Edição 1932 . 23 de novembro de 2005

Índice
Claudio de Moura Castro
Millôr
Diogo Mainardi
Tales Alvarenga
André Petry
Roberto Pompeu de Toledo
Carta ao leitor
Entrevista
Cartas
Radar
Holofote
Contexto
Datas
Auto-retrato
Veja essa
Gente
VEJA Recomenda
Os livros mais vendidos
 
 

Cartas

 
"Lógica, bom senso e manejo eficiente de estatísticas tornam mais palpável a observação do mundo. Isso foi conseguido com brilhantismo por Steven Levitt."
Jorge Jossi Wagner
Ribeirão Preto, SP

 

Steven Levitt

Oportuníssimas e inteligentes a reportagem "O brilho do lado oculto das coisas" (16 de novembro) e a entrevista com o americano Steven Levitt, por seu conteúdo e pela acurada observação dos problemas sociais e suas soluções por meio da aplicação de uma filosofia econômica. Valem para o Brasil as questões abordadas sobre aborto, educação, adoção, sexualidade.
Modesto Laruccia
São Paulo, SP  

É intrigante observar como a economia, uma matéria às vezes elitista, difícil de entender e chata para os leigos, fascina tanta gente quando associada a assuntos do cotidiano. Isso prova que essa ciência não somente explica taxas de crescimento, variação cambial, renda per capita, gasto público etc., mas é também importante no contexto de uma visão integrada de assuntos que afetam o nosso dia-a-dia, independentemente de nossa profissão, status e classe social.
Adriana Cunha Costa
Washington, DC, EUA  

Fiquei muito intrigado com a matéria de capa, pois ela nos desafia a pensar como são diferentes nossas respostas ou soluções quando não levamos em conta (mesmo que hipoteticamente) variáveis como religião, moral, costumes. Às vezes, problemas difíceis são solucionados com ações simples mas contundentes: será que estamos preparados?
Dênis Costa Soares
Bauru, SP  

A idéia do juiz federal americano Richard Posner sobre a adoção é estapafúrdia e contraria, além do bom senso, todas as convenções internacionais e leis existentes. A regra universal é que a criança deve ficar com sua família natural ou, não sendo possível, com a família substituta, no Brasil na forma de guarda, tutela ou adoção. O aluguel de crianças ou a compra do poder familiar (pátrio poder), como é sugerido, é uma aberração. O mais simples e lógico é ajudar, promover os pais naturais para evitar o abandono. A originalidade tem limites, ainda mais quando se trata de algo tão sério como a adoção.
Alyrio Cavallieri
Ex-juiz de menores
Rio de Janeiro, RJ  

A reportagem veio fortalecer o que sempre imaginei sobre as convenções, principalmente os ajustes de ações políticas e sociais, que devem ser confrontados permanentemente. Desafiar as explicações do senso comum realmente nos deixa mais lúcidos, e as respostas são surpreendentes. Já fiz um empenho no orçamento financeiro de dezembro e vou adquirir o livro.
Juracy Dultra
Ipirá, BA  

Só a carência de grandes pensadores da nossa era justifica o fenômeno Steven Levitt. Um pensador medíocre que nada traz de novo ou revolucionário. Suas idéias são baseadas em pesquisas, e mesmo assim as conclusões são duvidosas. Em alguns anos ninguém vai se lembrar dele, e o senso comum combatido por ele durará enquanto existir a humanidade.
Richard Brokaw
Búzios, RJ  

Há muito sabemos que o crescimento desordenado da população causa enormes mazelas sociais, dentre as quais a violência e a criminalidade. A solução (dentro da lógica de um estado de direito) para isso, contudo, não é o aborto, mas sim o controle de natalidade, de maneira preventiva e esclarecedora.
Carine Nassri
Ilhéus, BA  

A entrevista mostra coisas que todos sabemos, ou deveríamos saber: nada funciona sem causa e efeito, nada funciona isoladamente, muitas vezes várias causas, outras uma só e vários efeitos. Tudo o que está fora do nosso tempo não sentimos, para nós é algo que não existe. Somos pequenos e ignorantes para tudo entender. Como diz a Bíblia, tudo pode ser usado para o bem ou para o mal, dentro disso se observam inversões de nossa vontade, isso ainda não aprendemos a controlar. Mesmo assim ainda existe o tempo de nossa vontade.
Celio Valim Dias
São Miguel Iguaçu, PR

 

