ESPAÇO
Para ver
o céu
Olhar
estrelas ajuda a refletir sobre a
existência humana no tempo e no espaço
Germano Luders
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Uma
das atividades mais antigas e fascinantes da humanidade é observar
o céu estrelado em noites escuras. Mesmo a olho nu e em áreas
urbanas, qualquer pessoa pode localizar astros e constelações
com a ajuda de um atlas celeste ou um planisfério, um mapa da esfera
celeste que permite ter uma idéia das estrelas que podem ser visualizadas
em cada época do ano. Com um pouco mais de investimento, o astrônomo
amador pode decifrar detalhes ainda mais interessantes. Um binóculo
simples, com capacidade de ampliar as imagens sete vezes, possibilita,
por exemplo, perceber a constelação de Órion, uma
das mais ricas e brilhantes do céu de verão. Formada pelas
Três Marias, entre outras estrelas menos conhecidas, Órion
é um ponto do universo onde os cientistas descobriram um curioso
berçário de estrelas. "A cada 24 horas forma-se na nebulosa
de Órion uma quantidade de água equivalente à que
existe na Terra", observa o editor da revista Scientific American Brasil,
Ulisses Capozzoli. Confira algumas recomendações para astrônomos
amadores:
Procure cursos nos planetários e livros sobre o tema. Equipamentos
são secundários. O melhor exercício é localizar
os astros com o auxílio de um mapa celeste.
Com um binóculo de 7 por 50 milímetros dá para ver
o relevo da Lua. Você pode encontrar um por 170 reais. Lunetas são
indicadas para objetos mais brilhantes, como planetas e satélites.
Custam a partir de 130 reais.
Telescópios são ideais para objetos distantes, como galáxias
e nebulosas. Custam a partir de 1.000 reais.
Não use os equipamentos ópticos para olhar para o Sol. Isso
provoca queimadura da retina e perda da visão.
Astrônomos preferem as montanhas por causa do ar seco e sem vapor.
Em uma planície é possível ver quase a mesma coisa.
Na cidade também.
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