Publicidade
buscas
cidades PROGRAME-SE
Edição 1 774 - 23 de outubro de 2002
Artes e Espetáculos Livros
 

estasemana
(conteúdo exclusivo para assinantes VEJA ou UOL)
Índice
Seções
Eleições 2002
Brasil
Internacional
Economia e Negócios
Geral
Guia
Artes e Espetáculos
  A coleção de fotos de dom Pedro II
Os apresentadores mais bem pagos
Tom Hanks, o homem mais poderoso de Hollywood
Reino de Fogo, do mesmo diretor de Arquivo X
Schmidt Libertado, de Louis Begley
Berkeley em Bellagio, de João Gilberto Noll

colunas
(conteúdo exclusivo para assinantes VEJA ou UOL)
Claudio de Moura Castro
Gustavo Franco
Diogo Mainardi
Roberto Pompeu de Toledo

seções
(conteúdo exclusivo para assinantes VEJA ou UOL)
Carta ao leitor
Entrevista

Cartas
Radar
Holofote
Contexto
Veja essa
Arc
Gente
Datas

Para usar
VEJA Recomenda
Os livros mais vendidos

arquivoVEJA
(conteúdo exclusivo para assinantes VEJA ou UOL)
Arquivo 1997-2002
Reportagens de capa
2000|2001|2002
Entrevistas
2000|2001|2002
Busca somente texto
96|97|98|99|00|01|02


Crie seu grupo




 

Canção do exílio

O gaúcho Noll dá abrigo, ainda que
precário, aos
seus desajustados

Jerônimo Teixeira

 
Foto de arquivo
Noll: "inglês de ginasiano"


Os personagens de João Gilberto Noll costumavam ser tipos desajustados que vagavam a esmo por paisagens desoladas. Em Berkeley em Bellagio (Objetiva; 103 páginas; 19,90 reais), novo romance do escritor gaúcho, o protagonista ainda é o velho outsider, e as paisagens estão cada vez mais tristes. Desta vez, porém, o autor concedeu ao personagem – e ao leitor – um fio de esperança. Nos últimos anos, Noll esteve na Universidade da Califórnia, em Berkeley, ensinando literatura brasileira, e passou uma temporada em Bellagio, na Itália, a convite da Fundação Rockefeller. João, o protagonista fictício, percorre os mesmos locais. Em sua maior parte, o livro é uma visita ao inferno do isolamento cultural e lingüístico – o alter ego de Noll fala apenas um "inglês de ginasiano retardado". João aparece em toda a sua miséria, mas ainda assim obtém a empatia do leitor, o que seria difícil para os tipos amorais de romances como A Céu Aberto. Saudável sinal de inquietude criativa, essa mudança tem seus riscos. No final do livro, o quadro de felicidade doméstica em Porto Alegre roça no sentimentalismo. Roça, mas não se rende: João (o autor, não o personagem) conhece bem os delicados limites de sua esperança. Berkeley em Bellagio sugere que o exílio é a condição humana natural, e um lar é sempre uma conquista difícil e precária.

   
canaldecompras
O que é canal de compras
CDs DVDs Vídeos
Saraiva.com.br
 
Livros
Saraiva.com.br
Livraria Nobel
 
Ingressos
Ingresso.com.br
 
   
  voltar
   
   
  NOTÍCIAS DIÁRIAS