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Cartas
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"Lógica, bom senso e manejo
eficiente de estatísticas tornam mais palpável
a observação do mundo. Isso foi conseguido com
brilhantismo por Steven Levitt."
Jorge Jossi Wagner
Ribeirão Preto, SP
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Steven Levitt
Oportuníssimas e inteligentes
a reportagem "O brilho do lado oculto das coisas" (16 de novembro)
e a entrevista com o americano Steven Levitt, por seu conteúdo
e pela acurada observação dos problemas sociais e
suas soluções por meio da aplicação
de uma filosofia econômica. Valem para o Brasil as questões
abordadas sobre aborto, educação, adoção,
sexualidade.
Modesto Laruccia
São Paulo, SP
É intrigante observar
como a economia, uma matéria às vezes elitista, difícil
de entender e chata para os leigos, fascina tanta gente quando associada
a assuntos do cotidiano. Isso prova que essa ciência não
somente explica taxas de crescimento, variação cambial,
renda per capita, gasto público etc., mas é também
importante no contexto de uma visão integrada de assuntos
que afetam o nosso dia-a-dia, independentemente de nossa profissão,
status e classe social.
Adriana Cunha Costa
Washington, DC, EUA
Fiquei muito intrigado com a
matéria de capa, pois ela nos desafia a pensar como são
diferentes nossas respostas ou soluções quando não
levamos em conta (mesmo que hipoteticamente) variáveis como
religião, moral, costumes. Às vezes, problemas difíceis
são solucionados com ações simples mas contundentes:
será que estamos preparados?
Dênis Costa Soares
Bauru, SP
A idéia do juiz federal
americano Richard Posner sobre a adoção é estapafúrdia
e contraria, além do bom senso, todas as convenções
internacionais e leis existentes. A regra universal é que
a criança deve ficar com sua família natural ou, não
sendo possível, com a família substituta, no Brasil
na forma de guarda, tutela ou adoção. O aluguel de
crianças ou a compra do poder familiar (pátrio poder),
como é sugerido, é uma aberração. O
mais simples e lógico é ajudar, promover os pais naturais
para evitar o abandono. A originalidade tem limites, ainda mais
quando se trata de algo tão sério como a adoção.
Alyrio Cavallieri
Ex-juiz de menores
Rio de Janeiro, RJ
A reportagem veio fortalecer
o que sempre imaginei sobre as convenções, principalmente
os ajustes de ações políticas e sociais, que
devem ser confrontados permanentemente. Desafiar as explicações
do senso comum realmente nos deixa mais lúcidos, e as respostas
são surpreendentes. Já fiz um empenho no orçamento
financeiro de dezembro e vou adquirir o livro.
Juracy Dultra
Ipirá, BA
Só a carência de
grandes pensadores da nossa era justifica o fenômeno Steven
Levitt. Um pensador medíocre que nada traz de novo ou revolucionário.
Suas idéias são baseadas em pesquisas, e mesmo assim
as conclusões são duvidosas. Em alguns anos ninguém
vai se lembrar dele, e o senso comum combatido por ele durará
enquanto existir a humanidade.
Richard Brokaw
Búzios, RJ
Há muito sabemos que o
crescimento desordenado da população causa enormes
mazelas sociais, dentre as quais a violência e a criminalidade.
A solução (dentro da lógica de um estado de
direito) para isso, contudo, não é o aborto, mas sim
o controle de natalidade, de maneira preventiva e esclarecedora.
Carine Nassri
Ilhéus, BA
A entrevista mostra coisas que
todos sabemos, ou deveríamos saber: nada funciona sem causa
e efeito, nada funciona isoladamente, muitas vezes várias
causas, outras uma só e vários efeitos. Tudo o que
está fora do nosso tempo não sentimos, para nós
é algo que não existe. Somos pequenos e ignorantes
para tudo entender. Como diz a Bíblia, tudo pode ser
usado para o bem ou para o mal, dentro disso se observam inversões
de nossa vontade, isso ainda não aprendemos a controlar.
Mesmo assim ainda existe o tempo de nossa vontade.
Celio Valim Dias
São Miguel Iguaçu, PR
O dinheiro de Cuba
Ao prestar seu depoimento à
CPI dos Bingos, o economista Vladimir Poleto não economizou
palavras ao tentar desqualificar a reportagem de VEJA sobre os dólares
vindos de Cuba ("Desmascarado ao vivo", 16 de novembro). Envergonhounos
e à classe dos economistas, em especial, sendo desmascarado
em rede nacional. Numa tentativa sem sucesso, quis ludibriar a platéia
e a nação com uma montagem falsa de seu depoimento,
colocando a culpa numa "cachacinha". Num país onde vemos
freqüentemente na traseira de caminhões a frase "Se
pinga fosse fortificante, o Brasil seria um país de gigantes",
explica-se a estratégia usada pelo depoente, reforçando
a teoria do grande mal que a cachaça faz e que espécie
de gigantes temos.
