a ex-princesa tenha saudade das mordomias palacianas – apesar da "sorte quase inimaginável" de nascer onde nasceu, sentiu-se muitas vezes "solitária" e "cheia de inquietude", revelou no dia do seu aniversário, em abril. Com a confissão, Sayako se juntou ao coro de mulheres infelizes com o rigor massacrante da casa imperial japonesa – sua mãe, Michiko, passou meses sem conseguir falar por causa de stress; a cunhada, Masako, pressionada para produzir um herdeiro (só tem uma filha), entrou em depressão e raramente aparece em público. A senhora Kuroda, pelo jeito, livrou-se de boa.

 

Editado por Lizia Bydlowski.
Colaboraram Bel Moherdaui e Ronaldo Soares

 
 
 
 
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