O dinheiro de Cuba

Ao prestar seu depoimento à CPI dos Bingos, o economista Vladimir Poleto não economizou palavras ao tentar desqualificar a reportagem de VEJA sobre os dólares vindos de Cuba ("Desmascarado ao vivo", 16 de novembro). Envergonhou­nos e à classe dos economistas, em especial, sendo desmascarado em rede nacional. Numa tentativa sem sucesso, quis ludibriar a platéia e a nação com uma montagem falsa de seu depoimento, colocando a culpa numa "cachacinha". Num país onde vemos freqüentemente na traseira de caminhões a frase "Se pinga fosse fortificante, o Brasil seria um país de gigantes", explica-se a estratégia usada pelo depoente, reforçando a teoria do grande mal que a cachaça faz e que espécie de gigantes temos.
Izabel Avallone
São Paulo, SP  

Enquanto Poleto fazia malabarismo no Congresso, o site Veja On-Line cessou as mentiras de forma muito competente. A publicação do áudio da entrevista no site da revista demonstrou transparência e ratificou os fatos apontados na polêmica reportagem de Policarpo Júnior.
Leandro Anésio Coelho
Resende Costa, MG 

É, segredo de bêbado não tem dono. O troféu Pinóquio desta semana vai para aquele senhor que, quando bebe, não sabe o que faz nem o que fala. O maior prejuízo ao país, causado por essa gente, será o da crescente disseminação da esperteza e da desonestidade.
Antônio César da Cunha Chaves
Porto Alegre, RS  

Cumprimento VEJA pela responsabilidade social representada pelas denúncias feitas nos últimos meses, que têm colaborado de maneira tremendamente útil no processo de investigação. O caso dos dólares cubanos é, sem dúvida, mais uma prova de que esta revista é o maior e melhor meio de comunicação social deste país.
Fernandino Rodrigues, estudante
Caruaru, PE  

Conforme a própria reportagem "Campanha de Lula recebeu dinheiro de Cuba" (2 de novembro), a viúva do senhor Ralf Barquete, Sueli Barquete, negou a informação de que teria feito um desabafo a minha pessoa e, como pessoalmente não tive a oportunidade de falar sobre esse assunto, venho confirmar que não houve essa conversa nem desabafo da senhora Sueli feito a minha pessoa. Houve, sim, um pedido de bolsas de estudo, logo após a morte do senhor Ralf, para os filhos que estudavam na minha faculdade, e, por conhecer o marido e pela situação do falecimento, foi concedida a bolsa a seus dois filhos para que pudessem concluir os estudos universitários.
Chaim Zaher
Ribeirão Preto, SP

 

Antonio Palocci

Observando-se todos os fatos comprometedores que emergem da época de suas duas gestões como prefeito de Ribeirão Preto, é forçoso concluir que Palocci foi não só adepto do esquema ilegal e corrupto de arrecadação de dinheiro para o PT, com utilização da administração pública, mas provavelmente um de seus mentores.
Martônio Ribeiro
Ribeirão Preto, SP  

A capital brasileira do chope pode colocar o ministro Palocci numa gelada ("Fecha-se o cerco contra Palocci", 16 de novembro)!
Wiliam Tabchoury
Piracicaba, SP

 

Tasso Jereissati

É de concluir da entrevista do senador Jereissati (Amarelas, 16 de novembro) que a imprensa brasileira é mais corajosa e mais compromissada com o país do que os partidos de oposição. Se o governo comete desatinos e a oposição é tímida demais para passar do discurso à ação, quem protege a sociedade brasileira? Os milhões de eleitores que votaram no PSDB na última eleição presidencial têm o direito de esperar de seu partido uma oposição aguerrida e responsável.
Stella Maris
Por e-mail  

Tasso Jereissati ataca Lula mas ao mesmo tempo afirma que o PSDB não quer o impeachment por falta de convencimento popular, como na era Collor. Ora, bolas, naquela época o PT e o resto da esquerda foram para as ruas aliciar o clamor popular para derrubar um presidente que diziam ser corrupto. E Collor caiu. Sendo assim, por que o PSDB não faz o mesmo?
Sérgio de Souza Tôrres
Rio de Janeiro, RJ  

Prepotente e arrogante, marca registrada dos tucanos que se dizem preocupados com o povo brasileiro, em nenhum momento da entrevista o senhor Tasso disse a que veio. É a vida do brasileiro que nos interessa, e não a vaidade pessoal de alguns poucos. Por favor, tratem-nos com dignidade, vocês são nossos funcionários, não se esqueçam disso nunca!
Fátima Franco
Santa Bárbara d'Oeste, SP  