Izabel Avallone
São Paulo, SP
Enquanto Poleto fazia malabarismo
no Congresso, o site Veja On-Line cessou as mentiras de forma muito
competente. A publicação do áudio da entrevista
no site da revista demonstrou transparência e ratificou os
fatos apontados na polêmica reportagem de Policarpo Júnior.
Leandro Anésio Coelho
Resende Costa, MG
É, segredo de bêbado
não tem dono. O troféu Pinóquio desta semana
vai para aquele senhor que, quando bebe, não sabe o que faz
nem o que fala. O maior prejuízo ao país, causado
por essa gente, será o da crescente disseminação
da esperteza e da desonestidade.
Antônio César da Cunha Chaves
Porto Alegre, RS
Cumprimento VEJA pela responsabilidade
social representada pelas denúncias feitas nos últimos
meses, que têm colaborado de maneira tremendamente útil
no processo de investigação. O caso dos dólares
cubanos é, sem dúvida, mais uma prova de que esta
revista é o maior e melhor meio de comunicação
social deste país.
Fernandino Rodrigues, estudante
Caruaru, PE
Conforme a própria reportagem
"Campanha de Lula recebeu dinheiro de Cuba" (2 de novembro), a viúva
do senhor Ralf Barquete, Sueli Barquete, negou a informação
de que teria feito um desabafo a minha pessoa e, como pessoalmente
não tive a oportunidade de falar sobre esse assunto, venho
confirmar que não houve essa conversa nem desabafo da senhora
Sueli feito a minha pessoa. Houve, sim, um pedido de bolsas de estudo,
logo após a morte do senhor Ralf, para os filhos que estudavam
na minha faculdade, e, por conhecer o marido e pela situação
do falecimento, foi concedida a bolsa a seus dois filhos para que
pudessem concluir os estudos universitários.
Chaim Zaher
Ribeirão Preto, SP
Antonio Palocci
Observando-se todos os fatos
comprometedores que emergem da época de suas duas gestões
como prefeito de Ribeirão Preto, é forçoso
concluir que Palocci foi não só adepto do esquema
ilegal e corrupto de arrecadação de dinheiro para
o PT, com utilização da administração
pública, mas provavelmente um de seus mentores.
Martônio Ribeiro
Ribeirão Preto, SP
A capital brasileira do chope
pode colocar o ministro Palocci numa gelada ("Fecha-se o cerco contra
Palocci", 16 de novembro)!
Wiliam Tabchoury
Piracicaba, SP
Tasso Jereissati
É de concluir da entrevista
do senador Jereissati (Amarelas, 16 de novembro) que a imprensa
brasileira é mais corajosa e mais compromissada com o país
do que os partidos de oposição. Se o governo comete
desatinos e a oposição é tímida demais
para passar do discurso à ação, quem protege
a sociedade brasileira? Os milhões de eleitores que votaram
no PSDB na última eleição presidencial têm
o direito de esperar de seu partido uma oposição aguerrida
e responsável.
Stella Maris
Por e-mail
Tasso Jereissati ataca Lula mas
ao mesmo tempo afirma que o PSDB não quer o impeachment por
falta de convencimento popular, como na era Collor. Ora, bolas,
naquela época o PT e o resto da esquerda foram para as ruas
aliciar o clamor popular para derrubar um presidente que diziam
ser corrupto. E Collor caiu. Sendo assim, por que o PSDB não
faz o mesmo?
Sérgio de Souza Tôrres
Rio de Janeiro, RJ
Prepotente e arrogante, marca
registrada dos tucanos que se dizem preocupados com o povo brasileiro,
em nenhum momento da entrevista o senhor Tasso disse a que veio.
É a vida do brasileiro que nos interessa, e não a
vaidade pessoal de alguns poucos. Por favor, tratem-nos com dignidade,
vocês são nossos funcionários, não se
esqueçam disso nunca!
Fátima Franco
Santa Bárbara d'Oeste, SP
As perguntas que Thaís
Oyama fez ao senador Jereissati são exatamente o que nós
pensamos. Se o senador quer realmente ajudar o país, é
melhor começar a pensar no impeachment do senhor Lulla e
saber que Hugo Chávez é mais para programa cômico.
