Mistérios
a mais
João Paulo II acrescenta
orações ao rosário
Domingues
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O
terço: pelas novas
regras, passa a ser rezado quatro vezes
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A recitação do rosário é a forma de devoção
mais popular da Igreja Católica. Trata-se de uma homenagem simbólica
à Virgem Maria. De acordo com a tradição, cada ave-maria
rezada durante a recitação representa uma rosa oferecida
a ela daí o nome. As orações do rosário
são feitas com a ajuda do terço, o colar de contas que tem
uma cruz pendurada. Cada conta marca uma oração. Contas
maiores marcam os cinco mistérios representados cada um
por dez ave-marias, um pai-nosso e um glória ao
pai. Cada mistério representa uma fase da vida de Jesus Cristo:
o nascimento e a infância, a paixão e morte e, por fim, a
ressurreição e ascensão. Em cada rosário,
percorre-se o terço três vezes. É um ritual praticado
há mais de 800 anos, com poucas alterações. Na semana
passada, para incentivar a devoção, João Paulo II
anunciou novas regras que modificam a estrutura do rosário. A reforma
prevê a criação de mais cinco mistérios que
se devem juntar aos quinze já existentes. Os novos mistérios
contemplam a vida pública de Cristo, ou seja, a pregação
e os milagres realizados.
Na prática, isso significa que em vez de três terços,
o rosário passa a ter quatro. Em termos quantitativos, o fiel,
que reza hoje 159 ave-marias e dezoito pai-nossos, passará
a rezar 212 ave-marias e 24 pai-nossos para concluir todos
os mistérios. "Quem já reza um rosário por dia certamente
terá disposição para incluir um terço a mais
nas orações", diz dom Marcelo Pinto Carvalheira, vice-presidente
da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB). Mesmo que os
católicos incluam os cinco mistérios em suas orações,
dificilmente adotarão o novo nome do instrumento do terço.
Já que o rosário não será mais dividido em
três e sim em quatro partes, tecnicamente ele deve agora se chamar
quarto.
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