As perguntas que Thaís Oyama fez ao senador Jereissati são exatamente o que nós pensamos. Se o senador quer realmente ajudar o país, é melhor começar a pensar no impeachment do senhor Lulla e saber que Hugo Chávez é mais para programa cômico.
Nelly May Nicolau
São Paulo, SP  

Em primeiro lugar, parabéns à excelente jornalista Thaís Oyama pela entrevista. A afirmação do senador Tasso Jereissati sobre o seu colega de partido Eduardo Azeredo ("Ocorreu quando ele foi candidato ao governo de Minas, antes de assumir a presidência do partido") é a mesma declaração do Zé Dirceu para se eximir da culpa e não ser cassado, pois era ministro e não deputado federal quando ocorreram as falcatruas de que é acusado.
Ruy Humberto Godoy de Mesquita
Jaboatão dos Guararapes, PE  

Espantosa a entrevista do senador Tasso Jereissati. Quando um senador como ele fala na própria incompetência, é sinal de que alguém está querendo enganar alguém. No caso do favorecimento do filho de Lula pela Telemar, por exemplo, ele diz que é preciso resguardar a intimidade familiar. Por favor, não existe intimidade familiar quando o assunto envolve dinheiro público. O problema é que no meio se encontra o irmão dele, Carlos Jereissati. Por sinal, Carlos Jereissati passou a ser um dos proprietários da Telemar nas privatizações tucanas, o que já é esquisito.
Roberto Kenard
São Luís, MA

 

Diego Maradona

Maradona pode fazer o que quiser daqui para a frente, mas nunca chegará nem perto de Pelé. Já está na hora de a imprensa brasileira parar de babar nesse cara, até pelo que ele já fez contra nós, brasileiros. Chega de bajular ("O perfeito idiota latino-americano", 16 de novembro).
Evanio Mesquita
São Paulo, SP

VEJA foi injusta e deselegante com Maradona. Por tudo o que ele já representou para o futebol, merecia mais respeito. Uma tristeza o deslize de VEJA. Dor-de-cotovelo, só pode. Mas não perco a fé. Vocês ainda vão superar o complexo de inferioridade com relação aos argentinos.
Matilde de Paula
Melbourne, Austrália

 

Carlitos Tevez

Raça, talento e perseverança. Carlitos Tevez – mais brasileiro, impossível ("Tevez, o bailarino", 16 de novembro).
Ednei Arcoverde
Teresina, PI

 

Aposentadoria precoce

Parabéns pela matéria "Aposentar-se? Só na hora certa" (16 de novembro), da jornalista Anna Paula Buchalla. Atuando com projetos de pós-carreira desde 1980, no Brasil, podemos confirmar vários dos pontos abordados. Vale no entanto acrescentar, com base nos trabalhos com dezesseis empresas e 321 executivos de média e alta gerência, alguns dados da realidade brasileira. Despreparo para a perda da identidade organizacional por não haver criado outros interesses além do profissional; carreiras profissionais cada vez mais curtas num contexto de prolongamento da vida; relacionamentos estritamente profissionais que criam um grande "vazio" social; depressão, alcoolismo e separações, além da perda da auto-estima; dificuldade com o ócio por uma questão cultural (exemplo: "o ócio é a mãe de todos os vícios"). Pela nossa experiência, esse preparo deve iniciar-se, no mínimo, dois anos antes da aposentadoria. E é uma responsabilidade da empresa, à medida que ela capta, prepara, retém e desenvolve seus recursos humanos.
Renato Bernhoeft
Presidente da Bernhoeft Consultoria
São Paulo, SP

 

Copa do Mundo

Não é verdade que eu tenha sido dispensado do cargo de técnico da seleção de Togo, como noticiaram VEJA ("A outra seleção brasileira", 19 de outubro) e outros veículos da imprensa internacional. Fui eu quem quis sair, por ter recebido uma proposta de trabalho para dirigir a seleção da Guiné Equatorial, onde trabalho hoje. Saí conservando um grande relacionamento com os togoleses. Fiquei muito feliz com a classificação do Togo para a Copa do Mundo, pois tenho minha parte no trabalho dessa seleção.
Antonio Dumas
Belo Horizonte, MG

 

Lya Luft

Gosto de ler a VEJA on-line para acompanhar as notícias daí. Lya Luft, adoro sua coluna e acho que você é muito autêntica ao escrever e expor sua opinião sobre qualquer assunto. Li seu artigo "Quem, por quê?" (16 de novembro) e continuei adorando. Xie Xie!
Lucila Matos Covre
Xangai, China

 