Nelly May Nicolau
São Paulo, SP
Em primeiro lugar, parabéns
à excelente jornalista Thaís Oyama pela entrevista.
A afirmação do senador Tasso Jereissati sobre o seu
colega de partido Eduardo Azeredo ("Ocorreu quando ele foi candidato
ao governo de Minas, antes de assumir a presidência do partido")
é a mesma declaração do Zé Dirceu para
se eximir da culpa e não ser cassado, pois era ministro e
não deputado federal quando ocorreram as falcatruas de que
é acusado.
Ruy Humberto Godoy de Mesquita
Jaboatão dos Guararapes, PE
Espantosa a entrevista do senador
Tasso Jereissati. Quando um senador como ele fala na própria
incompetência, é sinal de que alguém está
querendo enganar alguém. No caso do favorecimento do filho
de Lula pela Telemar, por exemplo, ele diz que é preciso
resguardar a intimidade familiar. Por favor, não existe intimidade
familiar quando o assunto envolve dinheiro público. O problema
é que no meio se encontra o irmão dele, Carlos Jereissati.
Por sinal, Carlos Jereissati passou a ser um dos proprietários
da Telemar nas privatizações tucanas, o que já
é esquisito.
Roberto Kenard
São Luís, MA
Diego Maradona
Maradona pode fazer o que quiser
daqui para a frente, mas nunca chegará nem perto de Pelé.
Já está na hora de a imprensa brasileira parar de
babar nesse cara, até pelo que ele já fez contra nós,
brasileiros. Chega de bajular ("O perfeito idiota latino-americano",
16 de novembro).
Evanio Mesquita
São Paulo, SP
VEJA foi injusta e deselegante
com Maradona. Por tudo o que ele já representou para o futebol,
merecia mais respeito. Uma tristeza o deslize de VEJA. Dor-de-cotovelo,
só pode. Mas não perco a fé. Vocês ainda
vão superar o complexo de inferioridade com relação
aos argentinos.
Matilde de Paula
Melbourne, Austrália
Carlitos Tevez
Raça, talento e perseverança.
Carlitos Tevez mais brasileiro, impossível ("Tevez,
o bailarino", 16 de novembro).
Ednei Arcoverde
Teresina, PI
Aposentadoria precoce
Parabéns pela matéria
"Aposentar-se? Só na hora certa" (16 de novembro), da jornalista
Anna Paula Buchalla. Atuando com projetos de pós-carreira
desde 1980, no Brasil, podemos confirmar vários dos pontos
abordados. Vale no entanto acrescentar, com base nos trabalhos com
dezesseis empresas e 321 executivos de média e alta gerência,
alguns dados da realidade brasileira. Despreparo para a perda da
identidade organizacional por não haver criado outros interesses
além do profissional; carreiras profissionais cada vez mais
curtas num contexto de prolongamento da vida; relacionamentos estritamente
profissionais que criam um grande "vazio" social; depressão,
alcoolismo e separações, além da perda da auto-estima;
dificuldade com o ócio por uma questão cultural (exemplo:
"o ócio é a mãe de todos os vícios").
Pela nossa experiência, esse preparo deve iniciar-se, no mínimo,
dois anos antes da aposentadoria. E é uma responsabilidade
da empresa, à medida que ela capta, prepara, retém
e desenvolve seus recursos humanos.
Renato Bernhoeft
Presidente da Bernhoeft Consultoria
São Paulo, SP
Copa do Mundo
Não é verdade que
eu tenha sido dispensado do cargo de técnico da seleção
de Togo, como noticiaram VEJA ("A outra seleção brasileira",
19 de outubro) e outros veículos da imprensa internacional.
Fui eu quem quis sair, por ter recebido uma proposta de trabalho
para dirigir a seleção da Guiné Equatorial,
onde trabalho hoje. Saí conservando um grande relacionamento
com os togoleses. Fiquei muito feliz com a classificação
do Togo para a Copa do Mundo, pois tenho minha parte no trabalho
dessa seleção.
Antonio Dumas
Belo Horizonte, MG
Lya Luft
Gosto de ler a VEJA on-line para
acompanhar as notícias daí. Lya Luft, adoro sua coluna
e acho que você é muito autêntica ao escrever
e expor sua opinião sobre qualquer assunto. Li seu artigo
"Quem, por quê?" (16 de novembro) e continuei adorando. Xie
Xie!
Lucila Matos Covre
Xangai, China
Holofote
Em relação às
notas publicadas nas seções Holofote ("Esqueceram
dele") e Radar ("O poderoso chefão"), de 16 de novembro,
gostaria de corrigir algumas informações. Quando fui
contratado, em 2005, a Ogilvy já trabalhava para o Banco
do Brasil. O crescimento de receita das agências que atendem
ao banco não se deve à minha entrada na agência,
mas, sim, à redução do número de prestadores
de serviço ao BB e obedece a limites preestabelecidos nos
contratos. Gostaria de esclarecer ainda que não estou na
liderança de lobby nem de nenhuma espécie de ação
de agências de publicidade para agir nas CPIs, ao contrário
do que foi publicado em Radar.
Mauro Motoryn
CEO-Ogilvy Brasília
São Paulo, SP
Luisa Mell
Não tenho nada da loirinha
burra e ignorante que VEJA tentou demonstrar na entrevista "Sou
a musa da cachorrada" (16 de novembro). Meu trabalho, além
de sincero, é também muito sério. Centenas
de cães e gatos sadios são sacrificados todos os dias
pelos centros de controle de zoonoses do país inteiro. Visando
a acabar com tal crueldade e injustiça, estou lançando
um CD beneficente para a esterilização de animais
(cães e gatos), que comprovadamente é a única
maneira eficaz de controle populacional. Um único animal
e seus descendentes podem gerar até 80.000 animais em sete
anos. Essa conta surgiu de estudos realizados pela Sociedade Mundial
de Proteção Animal (WSPA).
Luisa Mell
São Paulo, SP
Diogo Mainardi
Não se preocupe, Mainardi,
o fim de Lula não será o seu fim. Os medíocres
ficam acordados no escuro e dormindo na luz. Lula cairá no
ostracismo e você continuará brilhando profissionalmente
e nos brindando com sua sensacional coluna ("O fim de Lula. E o
meu", 16 de novembro).
Keyla Ferreira
Sorocaba, SP
De fato, o seu Lula de pelúcia
cairá no esquecimento. Entretanto, tenho certeza de que alguém
do nosso povo lhe fornecerá outro boneco, não sei
se de pelúcia, já que a China vem deixando nossa indústria
têxtil à míngua, mas de um tecido qualquer.
Afinal, parafraseando um dublê de filósofo e engraxate
do Senado Federal, na época do senador Roberto Campos, ao
ser perguntado por esse como andavam as coisas: "Doutor, fique tranqüilo.
O Brasil não tem perigo de melhorar". Siga em frente, sem
depressão. A situação é passageira.
Logo voltará ao normal.
Gustavo Julio Pinto Pacca
Mogi das Cruzes, SP
Se o fim de Lula significar o
seu fim também, vou torcer para que seja hoje. Só
assim não precisarei mais ver seus artigos empobrecendo a
revista VEJA.
Ione Eler E Herler
Ladário, MS
Fiquei deveras aflito com a constatação
de seu estado de alma diante da possibilidade de perder o emprego
com o fim do Lula e o alijamento dessa tigrada do PT do governo.
O fim do Lula não significa o fim do lulismo. Dificilmente
os petistas infiltrados nos milhares de escaninhos da máquina
pública deixarão o cargo, e assim continuaremos na
vanguarda do obscurantismo administrativo por muitos anos.
Lucio Araripe
Cascavel, PR
Até antes de ler a VEJA
desta semana, eu era contra o impeachment do presidente Lula. Mas
surgiu a possibilidade de me livrar de vez do senhor Mainardi, então
imploro a todos: fora Lula!
Zuleide Cardozo de Lima
Feira de Santana, BA
Heinrich von Pierer
Enquanto o noticiário
se divide entre CPIs, dólares na cueca ou vindos de Cuba,
VEJA brinda seus leitores com o lúcido depoimento do CEO
da Siemens, Heinrich von Pierer ("Os desafios da globalização",
16 de novembro). Objetivo e categórico, ele alerta para a
irreversibilidade da globalização, ainda no início,
prognosticando que a competição só será
vencida pelos países que criarem melhores sistemas de ensino.
Nesse contexto, é pacífica a grande diferença
entre a lógica privada e a estatal, da eficácia superior
de gestão da primeira sobre a segunda, pelo simples fato
de as empresas privadas se submeterem aos riscos do mercado, em
que prevalece a cultura da competência. A pergunta é:
quando o Estado paquiderme e perdulário vai se voltar para
o ensino fundamental e médio, reduzindo a carga tributária
de 40% do PIB e a pornográfica taxa de juros? Ou vamos continuar
a ouvir sobre a sessão presidencial de DVD pirata, aftosa,
desmatamento, estradas esburacadas, violência, Delúbio,
CPIs....?