Holofote

Em relação às notas publicadas nas seções Holofote ("Esqueceram dele") e Radar ("O poderoso chefão"), de 16 de novembro, gostaria de corrigir algumas informações. Quando fui contratado, em 2005, a Ogilvy já trabalhava para o Banco do Brasil. O crescimento de receita das agências que atendem ao banco não se deve à minha entrada na agência, mas, sim, à redução do número de prestadores de serviço ao BB e obedece a limites preestabelecidos nos contratos. Gostaria de esclarecer ainda que não estou na liderança de lobby nem de nenhuma espécie de ação de agências de publicidade para agir nas CPIs, ao contrário do que foi publicado em Radar.
Mauro Motoryn
CEO-Ogilvy Brasília
São Paulo, SP

 

Luisa Mell

Não tenho nada da loirinha burra e ignorante que VEJA tentou demonstrar na entrevista "Sou a musa da cachorrada" (16 de novembro). Meu trabalho, além de sincero, é também muito sério. Centenas de cães e gatos sadios são sacrificados todos os dias pelos centros de controle de zoonoses do país inteiro. Visando a acabar com tal crueldade e injustiça, estou lançando um CD beneficente para a esterilização de animais (cães e gatos), que comprovadamente é a única maneira eficaz de controle populacional. Um único animal e seus descendentes podem gerar até 80.000 animais em sete anos. Essa conta surgiu de estudos realizados pela Sociedade Mundial de Proteção Animal (WSPA).
Luisa Mell
São Paulo, SP

 

Diogo Mainardi

Não se preocupe, Mainardi, o fim de Lula não será o seu fim. Os medíocres ficam acordados no escuro e dormindo na luz. Lula cairá no ostracismo e você continuará brilhando profissionalmente e nos brindando com sua sensacional coluna ("O fim de Lula. E o meu", 16 de novembro).
Keyla Ferreira
Sorocaba, SP

De fato, o seu Lula de pelúcia cairá no esquecimento. Entretanto, tenho certeza de que alguém do nosso povo lhe fornecerá outro boneco, não sei se de pelúcia, já que a China vem deixando nossa indústria têxtil à míngua, mas de um tecido qualquer. Afinal, parafraseando um dublê de filósofo e engraxate do Senado Federal, na época do senador Roberto Campos, ao ser perguntado por esse como andavam as coisas: "Doutor, fique tranqüilo. O Brasil não tem perigo de melhorar". Siga em frente, sem depressão. A situação é passageira. Logo voltará ao normal.
Gustavo Julio Pinto Pacca
Mogi das Cruzes, SP

Se o fim de Lula significar o seu fim também, vou torcer para que seja hoje. Só assim não precisarei mais ver seus artigos empobrecendo a revista VEJA.
Ione Eler E Herler
Ladário, MS

Fiquei deveras aflito com a constatação de seu estado de alma diante da possibilidade de perder o emprego – com o fim do Lula e o alijamento dessa tigrada do PT do governo. O fim do Lula não significa o fim do lulismo. Dificilmente os petistas infiltrados nos milhares de escaninhos da máquina pública deixarão o cargo, e assim continuaremos na vanguarda do obscurantismo administrativo por muitos anos.
Lucio Araripe
Cascavel, PR

Até antes de ler a VEJA desta semana, eu era contra o impeachment do presidente Lula. Mas surgiu a possibilidade de me livrar de vez do senhor Mainardi, então imploro a todos: fora Lula!
Zuleide Cardozo de Lima
Feira de Santana, BA

 

Heinrich von Pierer

Enquanto o noticiário se divide entre CPIs, dólares na cueca ou vindos de Cuba, VEJA brinda seus leitores com o lúcido depoimento do CEO da Siemens, Heinrich von Pierer ("Os desafios da globalização", 16 de novembro). Objetivo e categórico, ele alerta para a irreversibilidade da globalização, ainda no início, prognosticando que a competição só será vencida pelos países que criarem melhores sistemas de ensino. Nesse contexto, é pacífica a grande diferença entre a lógica privada e a estatal, da eficácia superior de gestão da primeira sobre a segunda, pelo simples fato de as empresas privadas se submeterem aos riscos do mercado, em que prevalece a cultura da competência. A pergunta é: quando o Estado paquiderme e perdulário vai se voltar para o ensino fundamental e médio, reduzindo a carga tributária de 40% do PIB e a pornográfica taxa de juros? Ou vamos continuar a ouvir sobre a sessão presidencial de DVD pirata, aftosa, desmatamento, estradas esburacadas, violência, Delúbio, CPIs....?
Tito Schmitt
União da Vitória, PR

 

Eduardo Giannetti

O economista Eduardo Giannetti da Fonseca (Amarelas, 9 de novembro) apegou-se à impressão de que os Centros Educacionais Unificados (CEUs), erguidos na cidade de São Paulo na gestão Marta Suplicy, são obras vistosas e sem projeto pedagógico. Um equívoco. Os alunos que freqüentam os CEUs têm acesso a ensino de qualidade, que, além do conteúdo pedagógico tradicional, inclui intensa atividade cultural, com cinema, teatro, música e outras formas de expressão artística, incentivo à prática de esportes – em suas quadras, piscinas e campos –, sem falar de instrumentos de apoio essenciais, como bibliotecas, computadores e outros recursos humanos e materiais. Essa combinação de elementos, voltada para a formação integral do aluno, constitui a essência do projeto pedagógico e responde às preocupações do professor. O dinheiro para manter os CEUs também existe, mas representa escolha política do governante utilizá-lo nesse projeto, justamente superando a miopia temporal aludida na entrevista.
Maria Aparecida Perez
Ex-secretária municipal de Educação de São Paulo
São Paulo, SP

 

Livros

Em que pese a competência de José Saramago, o único Nobel em língua portuguesa, a divulgação do seu novo livro, Intermitências da Morte, vem sendo feita como se a idéia de "suspensão da morte" fosse algo novo e original ("Execução adiada", 2 de novembro). Não é. Trata-se de idéia antiga, muitas vezes encontrada nos relatos mitológicos da Antiguidade, bem como utilizada em contos e novelas de ficção científica e na literatura em geral. Na literatura recente, há duas obras – ambas transformadas por Hollywood em filmes de sucesso: La Morte in Vacanza (1929), peça de teatro do italiano Alberto Casella, foi traduzida e transformada no filme Death Takes a Holiday (1934), estrelando Fredric March. Em 1998, houve uma refilmagem (Meet Joe Black), com Brad Pitt no papel principal. On Borrowed Time (1938) é uma novela do autor americano Lawrence Edward Watkin, convertida em peça de teatro por Paul Osborn, que serviu de roteiro para o filme do mesmo nome, em 1939, com Lionel Barrymore e Cedric Hardwicke nos papéis principais. Aqui, o filme foi exibido com o título de Horas Roubadas, assim como a versão em português do livro de Watkin, editada em 1951.
José Roberto Whitaker Penteado
São Paulo, SP

 

CORREÇÃO: A cidade onde a garota americana Mykensie Martin fazia intercâmbio é Carmo do Paranaíba, e não do Parnaíba, como informou a seção Gente (16 de novembro).

A TRANSLAÇÃO DE VÊNUS

Vênus: rotação retrógrada

Os leitores Antonio Carlos Vianna Braga, Carlos Alberto Dantas Moura e Vécio Roberto Petrucci escreveram à redação para corrigir a informação contida no quadro "Evolução" da reportagem "Viagem ao planeta estufa" (16 de novembro) de que Vênus giraria na contramão dos outros planetas em torno do Sol. "O sentido de translação de Vênus é o mesmo que o de todos os planetas do nosso sistema solar", escreveu Petrucci. Está certo. O movimento de rotação de Vênus é que se dá ao contrário do de outros planetas. Vênus gira em torno de seu eixo em sentido horário (movimento retrógrado), enquanto a Terra gira no sentido anti-horário.

 

O CAIXA DOIS DE ADAUTO

 
Anderson Adauto: caixa dois

O chargista Toninho Cartoon, de Uberaba, cidade que tem o ex-ministro dos Transportes Anderson Adauto como prefeito, enviou um comentário em forma de charge sobre a reportagem "Fiz mesmo, e daí?" (16 de novembro). A reportagem tratou da confissão de Adauto de que sempre usou dinheiro do caixa dois em suas campanhas eleitorais.

 

A ONG DA RAINHA SILVIA

No Auto-retrato da rainha Silvia, da Suécia (2 de novembro), ela falou de suas ações sociais à frente da World Childhood Foundation (WCF), uma ONG criada em 1999 para combater o abuso sexual infantil no mundo. A leitora Rosa Romano pede os contatos com a fundação no Brasil. O site www.wcf.org.br traz muitas informações sobre o trabalho da ONG. Em entrevista às Páginas Amarelas de VEJA (1º de março de 2000), a rainha Silvia também falou sobre a WCF. A entrevista pode ser lida clicando aqui.

 

 
 
 
 
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