Tito Schmitt
União da Vitória, PR
Eduardo Giannetti
O economista Eduardo Giannetti
da Fonseca (Amarelas, 9 de novembro) apegou-se à impressão
de que os Centros Educacionais Unificados (CEUs), erguidos na cidade
de São Paulo na gestão Marta Suplicy, são obras
vistosas e sem projeto pedagógico. Um equívoco. Os
alunos que freqüentam os CEUs têm acesso a ensino de
qualidade, que, além do conteúdo pedagógico
tradicional, inclui intensa atividade cultural, com cinema, teatro,
música e outras formas de expressão artística,
incentivo à prática de esportes em suas quadras,
piscinas e campos , sem falar de instrumentos de apoio essenciais,
como bibliotecas, computadores e outros recursos humanos e materiais.
Essa combinação de elementos, voltada para a formação
integral do aluno, constitui a essência do projeto pedagógico
e responde às preocupações do professor. O
dinheiro para manter os CEUs também existe, mas representa
escolha política do governante utilizá-lo nesse projeto,
justamente superando a miopia temporal aludida na entrevista.
Maria Aparecida Perez
Ex-secretária municipal de Educação de
São Paulo
São Paulo, SP
Livros
Em que pese a competência
de José Saramago, o único Nobel em língua portuguesa,
a divulgação do seu novo livro, Intermitências
da Morte, vem sendo feita como se a idéia de "suspensão
da morte" fosse algo novo e original ("Execução adiada",
2 de novembro). Não é. Trata-se de idéia antiga,
muitas vezes encontrada nos relatos mitológicos da Antiguidade,
bem como utilizada em contos e novelas de ficção científica
e na literatura em geral. Na literatura recente, há duas
obras ambas transformadas por Hollywood em filmes de sucesso:
La Morte in Vacanza (1929), peça de teatro do italiano
Alberto Casella, foi traduzida e transformada no filme Death
Takes a Holiday (1934), estrelando Fredric March. Em 1998, houve
uma refilmagem (Meet Joe Black), com Brad Pitt no papel principal.
On Borrowed Time (1938) é uma novela do autor americano
Lawrence Edward Watkin, convertida em peça de teatro por
Paul Osborn, que serviu de roteiro para o filme do mesmo nome, em
1939, com Lionel Barrymore e Cedric Hardwicke nos papéis
principais. Aqui, o filme foi exibido com o título de Horas
Roubadas, assim como a versão em português do livro
de Watkin, editada em 1951.
José Roberto Whitaker Penteado
São Paulo, SP
CORREÇÃO: A
cidade onde a garota americana Mykensie Martin fazia intercâmbio
é Carmo do Paranaíba, e não do Parnaíba,
como informou a seção Gente (16 de novembro).

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A TRANSLAÇÃO
DE VÊNUS
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| Vênus: rotação
retrógrada |
Os leitores Antonio
Carlos Vianna Braga, Carlos Alberto Dantas Moura e Vécio
Roberto Petrucci escreveram à redação
para corrigir a informação contida no
quadro "Evolução" da reportagem "Viagem
ao planeta estufa" (16 de novembro) de que Vênus
giraria na contramão dos outros planetas em torno
do Sol. "O sentido de translação de Vênus
é o mesmo que o de todos os planetas do nosso
sistema solar", escreveu Petrucci. Está certo.
O movimento de rotação de Vênus
é que se dá ao contrário do de
outros planetas. Vênus gira em torno de seu eixo
em sentido horário (movimento retrógrado),
enquanto a Terra gira no sentido anti-horário.
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O CAIXA DOIS DE ADAUTO
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| Anderson Adauto: caixa dois |
O chargista Toninho
Cartoon, de Uberaba, cidade que tem o ex-ministro dos
Transportes Anderson Adauto como prefeito, enviou um
comentário em forma de charge sobre a reportagem
"Fiz mesmo, e daí?" (16 de novembro). A reportagem
tratou da confissão de Adauto de que sempre usou
dinheiro do caixa dois em suas campanhas eleitorais.
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A ONG DA RAINHA
SILVIA
No
Auto-retrato da rainha Silvia, da Suécia (2 de
novembro), ela falou de suas ações sociais
à frente da World Childhood Foundation (WCF),
uma ONG criada em 1999 para combater o abuso sexual
infantil no mundo. A leitora Rosa Romano pede os contatos
com a fundação no Brasil. O site www.wcf.org.br
traz muitas informações sobre o trabalho
da ONG. Em entrevista às Páginas Amarelas
de VEJA (1º de março de 2000), a rainha
Silvia também falou sobre a WCF. A entrevista
pode ser lida clicando
aqui.
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